Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 8 nº 1 - Jan/Mar - 2011

Artigo de Revisão Imprimir 

Páginas 51 a 58


Avaliação nutricional: antropometria e conduta nutricional na adolescência

Nutrition assessment: nutritional anthropometry and conduct in adolescence


Autores: Ana Maria Lourenço1; Stella R. Taquette2; Maria Helena Hasselmann3

PDF Português            

Scielo

Medline

Como citar este Artigo

Descritores: Antropometria, estado nutricional, nutrição do adolescente.
Keywords: Anthropometry, nutritional status, adolescent nutrition.

Resumo:
Objetivo: Durante a adolescência, o indivíduo passa por transformações físicas e fisiológicas que modificam sua composição corporal e proporcionam crescimento e desenvolvimento. Para possibilitar a mensuração destas transformações e auxiliar o profissional de saúde no diagnóstico e em intervenções salutares neste período, a avaliação nutricional se torna um procedimento necessário e constante na rotina de atendimentos clínicos. Este artigo objetiva auxiliar o profissional da área de saúde a realizar o diagnóstico nutricional e proporcionar aos adolescentes a melhor conduta nutricional. Síntese dos dados: A antropometria é um método que avalia o estado nutricional por meio da aferição das medidas corporais. Com base nas curvas e tabelas de referência reconhecidas universalmente e nos pontos de cortes preconizados pelo Ministério da Saúde é possível diagnosticar distúrbios nutricionais, por exemplo, magreza e excesso de peso. Conclusão: Existem vários critérios para a avaliação antropométrica do adolescente, todos apresentam limitações e benefícios, mas ainda auxiliam o profissional de saúde quando treinado e bem equipado a promover ações de saúde dentro da sua rotina.

Abstract:
Objective: During adolescence, physical and physiological changes modify body composition, spurring growth and development. In order to measure these changes and assist healthcare practitioners with diagnoses and interventions during this stage, constant nutritional assessments are necessary in routine clinical care. This paper attempts to help healthcare practitioners draw up the nutritional diagnoses, advising adolescents on the best nutritional conduct. Data synthesis: Anthropometry is a method that assesses nutritional status through body measurements. Based on universally acknowledged reference curves and tables, with cut-off points recommended by the Ministry of Health, nutritional disorders such as malnutrition and overweight can be diagnosed. Conclusion: There are several anthropometric assessment criteria for adolescents that, despite their limitations and benefits, help healthcare practitioners when trained and well equipped to promote health activities during their routine work.

APRESENTAÇÃO

Adolescência é um período de vida no qual há mudanças no desenvolvimento biológico, psíquico e social. A forma como ocorrem estas transformações varia consideravelmente entre os indivíduos e as sociedades. Fatores sociais, culturais e econômicos envolvidos neste processo podem acentuar ainda mais as diferenças já existentes entre os adolescentes de mesma idade e sexo1.

A avaliação nutricional nesta fase da vida deve considerar as características dos indivíduos, incluindo o ritmo de crescimento e outros fatores envolvidos - genéticos, hormonais e ambientais - já que neste período o adolescente, além do fenômeno biopsicossocial, vivencia transformações físicas e fisiológicas como, por exemplo, o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários e o estabelecimento da capacidade reprodutora - a maturação sexual2.

A maturação sexual que ocorre nesta fase de vida gera alterações na composição corporal dos adolescentes, como o aumento do peso corporal em torno de 50% e da estatura em 15% a 20%, quando comparados com a idade adulta, o que acarreta maior anabolismo e um aumento de apetite para propiciar o alcance das necessidades energéticas de proteína e de micronutrientes3.

A nutrição adequada é essencial nesse período, pois auxilia no alcance do potencial biológico esperado para o crescimento e desenvolvimento do organismo. Nesse sentido, a detecção de adolescentes com riscos nutricionais passa a ser uma importante tarefa para os profissionais de saúde4.

O rastreamento destes indivíduos por meio da avaliação nutricional não somente possibilita o acompanhamento e monitoramento do estado nutricional desses jovens, como também propicia o conhecimento dos fatores determinantes de agravos nutricionais e suas consequências na saúde desta população.

