Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 14 nº 3 - Jul/Set - 2017

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Páginas 24 a 29


Álcool e comportamento sexual entre estudantes do ensino médio no Brasil

Alcohol and sexual behavior among high school students in Brazil

Alcohol y comportamiento sexual entre estudiantes de enseñanza media en Brasil


Autores: Ana Carolina de Queiroz Costa1; Jakelline Cipriano dos Santos Raposo2; Paula Andréa de Melo Valença3; Carolina da Franca Bandeira Ferreira Santos4; Viviane Colares Soares de Andrade Amorim5

1. Mestrado em Hebiatria pela Faculdade de Odontologia de Pernambuco da Universidade de Pernambuco (FOP - UPE). Recife, PE, Brasil. Enfermeira do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Recife, PE, Brasil
2. Mestrado em Hebiatria pela Faculdade de Odontologia de Pernambuco da Universidade de Pernambuco (FOP - UPE). Recife, PE, Brasil. Técnica em Enfermagem do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). Vitória de Santo Antão, PE, Brasil
3. Pós-Doutorado pela Universidade de Pernambuco (UPE). Recife, PE, Brasil. Doutorado em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Recife, PE, Brasil. Mestrado em Hebiatria pela Faculdade de Odontologia de Pernambuco da Universidade de Pernambuco (FOP - UPE). Recife, PE, Brasil
4. Pós-Doutorado pela Universidade de Pernambuco (UPE). Recife, PE, Brasil. Doutorado em Odontopediatria pela Universidade de Pernambuco (UPE). Professora Adjunta da Universidade de Pernambuco (UPE). Recife, PE, Brasil
5. Pós-doutora em Odontopediatria pela University of Iowa (UIOWA). Iowa, Estados Unidos.Doutora e Professora Associada da em Odontopediatria pela Universidade de Pernambuco (UPE). Recife, PE, Brasil. Professora Adjunta da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Recife, PE, Brasil

Paula Andréa de Melo Valença
Universidade de Pernambuco
Av. Agamenon Magalhães, s/n, Santo Amaro
Recife, PE, Brasil. CEP: 50100-010
valensa@gmail.com

Recebido em 29/06/2016
Aprovado em: 18/09/2016

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Como citar este Artigo

Descritores: Alcoolismo, adolescente, comportamento sexual.
Keywords: Alcoholism, adolescent, sexual behavior.
Palabra Clave: Alcoholismo, adolescente, comportamiento sexual.

Resumo:
OBJETIVO: Verificar associação entre consumo de álcool e comportamento sexual entre adolescentes escolares.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo com delineamento transversal onde participaram 171 adolescentes de ambos os gêneros, na faixa etária de 13 a 19 anos que cursavam o ensino médio da rede pública estadual de Olinda/PE, Brasil. A seleção da amostra foi aleatória, realizada por conglomerado em dois estágios: no primeiro estágio as escolas foram sorteadas, e no segundo, as turmas. As informações foram coletadas a partir do questionário validado Youth Risk Behavior Survey (YRBS). As variáveis consideradas quanto ao consumo de álcool foram: consumo de álcool nos últimos 30 dias e idade que consumiu álcool pela primeira vez. Com relação ao comportamento sexual foram consideradas: se já teve relacionamento sexual, idade da primeira relação, número de parceiro sexual na vida, uso do álcool/droga antes da relação e uso do preservativo.
RESULTADOS: Foi encontrada associação entre o consumo de álcool nos últimos 30 dias e o fato de já ter tido relacionamento sexual.
CONCLUSÃO: O consumo de álcool e comportamento sexual foram associados, e a à idade de início de ambos sugere a necessidade políticas públicas voltadas à saúde dos adolescentes.

