Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 4 nº 1 - Jan/Mar - 2007

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Páginas 6 a 11


Gravidez na adolescência e impactos no desenvolvimento infantil

Impact of adolescent pregnancy on child development


Autores: Karyne de Souza Augusto Rios1, Lúcia Cavalcanti Albuquerque Williams2, Ana Lúcia Rossito Aiello2

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Como citar este Artigo

Descritores: Gravidez na adolescência; desenvolvimento infantil; intervenção e prevenção
Keywords: Early pregnancy; children development; intervention and prevention

Resumo:
A gravidez precoce é motivo de preocupação em função das conseqüências devastadoras para o desenvolvimento tanto da mãe quanto da criança, visto que expressa um exemplo perfeito da interação de riscos biológicos e ambientais. Este trabalho objetivou realizar uma revisão de área sobre a gravidez na adolescência, a partir de considerações a respeito do contexto atual da adolescência. A gravidez na adolescência pode ser considerada problema de saúde pública em função da alta prevalência e das conseqüências desastrosas para o desenvolvimento infantil. A análise da literatura permitiu identificar a necessidade de se desenvolverem programas de intervenção para gravidez na adolescência, que devem ter como objetivos prevenir a sua ocorrência, aumentar habilidades parentais, fornecer serviços de pré-natal, diminuir taxa de reincidência de outra gravidez precoce e promover desenvolvimento adequado da criança fruto de uma gravidez na adolescência. Adicionalmente, é necessário maior número de pesquisas que identifiquem aspectos relacionados a resultados de eficiência e eficácia em uma intervenção destinada a essa população.

Abstract:
An early pregnancy is cause of concern due to the devastating consequences to child and mother's development, as it is a perfect example of biological and environmental risk interaction. This study aimed at reviewing adolescent pregnancy intervention and prevention studies. An adolescent pregnancy can be considered a public health problem because of its high level of prevalence and negative consequences to the child's development. Analysis of the reviewed literature showed that it is necessary to create more intervention programs to prevent teenage pregnancy, to increase parental skills, to offer pre-natal services, to reduce the reincidence of pregnancies and to promote optimal child development. Furthermore, there is a need for more studies that identify relevant aspects related to the effectiveness and efficiency of the intervention programs for this population.

INTRODUÇÃO

A gravidez precoce é um fenômeno que vem crescendo em ocorrências a cada ano no Brasil, portanto é motivo de preocupação devido às conseqüências devastadoras que pode causar tanto para a criança quanto para os pais adolescentes, bem como para suas respectivas famílias, comunidade e a sociedade em geral.

Segundo dados do Ministério da Saúde (MS)(6), entre 1970 e 1990 triplicou o número de filhos de mães com menos de 15 anos. Atualmente, dois terços das mulheres que dão à luz no Brasil têm idade entre 10 e 19 anos. Dados da região Sudeste confirmam taxa de crescimento da gravidez precoce de 25% no período de 1992 a 1996, responsável por cerca de 16,5% de todos os partos realizados. Esses indicadores apontam que a gravidez na adolescência tornou-se problema de saúde pública(3,6,26,28).


CAUSAS

Com base em uma abordagem ecológica e na teoria das representações da antropologia, o estudo de Fonseca et al.(15) enfoca como possíveis causas da gravidez na adolescência as alterações ocorridas durante o século XX que propiciaram mudanças nas concepções de família, criança, juventude e educação dos filhos. O ambiente atual seria grande gerador de instabilidade nos indivíduos, impossibilitando, em última instância, o controle sobre suas vidas. Como conseqüências dessa dinâmica da sociedade, surgiriam muitas dificuldades para os adolescentes, como marginalidade, violência, liberdade sexual, uso de drogas e gravidez(15).

Como outras possíveis causas desse aumento, Lima e Almeida(23) citam ausência de informação, relações familiares fragilizadas, escassez de projetos sociais na área de prevenção e os efeitos dos meios de comunicação, que seriam responsáveis por colocar crianças em contato com conteúdos relacionados com sexualidade de forma precoce. Cunha et al.(11) sugerem fatores etiológicos como falta de informação sobre sexo, métodos contraceptivos e baixa auto-estima. Já Magagnin et al.(25) consideram que o percentual de gravidez na adolescência está cada vez mais elevado em decorrência de uma iniciação sexual cada vez mais precoce e sem o uso adequado de métodos anticoncepcionais.