Dentre os métodos empregados na avaliação do estado nutricional, a antropometria é apontada como um recurso prático5 que deve ser utilizado pelos profissionais para analisar o adolescente nas intervenções clínicas, de triagem ou mesmo no monitoramento de tendências nutricionais6.


AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA

A antropometria é o método utilizado na avaliação do estado nutricional do indivíduo bem como o da coletividade. Segundo Jelliffe7, a antropometria em investigação de nutrição se ocupa da medição das variações nas dimensões físicas e na composição global do corpo humano em diferentes idades e em distintos graus de nutrição. Desta forma, as medidas antropométricas variam de acordo com a idade e o grau de nutrição. É considerado um método de baixo custo, não-invasivo, útil e amplamente utilizado para identificar distúrbios nutricionais como obesidade e déficits nutricionais, além de ser objetivo e sensível para detectar precocemente alterações no estado nutricional8. Portanto, representa um bom recurso para rastrear grupos. Adicionalmente, os procedimentos são precisos e acurados, desde que técnicas padronizadas sejam usadas9. Para a avaliação individual deve-se utilizar dados sequenciais do indivíduo; a associação com outros métodos auxilia o diagnóstico nutricional10.

Com base nas medidas antropométricas, tais como o peso ou massa corporal e a estatura, são construídos os índices antropométricos, por exemplo, o índice de massa corporal (IMC) e estatura para idade (EI). Os índices antropométricos podem ser expressos em forma de desvio-padrão (escore Z) ou em percentil8. Quando comparados com os valores considerados de referência, curva de referência segundo idade e sexo11, passam a ser denominados indicadores antropométricos, por exemplo, percentual de adolescentes com baixa estatura para idade.

Um padrão ou curva de referência é a representação resumida da distribuição de determinada medida antropométrica ou índice antropométrico segundo idade para cada sexo. As curvas de referência servem para classificar e diagnosticar o estado nutricional de um indivíduo ou população5.

Na prática clínica, a escala mais utilizada é, devido a sua simplicidade, a de pontos estipulados por percentis, ao passo que para estudos epidemiológicos ou em pesquisas clínicas o escore Z é mais recomendado8.


ÍNDICES ANTROPOMÉTRICOS

1. ESTATURA PARA IDADE


Utilizado para acompanhar o crescimento linear6 do adolescente. Este índice possibilita avaliar a distribuição da estatura por faixa etária e sexo. A medida da estatura é comparada a valores de referência para a população segundo idade e sexo correspondente12. O diagnóstico do crescimento é dado através de percentil e escore Z. Os pontos de corte definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2007 são descritos no Quadro 1.




O crescimento físico adequado é muito importante para proporcionar condições ideais de desenvolvimento geral e produtividade, assim o monitoramento ou avaliação periódica da estatura é de suma importância nesta fase de vida12.

2. DOBRAS CUTÂNEAS

Na mensuração das dobras cutâneas utiliza- se uma técnica não invasiva para estimar a gordura subcutânea. A dobra de gordura subcutânea e a pele são medidas através de calibradores padronizados em certas regiões do corpo como tríceps, subescapular e suprailíaca13.

O conhecimento das categorias de dobra cutânea aumenta a acurácia para identificar aqueles indivíduos com maior gordura total ou outros fatores de risco. Entretanto, o seu uso não é recomendado na rotina clínica para avaliação de obesidade no curso inicial de vida, devido à falta de dados de referência prontamente disponíveis para crianças e adolescentes, a erros de medidas originados pela inexperiência e à falta de treinamento dos profissionais de saúde e de bons critérios para intervenção13.

3. CIRCUNFERÊNCIA DE CINTURA

Tem sido relacionada como um indicador de gordura centralizada (obesidade central) e utilizada como um marcador de risco para síndrome metabólica, dados que a literatura mostra que existe uma relação entre tecido adiposo visceral acumulado e aumentado risco de saúde e doenças metabólicas13-17.

Por ser uma ferramenta simples, confiável e barata18 e definida como um bom preditor de gordura abdominal, com consequente relação com doenças cardiovasculares, diabetes Mellitus tipo 2 e morte prematura, o seu uso pode auxiliar o clínico de saúde no refinamento do diagnóstico de excesso de peso gerado pelo índice de massa corporal15.