Abstract:
OBJECTIVE: Verify the association between alcohol consumption and sexual behavior among adolescent students.
METHODS: This is a cross-sectional studyinvolving 171 adolescents of both genders, aged between 13-19 years, enrolled and attending high school in state public school at Olinda - PE, Brazil. The sample selection was random, performed by cluster in two stages: in the first stage the schools were selected, and in the second, the classes. The information was collected in the classroom from the validated questionnaire Youth Risk Behavior Survey (YRBS). The variables considered regarding alcohol consumption were: alcohol consumption in the past 30 days and age of alcohol consumption for the first time. With regard to sexual behavior were considered: if you have had sexual intercourse, age at first intercourse, number of sexual partners in life, use of alcohol / drugs before sexual intercourse and condom use.
RESULTS: Association was found between alcohol consumption in the last 30 days and the have had sexual intercourse.
CONCLUSION: Alcohol consumption and sexual behavior were associated, and the onset age of both suggests the need of public policies for adolescent health.

Resumen:
OBJETIVO: Verificar asociación entre consumo de alcohol y comportamiento sexual entre adolescentes escolares.
MÉTODOS: se trata de un estudio con delineamiento transversal, donde participaron 171 adolescentes de ambos géneros, en la franja etaria de 13 a 19 años, que cursaban la enseñanza media de la red pública estadual de Olinda/PE, Brasil. La selección de la muestra fue aleatoria, realizada por conglomerado en de los etapas: en la primera etapa las escuelas fueron sorteadas, y en la segunda, los grupos. Las informaciones fueron recolectadas a través del cuestionario validado Youth Risk Behavior Survey (YRBS). Las variables consideradas en cuanto al consumo de alcohol fueron: consumo de alcohol en los últimos 30 días y la edad en que consumió alcohol por primera vez. Con relación al comportamiento sexual, fueron consideradas: si ya tuvo relación sexual, edad de la primera relación, número de compañeros sexuales en la vida, uso de alcohol/droga antes de la relación y uso del preservativo.
RESULTADOS: Fue encontrada asociación entre el consumo de alcohol en los últimos 30 días y el hecho de ya haber tenido relación sexual.
CONCLUSIÓN: El consumo de alcohol y comportamiento sexual fueron asociados, y a la edad de inicio de ambos, sugiere la necesidad políticas públicas dirigidas a la salud de los adolescentes.

INTRODUÇÃO

O álcool é a droga mais utilizada entre os adolescentes1 e é um importante fator de risco para a adoção de outras condutas de risco a saúde2. O ato de beber ajuda na socialização e na aceitação dos adolescentes em um grupo, diminui a timidez e a insegurança, facilitando contatos sociais e afetivos3, além disso, tem sido associado com o início precoce das atividades sexuais4.

O uso/abuso do álcool se apresenta como um dos principais responsáveis pelo envolvimento nas práticas sexuais inseguras pelos adolescentes como: múltiplos parceiros sexuais, parceiro casual, não uso do preservativo, prostituição, resultando conseqüentemente, em maior exposição às doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez indesejada4,5.

A ligação entre sexo desprotegido e uso de álcool parece ser afetada pela quantidade de álcool consumida, interferindo na elaboração do juízo crítico6. Quanto ao padrão de consumo, os adolescentes quando bebem, tendem a fazê-lo de forma excessiva7. Embora o beber excessivo, episódico ou contínuo, antes ou durante o ato sexual esteja associado a maiores taxas de adoção de comportamento sexual de risco, o beber moderado também tem demonstrado relação com a prática de sexo inseguro5.

É relevante conhecer a relação entre consumo de álcool e práticas sexuais inseguras pelos adolescentes e suas conseqüências para a implementação de políticas públicas de prevenção e combate ao consumo de bebidas alcoólicas nesta fase de crescimento e desenvolvimento8.

O objetivo desse estudo foi verificar associação entre consumo de álcool e comportamento sexual entre adolescentes escolares de Olinda, Pernambuco.