Além do aumento da taxa de gravidez na adolescência, há diminuição na idade de ocorrência da gravidez(25), visto que ela está acontecendo cada vez mais cedo, fora de uma relação conjugal estável, e interferindo no desenvolvimento normal dessa fase que cada vez mais atinge características diferentes em relação ao passado(15).


CONCEPÇÕES CULTURAIS

Todos os fatores citados como causas do aumento da gravidez na adolescência estão associados à conceituação atual da fase adolescente e às condições a que esses jovens estão expostos. Em relação ao contexto atual da adolescência, Brandão(5) afirma que tal fase sofreu um prolongamento, caracterizado pela maior permanência do jovem no estudo, conseqüentemente dependendo financeiramente por mais tempo dos pais. Segundo a autora, a geração atual não associa mais questões como satisfação e independência com a saída de casa.

Outros autores, como Bromwich(8), Guimarães e Colli(18), concordam em afirmar que cada vez mais a adolescência está se tornando estendida, devido ao crescimento do número de jovens, à necessidade de melhor preparo para o mercado de trabalho e ao conseqüente aumento na dependência econômica.

Somado ao fato de que a fase adolescente mudou no decorrer do tempo, pode-se afirmar que as concepções de gravidez precoce no passado eram diferentes das atuais. Décadas atrás a maternidade na adolescência era geralmente associada a um matrimônio estável, sendo vista como normal e aceitável. A mulher era, portanto, preparada para a maternidade logo no início da puberdade. Atualmente, a gravidez na adolescência é geralmente vista como um fator que altera o ciclo natural do desenvolvimento dos jovens, contrariando a expectativa contemporânea de que a maternidade só deve acontecer após a conclusão dos estudos, a obtenção de uma profissão, de um emprego e/ou casamento ou casa. A gravidez precoce surge como problema para a família contemporânea no sentido de que provavelmente a jovem mãe terá que abandonar os estudos, enfrentará dificuldade para conseguir emprego e para nele se manter, tornando-se dependente da família para sobreviver(15).

São percebidas diferenças na gravidez precoce entre famílias de baixa renda e aquelas de nível socioeconômico mais privilegiado. Essa diferença reside no status que a jovem mãe adquire perante sua comunidade. Nas classes populares a gravidez equivale a ganho de status e autonomia, sendo esperada a criação de uma família à parte.

Entretanto, nas classes sociais economicamente mais privilegiadas, a jovem mãe não altera sua posição diante da família, pois é garantida por ela, mantendo o processo de amadurecimento dos filhos que continuam freqüentando a escola, fazendo cursos e participando da vida social(21). Em ambos os casos, as famílias procuram não assumir a responsabilidade de paternidade, deixando esse dever para os jovens pais(5,17).

Contudo, nota-se que nas classes de baixo poder aquisitivo a gravidez precoce é considerada problema social mais grave porque está associada a variados contextos psicossociais de risco, como exclusão social, baixa escolaridade, falta de suporte familiar e/ou do companheiro, instabilidade emocional, relações conflituosas, desconhecimento sobre o desenvolvimento do bebê e falta de rede de apoio social(3,11,21,25). Além disso, a maternidade na adolescência afeta a economia do país na medida em que favorece a ampliação do quadro de pobreza, pois, além de os pais adolescentes não estarem preparados social e psicologicamente para exercer a paternidade, eles também têm que enfrentar dificuldades econômicas para assumir os encargos de constituir uma família(11,17).

De maneira geral, há indícios de que a gravidez precoce ocorre preferencialmente em regiões com presença de grandes desigualdades sociais, em áreas caracterizadas por miséria e pobreza e em grupos sociais desfavorecidos(10). Adicionalmente ao fato de ser um problema social, a gravidez na adolescência é fator de risco para o desenvolvimento adequado do bebê, expressando um exemplo perfeito da interação de riscos biológicos e ambientais para o desenvolvimento infantil(8).