Porém não é recomendado o seu uso na rotina clínica devido à incompleta informação13 e à falta de padronização e de definições de valores normais e dos pontos de cortes associados com riscos de saúde variando com idade, sexo e etnia para adolescentes18. Existe a necessidade de novos estudos a partir de diferentes populações para se estabelecer valores de referência internacionais16.

4. ÍNDICE DE MASSA CORPORAL (IMC)

O IMC expressa a relação peso por estatura como uma taxa13 e é usado como indicador para a adiposidade de uma forma global15.

Ele pode ser calculado diretamente através da fórmula Peso (kg)/ [Estatura (m)]2 ou determinado através de tabelas ou nomogramas. A OMS recomenda o uso do IMC associado a estágio de maturação sexual para os adolescentes e as dobras subcutâneas triciptal e subescapular quando na classificação da obesidade6. Entretanto, como é difícil a mensuração das pregas cutâneas nos serviços de saúde, o uso exclusivo do IMC é observado19. Ainda que muito utilizado, apresenta algumas limitações20,21, como a pertinência do uso de uma curva de referência local ou internacional, a influência da maturação sexual na composição corporal5 e não distinção entre massa gorda e massa magra13,16.

Com relação a que curva usa, vários debates vêm sendo travados. Além das limitações já apresentadas, para Farias Junior et al.21, por exemplo, também existe uma grande divergência em relação aos pontos de corte que serão preconizados para diagnóstico de sobrepeso e obesidade na adolescência. Na literatura estão disponíveis vários padrões de referências, assim como critérios para classificar o estado nutricional, dentre estes pode-se citar Cole et al.22, International Obesity Task Force - IOTF23, OMS10,11, Centers for Disease Control and Prevention24 e Conde e Monteiro5.

A curva de referência preconizada pela OMS do ano de 2007 foi criada a partir da reconstrução da curva de referência de crescimento recomendada pelo National Center for Health Statistics (NCHS) de 1977 para crianças e adolescentes de 5 a 19 anos25. Após os ajustes estatísticos para confecção da nova curva de crescimento, a OMS em 2007 passou a recomendar o uso desta nova curva como referência e lançou os pontos de corte de IMC por idade para adolescentes como mostra o Quadro 2.




Posteriormente, em 2009, o Ministério da Saúde26 subdividiu os pontos de corte para obesidade e magreza, criando novos pontos de corte - magreza acentuada e obesidade grave - que inexistiam na classificação anterior (Quadro 3).




O IMC maior ou igual ao percentil 99 está fortemente associado à presença de comorbidades, excesso de adiposidade e persistência da obesidade na idade adulta. Apesar de ainda não estar disponível nos gráficos de crescimento, a gravidade da obesidade pode sugerir uma intervenção mais agressiva. A incorporação dos pontos de corte de IMC mais elevados nos gráficos e na rotina clínica dos serviços de saúde favoreceria melhores abordagens de tratamento na adolescência13.

Vale ressaltar que de acordo com Onis et al.27 na avaliação da magreza de crianças e adolescentes, o IMC para a idade deve ser usado complementado pelo índice baixa EI.


CONDUTA NUTRICIONAL

Para a realização do diagnóstico nutricional individual, o profissional de saúde deve avaliar o adolescente, considerando idade e gênero.

A aferição da estatura e do peso corporal deverá ser feita usando técnicas adequadas padronizadas e classificadas segundo os padrões estabelecidos e recomendados pelo Ministério da Saúde. Os indicadores EI e IMC para idade em percentis (ou desvio-padrão) para cada gênero devem ser calculados e, posteriormente, registrados em prontuário ou ficha de atendimento6,28.

Muitos serviços utilizam os gráficos (disponíveis no site http://www.int/growthref/em/)11, que poderão ser arquivados no prontuário do adolescente auxiliando o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento dele nas avaliações posteriores28.

Caso o serviço de saúde possibilite o uso de outros métodos de avaliação, como pregas cutâneas e circunferências, estes podem complementar o diagnóstico nutricional28.