MÉTODO

Trata-se de um estudo que faz parte do projeto "Atenção Integral à saúde dos adolescentes nos serviços públicos de Olinda". Esse estudo recebeu aprovação do Comitê de Ética da Universidade de Pernambuco (Brasil) (Parecer nº 568.996) para sua realização, onde participantes e responsáveis assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

A seleção da amostra foi realizada de forma aleatória, utilizando dois estágios estratificados: no primeiro estágio, as escolas foram sorteadas e no segundo, as turmas. Foram selecionadas cinco escolas e doze turmas para este estudo, visando garantir uma maior heterogeneidade dos dados. O sorteio das escolas e turmas foi realizado através do programa Randomizer.

Para o cálculo amostral do projeto "Atenção Integral à saúde (...)", foram considerados: um intervalo de confiança de 95%, um poder de 80%, Odds Ratio de 1.5, um efeito de delineamento de 1.2 e frequência de 50% em decorrência das diversas variáveis de condutas de risco envolvidas e acrescido o valor de 10% para as perdas, resultando num dimensionamento amostral final de 1.077 adolescentes. Para o presente estudo piloto foram utilizados 16% da amostra total de estudantes do ensino médio da rede pública estadual da cidade de Olinda - Pernambuco.

A coleta de dados foi realizada em abril de 2014 através da aplicação coletiva em sala de aula da versão validada do Youth Risk Behavior Survey9. Os questionários foram aplicados por pesquisadores previamente treinados e os participantes foram orientados a responderem por escrito e individualmente, com a garantia do anonimato das respostas e sigilo das informações. O tempo de aplicação do questionário foi de 30-60 minutos, sendo realizado sem a presença do professor.

Os dados foram tabulados com dupla entrada utilizando o software Epidata 3.1, os erros detectados foram corrigidos. Foi realizada análise estatística descritiva e inferencial. O teste Qui-quadrado de Pearson foi utilizado admitindo-se significância aos valores de p<0.05. A análise dos dados foi realizada utilizando o programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS para Windows versão 19.0).


RESULTADOS

Participaram do estudo 171 adolescentes escolares de ambos os gêneros, na faixa etária entre 13 a 19 anos. Foram excluídos do estudo quatro questionários: três por não trazerem a informação sobre o gênero e um por apresentar mais de 20% das questões não respondidas. A maioria dos pesquisados (72%) estava na faixa etária entre 15 a 17 anos, 56% eram do gênero feminino, solteiros (87,7%), sem filhos (93%) e possuíam uma renda familiar mensal de menos de um salário mínimo a dois salários mínimos (59,1%).

Com relação ao consumo de bebida alcoólica, 27,5% dos adolescentes investigados relataram ter consumido álcool nos últimos 30 dias e 33,9% informaram ter menos de 13 anos de idade quando beberam álcool pela primeira vez. No que se refere ao comportamento sexual, quase a metade (45,6%) dos adolescentes investigados relataram que já tiveram relacionamento sexual em algum momento da vida, 11% informaram que tinham 13 anos ou menos quando tiveram a primeira experiência sexual e 29,8% tiveram quatro ou mais parceiros sexuais na vida.

O consumo de bebida alcoólica nos últimos 30 dias e já ter tido relação sexual foi significativamente associado (p<0.001). Igualmente, foi encontrada associação entre a idade de início do consumo de álcool e a idade da primeira relação sexual (p=0.002) (Tabela 1).




DISCUSSÃO

A prevalência de consumo de bebida alcoólica na adolescência é elevada em todo o mundo. Também no Brasil, o álcool é a droga de escolha entre as crianças e adolescentes1. No presente estudo, a prevalência de adolescentes que fizeram uso de bebida alcoólica foi de 55% para uso durante a vida e 27,5% para uso no último mês.

Quanto à idade de experimentação de bebida alcoólica, um terço dos estudantes investigados (33,9%) informou que possuíam menos de 13 anos quando consumiram álcool pela primeira vez. Um estudo realizado no Rio Grande do Sul encontrou uma média de idade semelhante (13,5 anos)10. Em outra pesquisa realizada com estudantes da cidade de Campinas, a média de idade de experimentação encontrada foi mais baixa, em torno de 12 anos11. Esse é um fato preocupante, pois antecipa riscos graves à saúde como a iniciação ao uso de outras drogas, que normalmente, acontece pelo consumo de álcool12.