FATORES DE RISCO PARA o DESENVOLVIMENTO INFANTIL

ASPECTOS AMBIENTAIS

Como exemplos dos fatores de risco ambientais para o desenvolvimento do bebê podemos citar o contexto psicossocial de pobreza, a dependência dos pais adolescentes de suas famílias, a baixa instrução dos jovens pais, a falta de apoio social, a presença de violência doméstica, o histórico de abuso sexual na infância, a ausência de apoio paterno, o estresse e a depressão pós-parto(8,11,13,17,25,30-32).

Recente estudo de Gravena e Williams(17) corrobora os dados da literatura sobre os fatores de risco ambientais de uma gravidez precoce para o desenvolvimento infantil. O estudo objetivou elaborar e avaliar uma intervenção com oito gestantes de baixo poder aquisitivo. Os resultados indicaram que a média de idade das participantes foi de 15 anos e que em geral elas possuíam apenas o ensino fundamental completo. Somente três das gestantes freqüentavam a escola e nenhuma estava trabalhando. Três adolescentes eram solteiras e moravam com a família, e quatro encontravam-se em regime de união estável, fato ocorrido após a ocorrência da gravidez. Entre os fatores de risco citados anteriormente, a pobreza e a presença de violência doméstica se destacaram como os principais.

Outro dado interessante apontado pelo estudo de Gravena e Williams(17) é a correlação entre violência doméstica e gravidez na adolescência. Dados do estudo apontaram que 75% das mães adolescentes que participaram do programa de intervenção foram vítimas de violência doméstica.

Saewye et al.(30) e Silverman et al.(31) demonstraram uma correlação significativa entre presença de violência no namoro e gravidez na adolescência. Além disso, o histórico de violência doméstica na vida das mães adolescentes é fator crítico para o fenômeno da intergeracionalidade(33), no qual a jovem mãe reproduziria os comportamentos agressivos vividos no passado na interação com sua criança.

Em relação aos riscos ambientais gerados pela relação mãe/filho, as mães adolescentes, quando comparadas com mães adultas, interagem quantitativamente menos com seus filhos, são menos sensíveis às necessidades do bebê, oferecem poucas oportunidades de estimulação, verbalizam menos durante as interações com a criança, tendem a olhar e variar as expressões faciais com menor freqüência, respondem menos contingentemente ao comportamento de seus filhos, mantêm laços afetivos mais tênues, são freqüentemente mais inexatas em suas estimativas acerca das idades em que um bebê típico atinge os estágios comuns de desenvolvimento, enfrentam maior estresse, são menos sensitivas, menos pacientes, menos comunicativas e freqüentemente não interpretam bem as necessidades de seus filhos(8,11).

As mães adolescentes tendem a ser mais dependentes, menos confiantes, mais depressivas e apresentam auto-estima diminuída em relação às adolescentes que não são mães(27). A respeito do contexto familiar, Huddleston(22) verificou que mães adolescentes geralmente vêm de famílias menos adaptativas, menos coesas e com dificuldades de comunicação, quando comparadas a adolescentes que não estavam grávidas.

Linares et al.(24) afirmam que mães adolescentes não possuem o sistema reprodutivo completo e que suas características comportamentais ainda não estão plenamente desenvolvidas para enfrentar a maternidade. A situação pode piorar quando a jovem mãe não se encontra casada, possui mais filhos, não vive em zona urbana, tem baixo poder aquisitivo e baixo nível de escolaridade.

Basicamente, a grande maioria dos estudos sobre gravidez precoce enfoca somente as mães, existindo grande carência de dados sobre a influência paterna nos fatores de risco e de proteção para o desenvolvimento da criança.

Bromwich(8) verificou em sua revisão sobre os estudos da área que os pais estão cada vez menos envolvidos com seus filhos e com as mães de seus filhos. O autor aponta alguns fatores que podem estar contribuindo para essa conjuntura, como o número cada vez menor de casamentos entre adolescentes, maior aceitação de pais solteiros, aumento da condição de pobreza nas comunidades em que a taxa de mães adolescentes é alta, bem como maior pressão para que as mães terminem os estudos para aumentar as oportunidades de independência.