A avaliação da maturação sexual através dos estágios de Tanner29 (disponível em http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/prancha_ masculino_14102009.pdf)30 para mamas (sexo feminino) e genitália (sexo masculino) deve ser realizada para auxiliar na interpretação do diagnóstico nutricional.

O Ministério da Saúde26 preconiza que quando na presença de distúrbios nutricionais como baixa estatura (EI com percentil <3) ou baixo peso (IMC com percentil <3) ou excesso de peso (IMC percentil >85), intervenção mais especializada deverá ser preconizada, bem como a promoção de hábitos de vida saudáveis.

Existe uma diferenciação em termos de conduta quando se considera o estágio de maturação sexual do adolescente. No estágio inicial, quando o adolescente ainda irá passar pelo estirão de crescimento, a intervenção nutricional quando na presença de distúrbios nutricionais deve ser eficaz para possibilitar o crescimento e desenvolvimento saudável, não sendo necessariamente restritiva e radical, mas permitindo o acompanhamento do peso e sua adequação natural conforme o avanço da puberdade. Já na fase final da maturação sexual, uma atitude mais restritiva pode ser indicada para favorecer melhor terapêutica, uma vez que o adolescente já passou pelo pico de crescimento.

Independente do diagnóstico nutricional desfavorável, orientações alimentares adequadas e ações básicas de saúde no contexto da saúde do adolescente devem ser sempre realizadas.

Para melhor visualização da postura profissional perante a avaliação nutricional e posterior conduta nutricional, o Quadro 4 exemplifica procedimentos realizados conforme situações diferenciadas num atendimento clínico.




Durante a consulta, o profissional de saúde deve orientar o adolescente para uma vida saudável, incentivando a prática regular de atividade física e o consumo de alimentos saudáveis que possibilite a oferta de macro e micronutrientes necessários para o seu crescimento e desenvolvimento. Além disso, deve desestimular o uso de alimentos gordurosos ou de alta densidade calórica31. Para melhor clareza, os autores detalham estas ações em 10 passos para uma alimentação saudável disponível no endereço eletrônico http://www4.ensp.fiocruz.br/biblioteca/dados/txt_465569599.pdf.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Até o momento não existem critérios de classificação ou pontos de corte bem definidos para a avaliação antropométrica de adolescentes. Todos apresentam limitações, e a criação de um padrão de referência internacional de crescimento para crianças e adolescentes11, considerando critérios como população, desenho de estudo, tamanho da amostra, medidas e modelagem estatística necessárias para o fornecimento de dados, foi de primordial importância para esta construção, mas mesmo assim atualizações sistemáticas merecem ser realizadas32. Pesquisas nesta área devem ser implementadas para o aperfeiçoamento de metodologias antropométricas e não antropométricas que permitam investigar as mudanças na composição corporal ocorridas neste período.

A interpretação dos dados antropométricos na adolescência não pode se basear exclusivamente na sua adequação por idade e sexo. É preciso levar em conta o grau de maturação sexual, assim como é necessário construir padrão de referências que considere o desenvolvimento pubertário nesta apreciação8.

É imprescindível que os serviços de saúde incorporem na sua rotina uma avaliação da maturação sexual mesmo que simplificada, pois existe variação individual na época da ocorrência desses eventos em populações de adolescentes saudáveis.

Enfim, a avaliação antropométrica auxilia os profissionais de saúde no diagnóstico de distúrbios nutricionais e na promoção de ações de saúde e adequada conduta nutricional.

Erros na realização, na leitura ou na anotação das medidas para a realização da avaliação do estado nutricional podem ocorrer como, por exemplo, a mensuração do peso e da estatura na rotina dos serviços de saúde. Muitas vezes, os próprios profissionais consideram estas atividades procedimentos simples que não demandam grande conhecimento e se julgam capazes de realizá-los sem treinamento6. Isso acarreta erros no diagnóstico e consequente conduta incorreta.

Portanto, existe uma necessidade de treinar e reciclar as equipes de saúde para a realização dos procedimentos antropométricos, bem como a frequente revisão e manutenção dos equipamentos que possibilitem aferições confiáveis para o acompanhamento do desenvolvimento do adolescente.