O uso de bebida alcoólica de forma excessiva no último mês foi relatado no presente estudo por 19,3% dos estudantes. Entretanto, esse padrão de consumo não foi significativamente associado ao comportamento sexual, embora seja reconhecido na literatura que a quantidade de álcool consumida pode influenciar no comportamento sexual dos adolescentes13,14. Além disso, o consumo excessivo de bebida alcoólica antes ou durante o ato sexual pode ser associado ao não uso do preservativo, múltiplos parceiros sexuais, parceiro casual, relação sexual com profissionais do sexo e uso de drogas injetáveis15.

Em relação ao comportamento sexual observou-se que quase a metade dos adolescentes investigados (45,6%) já haviam tido relacionamento sexual. A maioria dos participantes não apresentou envolvimento em condutas sexuais de risco, tais como: uso de bebidas alcoólicas antes da relação e não uso do preservativo na última relação. Entretanto, foi encontrada associação entre o consumo de bebida alcoólica nos últimos 30 dias e já ter tido relação sexual (p<0,001). Resultado semelhantemente foi encontrado na cidade de Serafina Corrêa - RS, em um estudo com adolescentes do ensino médio10. Esse comportamento pode estar relacionado ao fato de que o álcool exerce um papel encorajador, facilitando os contatos afetivos entre os adolescentes16.

A idade de experimentação de bebida alcoólica e a idade da primeira relação sexual foram significativamente associadas no presente estudo (p=0,002). É possível que essa associação seja decorrente do efeito desinibitório do álcool que facilita a relação sexual precoce10. Credita-se também, essa associação à crença dos adolescentes de que o uso do álcool torna a "paquera" mais fácil, aumenta a libido e melhora o desempenho na relação sexual17.

O consumo de álcool interfere no juízo crítico do adolescente, o que dificulta a negociação e, consequentemente, o uso do preservativo nas relações sexuais. Embora o consumo de álcool e o não uso do preservativo não tenha sido associado na população estudada, vários estudos encontraram essa associação5,15,18,19.

Em relação às limitações, é importante destacar que apesar dos dados terem sido obtidos mediante utilização de um questionário auto-aplicável, há a possibilidade de viés de informação. Mesmo com garantia de anonimato, é possível que alguns adolescentes tenham se sentido pouco à vontade, e assim, tenham omitido informações, especialmente sobre o comportamento sexual, seja por autocensura, por receio dos seus pais tomarem conhecimento ou erro de memória, dentre outros motivos.

Há extrema relevância no conhecimento das inter-relações entre o consumo de bebida alcoólica e comportamento sexual dos adolescentes, visto que os jovens têm sido identificados como importante grupo populacional em termos de risco epidemiológico para doenças sexualmente transmissíveis20. Além disso, as consequências negativas relativas ao uso abusivo do álcool constituem um grave problema de saúde pública1.

Portanto, os resultados encontrados sugerem a necessidade de que as campanhas de prevenção revejam suas estratégias de abordagem, enfocando os comportamentos de risco à saúde, principalmente em relação à adoção de medidas educativas para relações sexuais saudáveis. Além disso, uma alternativa para minimizar essa problemática do consumo abusivo de álcool pelos adolescentes seria tentar envolvê-los em atividades mais saudáveis, como a prática de atividades esportivas.


CONCLUSÃO

O consumo de álcool e comportamento sexual foram associados, especialmente à idade de início de ambos sugerindo a necessidade de desenvolvimento de políticas públicas voltadas à educação e à promoção da saúde dos adolescentes, com a realização de práticas educativas no ambiente escolar e unidades de saúde. Dessa maneira, é de fundamental importância que sejam realizadas campanhas para maior divulgação dos riscos relacionados ao consumo de álcool e suas conseqüências negativas para a saúde sexual e reprodutiva dos jovens ainda na fase inicial da adolescência, antes dos 12 anos de idade.


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