Estudos mais recentes apontam que geralmente os parceiros de mães adolescentes são mais velhos(1), e no caso de serem pais adolescentes de baixa renda, a paternidade configura-se na mudança de status, em que o jovem consolida sua imagem de maduro, adulto e responsável perante a sociedade(9).

ASPECTOS BIOLÓGICOS

Com relação aos fatores de risco biológicos para o desenvolvimento do bebê, pode-se dizer que os filhos de mães adolescentes exibem maiores índices de mortalidade, morbidade, baixo peso ao nascer e prematuridade do que os filhos de mães adultas(2,7,11,25). Estudos genéticos indicam alto índice de portadores de síndrome de Down (por translocação) em filhos de mães menores de 15 anos de idade, semelhante à proporção encontrada em filhos de mães com mais de 35 anos(14).

Segundo afirma Bromwich(8), mães adolescentes tendem a ter filhos prematuros, com baixo peso, nascidos pequenos para sua idade gestacional e/ou com diagnóstico de retardo no crescimento intra-uterino. As mães adolescentes procuram menos por serviços pré-natais, por conselhos nutricionais e têm pouco suporte da família antes do nascimento da criança. Esses dados também foram verificados por Sá et al.(29), que buscaram estudar o perfil das mães adolescentes dentro de um hospital-maternidade no Rio de Janeiro e verificaram que apenas 7% das mães gestantes concluíram o pré-natal.

Pesquisa realizada a partir de amostra de nascimentos entre 1996 e 1998, provenientes do Sistema de Informações de Nascidos Vivos no Estado do Rio de Janeiro (SINASC/RJ), apontou que a ocorrência de baixo peso ao nascer, prematuridade e menor participação nas consultas de pré-natal foi significativamente maior para mães adolescentes do que para mães adultas(16). Dados semelhantes e adicionais são encontrados no estudo de Costa e Formigli(12), que, após análise de 360 prontuários, identificaram que as mães adolescentes iniciam tardiamente o pré-natal e possuem índices elevados de desmame precoce.

A exposição da criança a uma grande variedade de fatores de risco biológicos e ambientais está relacionada ao estabelecimento de estilos parentais inadequados, expressos na sua maioria por pais punitivos ou negligentes(8).

Para Barnett(4), o abuso infantil e a negligência são reconhecidos como os mais severos eventos que influenciam negativamente o desenvolvimento psicológico saudável de crianças. Crianças expostas a esses estilos parentais, quando comparadas com filhos de mães adultas, estão mais predispostas a exibir atraso cognitivo, déficit socioemocional e fracasso escolar, assim como a sofrer violência doméstica e se tornarem também pais adolescentes(11).


CONCLUSÃO

Em decorrência da quantidade de conseqüências negativas para o desenvolvimento infantil, surge espaço para o desenvolvimento de programas de prevenção e de intervenção precoce como forma de promover o desenvolvimento infantil adequado, evitando problemas de aprendizagem e de conduta(11), pois há indicativos de que quanto mais cedo uma intervenção for iniciada, melhores serão os resultados para a criança e sua família(19,20). Os programas de intervenção precoce para gravidez na adolescência devem ter como objetivo prevenir a ocorrência da gravidez na adolescência, aumentar habilidades parentais, fornecer serviços de pré-natal, diminuir taxa de reincidência de gravidez precoce e promover o desenvolvimento adequado da criança fruto de uma gravidez na adolescência.

No Brasil há uma carência de estudos visando tal tipo de prevenção, demonstrando a necessidade de pesquisas que procurem desenvolver e aprimorar programas voltados para a realidade brasileira. Os indicadores atuais demonstram que os poucos programas existentes no Brasil foram capazes de diminuir os índices relacionados com a ocorrência de gravidez na adolescência e reduzir os fatores de risco para o desenvolvimento infantil, permitindo um vislumbre positivo do que pode vir a ser realizado no combate à gravidez precoce.


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1. Doutoranda em Educação Especial na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
2. Professora-doutora do Laboratório de Análise e Prevenção da Violência (LAPREV) da UFSCar.
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