Na presença de distúrbios nutricionais, intervenções salutares e acolhedoras devem ser incorporadas às práticas dos profissionais de saúde envolvidos na promoção e acompanhamento do estado de saúde e nutricional do adolescente.


REFERÊNCIAS

1. World Health Organization. Adolescent Health and Development: a WHO regional framework 2001-2004, Value adolescents invest in the future. Philippines: WHO, Regional Office for the Western Pasic. Available at: < http://whqlibdoc.who.int/wpro/2002/FRAMEWORK2002_a76191.pdf>. Accessed on: July 22, 2010.

2. Zefferino AMB, Barros Filho AA, Bettiol H, Barbieri MA. Acompanhamento do Crescimento. Jornal de Pediatria. 2003; 79 (Supl 1): S23-S32.

3. World Health Organization. Adolescent Nutrition: A Review of the situation in selected South-East Asian Countries. Nutrition Status of the Population in SEAR Countries, WHO Regional Office for South-East Asia. 2006. Available at: Accessed on: May 24, 2010.

4. Coelho SC, Nascimento TBM. Semiologia Nutricional no Adolescente. In: Duarte ACG. Avaliação Nutricional: aspectos clínicos e laboratoriais. São Paulo: Atheneu, 2007.

5. Conde WL, Monteiro CA. Valores críticos de massa corporal para classificação do estado nutricional de crianças e adolescentes brasileiros. Jornal de Pediatria. 2006; 82 (4): 266-72.

6. Brasil. Ministério da Saúde. Vigilância Alimentar e Nutricional - SISVAN: Orientações básicas para a coleta, processamento, análise de dados e informação em serviços de saúde. Brasília: MS. 2004.

7. Jellife DB. Evaluación del estado de nutrición de la cominidad. Ginebra: Organización Mundial de La Salud, 1966.

8. Araujo ACT, Campos JADB. Subsídios para Avaliação do Estado Nutricional de Crianças e Adolescentes por meio de Indicadores Antropométricos. Alim Nutr Araraquara. 2008;10 (2): 219-25.

9. Habicht JP. Estandartización de métodos epidemiológicos quantitativos sobre el terreno. Bol Oficina Sanit Panam. 1974; 76: 375-84.

10. World Health Organization. Physical Status: The use and Interpretation of Anthropometry. Report of a Who Expert Committee. WHO technical report series. WHO. Switzerland. 1995: 854.

11. World Health Organization. Growth reference data for 5-19 years, WHO reference 2007. Available at: < http://www.who.int/growthref/en/>. Accessed on: 20 jun.2008.

12. Amorim TSP, Rodrigues AGM, Stolarski MC. Estatura de adolescentes matriculados em escolas da rede pública no estado do Paraná, Brasil. Rev Nutr. 2009; 22 (2): 195-205.

13. Krebs NF, Hilmes JH, Jacobson D et al. Assessment of Child and Adolescent Overweight and Obesity. Pediatrics. 2007; 120 (Supl 4): S193-29.

14. Camhi SM, Kuo J, Young DR. Identifying Adolescent Metabolic Syndrome using Body Mass Index and waist circumference. Preventing Chronic disease: Public Health Research, Practice and Policy. 2008; 5 (4): 1-9. Available at: < www.cdc.gov/pcd/issues/2008/oct/07_0170.htm>. Accessed on: 27 jul. 2010.

15. Katzmarzyk PT, Srinivasan SR, Chen W et al. Body mass Index, waist circumference, and clustering of cardiovascular disease risk factors in a biracial sample of children and adolescents. Pediatrics. 2004; 114 (2): e198-e205.

16. Kelishadi K, Gouya MM, Ardalan G et al. First reference curves of waist and hip circumferences in an Asian population of youths: CASPIAN

17. Li C, Ford ES, Mokdad AH, Cook S. Recent in waist circumference and waist-height ratio among US children and adolescent. Pediatrics. 2008; 118 (5): e1390-98.

18. Wang J. Waist circumference: a simple, inexpensive, and reliable tool that should be included as part of physical examinations in the doctor's office. Am J Clin Nutr. 2003; 78: 902-03.

19. Chiara V, Sichieri R, Martins PD. Sensibilidade e especificidade de classificação de sobrepeso em adolescentes. Rio de Janeiro. Rev Saúde Pública. 2003; 37 (2): 226-31.

20. Cintra IP, Passos MAZ, Fisberg M, Machado HC. Evolution of body mass index in two historical series of adolescents. Jornal de Pediatria. 2007; 83 (2):157-62.

21. Farias Júnior JC. Konkad LM, Rabacow FM, Griep S, Araujo VC. Sensibilidade e especificidade de critérios de classificação do índice de massa corporal em adolescentes. Rev Saúde Pública. 2009; 43 (1): 53-9.

22. Cole TJ, Flegal KM, Nicholls D, Jckson AJ. Children and adolescents: international survey Body Mass Index cut offs to define thinness in. BMJ.com. 2007; 1-8. Available at: < https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1934447/>. Accessed on: 22 jul. 2010.

23. Cole TJ, Bellizzi MC, Flegal KM, Dietz WH. Establishing a standard definition for child overweight and obesity Worldwide: international survey. BMJ. 2000; 320: 1-6. Available at: < http://www.iotf.org/popout.asp?linkto=http://bmj.bmjjournals.com/cgi/content/abridged/320/7244/1240> Accessed on: May 24, 2010.

24. Center for Disease Control and Prevention. CDC Growth Charts. Available at: < http://www.cdc.gov/growthcharts/> Accessed on: May 24, 2010.

25. National Center for Health Statistics-NCHS. Growth Curves for children from birth - 18 years vital and health statistics series 11, 165 DHEN Plub 78 - 1650. Washington D. C. VS: Government Printing office, 1977.

26. Brasil. Ministério da Saúde. Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional - SISVAN. Incorporação das Curvas de Crescimento da Organização Mundial de Saúde de 2006 e 2007 no SISVAN. Available at: Accessed on: May 24, 2010.

27. Onis M, Onyanjo AW, Borghi K, Siyam A, Nishida C, SiekMann J. Development of a WHO growth reference for school-aged children and adolescents. Bulletin of the World Health Organization. 2007; 85 (9): 660-67. Available at: < http://www.who.int/growthref/growthref_who_bull.pdf> Accessed on: May 24, 2010.

28. Engstrom EM (org.). SISVAN: Instrumento para combate aos distúrbios nutricionais em serviços de saúde: o diagnóstico nutricional. 2 ed. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2002.

29. Tanner JM. Growth and Maturation during Adolescence. Nutrition Reviews. 1981; 39 (2): 43-5.

30. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Orientações para o treinamento à saúde do adolescente. Available at: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/prancha_masculino_14102009.pdf>. Accessed on: July 29, 2010.

31. Barros DC, Felipe GC, Silva ER, Martins PD. Alimentação do Adolescente. Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição - Região Sudeste (CECAN-Sudeste)/ENSP/FIOCRUZ/MS.Ministério da Saúde, 2007. Available at: < http://www4.ensp.fi ocruz.br/biblioteca/dados/txt_465569599.pdf> Accessed on: May 24, 2010.

32. Butte NF, Garza C, Onis M. Symposium: A New 21st-Century International Growth Standard for Infants and Young Children. Evaluation of the Feasibility of International Growth Standards for School-Aged Children and Adolescents. The Journal of Nutrition, Geneva: WHO. 2007. Available at: < http://jn.nutrition.org/cgi/reprint/137/1/153>. Accessed on: July 25, 2010. Study..










1. Nutricionista, mestranda do PPGCM - UERJ
2. Doutora em Medicina - Profª Adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro
3. Profª Adjunta do Instituto de Nutrição da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Ana Maria Lourenço
Rua Joaquim Távora, 310/1003
Icaraí - Niterói - RJ
(amvls@hotmail.com)
Recebido em 30/08/2010
Aprovado em 20/12/2010
adolescencia adolescencia adolescencia
GN1 © 2004-2014 Revista Adolescência e Saúde. Fone: (21) 2868-8456 / 2868-8457
Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente - NESA - UERJ
E-mail: secretaria@adolescenciaesaude.com