Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 14 nº 3 - Jul/Set - 2017

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Páginas 77 a 82


Adolescentes e abuso de tecnologias: um indicativo de problemas comportamentais?

Teens and technology abuse: an indicative of behavioral problems?

Adolescentes y abuso de tecnologías: ¿un indicativo de problemas comportamentales?


Autores: Rafaela Almeida Silva1; Paloma Maranhão Ferreira Silva2; Jéssica Ferreira de Moura Pereira3; Diana Carla Dias dos Santos4; Jakelline Cipriano dos Santos Raposo5; Betânia da Mata Ribeiro Gomes6

1. Graduada em Enfermagem pela Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das Graças, da Universidade de Pernambuco (UPE). Recife, PE, Brasil
2. Graduada em Enfermagem pela Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das Graças, da Universidade de Pernambuco (UPE). Recife, PE, Brasil
3. Graduanda em Enfermagem pela Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das Graças, da Universidade de Pernambuco (UPE). Recife, PE, Brasil
4. Graduanda em Enfermagem pela Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das Graças, da Universidade de Pernambuco (UPE). Recife, PE, Brasil
5. Mestrado em Hebiatria pela Universidade de Pernambuco (UPE). Recife, PE, Brasil. Técnica administrativa em educação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Alagoas - Campus Rio Largo. Rio Largo, AL, Brasil
6. Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil. Professora Adjunta da Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das Graças, da Universidade de Pernambuco (UPE). Recife, PE, Brasil

Jakelline Cipriano dos Santos Raposo
Loteamento Terra de Antares I, Quadra 12, Lote 16, Antares
Maceió, AL, Brasil. CEP: 57048-275
jakecipriano@gmail.com

Recebido em 20/11/2016
Aprovado em 07/04/2017

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Como citar este Artigo

Descritores: Desenvolvimento tecnológico, internet, adolescente, transtornos mentais.
Keywords: Technological development, internet, adolescent, mental disorders.
Palabra Clave: Desarrollo tecnológico, internet, adolescente, trastornos mentales.

Resumo:
OBJETIVO: Verificar o tempo de uso de aparelhos tecnológicos pelos adolescentes e sua associação com possíveis sinais de alerta para problemas comportamentais.
MÉTODOS: Foi adotado o delineamento de um estudo transversal, de caráter exploratório. A amostra não probabilística foi constituída por estudantes de ambos os sexos, matriculados em uma escola da rede pública estadual, da Região Metropolitana do Recife. Os dados foram coletados através de um questionário orientado por questões construídas com base no modelo proposto por Hughes-Hassell e Agosto (2006).
RESULTADOS: As análises demonstraram que a maioria dos adolescentes tem acesso à internet (99,6%), utilizando-a diariamente (88,7%) e por mais de 10 horas por dia (59,4%). Houve um predomínio do uso do smartphone (65,4%). Foi observado que há um sentimento negativo (ansiedade, irritação, apreensão, tédio e falta de concentração) quando os adolescentes são proibidos de usar (66,8%) ou ficam longe do aparelho por algum tempo (66,8%). Os adolescentes também relataram sentir-se dependentes (62,9%) dessas tecnologias.
CONCLUSÃO: Os adolescentes dessa pesquisa utilizam os aparelhos tecnológicos de forma excessiva, relatando problemas comportamentais relacionados ao sentimento de dependência do aparelho e agressividade, principalmente entre aqueles com tempo de uso superior a 10 horas por dia.

Abstract:
OBJECTIVE: Verify the time of use of technological devices by adolescents and the association with warning signs for behavioral problems.
METHODS: Was adopt the delineation of a cross-sectional study, of exploratory nature. The nonprobabilistic sample consisted of students from both sexes, registered in a public school of Recife Metropolitan region. The data were collected through a questionnaire oriented by questions elaborated based on the model proposed by Hughes-Hassell and August (2006).
RESULTS: The analysis showed that most teenagers have access to the internet (99.6%), using it daily (88.7%) and for more than 10 hours per day (59.4%). There was a prevalence use of smartphone (65,4%). It was noticed that there's a negative feeling (anxiety, anger, apprehension, boredom and lack of concentration) when teenagers are prohibited to use (66.8%) or have to stay away from the technological device for a while (66.8%). The teenagers also reported feeling dependent of these technologies (62.9%).
CONCLUSION: In this research, adolescents use the technological devices in an excessive way, reporting behavioral problems related to the feeling of dependency and aggression, especially in those whose operation time was higher than 10 hours a day.

Resumen:
OBJETIVO: Verificar el tiempo de uso de aparatos tecnológicos por los adolescentes y su asociación con posibles señales de alerta para problemas comportamentales.
MÉTODOS: Fue adoptado el delineamiento de un estudio transversal, de carácter exploratorio. La muestra no probabilística fue constituida por estudiantes de ambos sexos, matriculados en una escuela de la red pública estadual de la Región Metropolitana de Recife. Los datos fueron recolectados a través de un cuestionario orientado por preguntas construidas con base en el modelo propuesto por Hughes-Hasell y Agosto (2006).
RESULTADOS: Los análisis demostraron que la mayoría de los adolescentes tiene acceso a internet (99,6%), utilizándola diariamente (88,7%) y por más de 10 horas por día (59,4%). Hubo un predominio del uso del Smartphone (65,4%). Fue observado que hay un sentimiento negativo (ansiedad, irritación, aprehensión, tedio y falta de concentración) cuando los adolescentes son prohibidos de usar (66,8%) o quedan lejos del aparato por algún tiempo (66,8%). Los adolescentes también relataron sentirse dependientes (62,9%) de esas tecnologías.
CONCLUSIÓN: Los adolescentes de esa pesquisa utilizan los aparatos tecnológicos de forma excesiva, relatando problemas comportamentales relacionados al sentimiento de dependencia del aparato y agresividad, principalmente entre aquellos con tiempo de uso superior a 10 horas por día.

INTRODUÇÃO

No Brasil, 65% dos jovens com até 25 anos de idade acessam a internet todos os dias. No entanto, em maiores de 65 anos esse percentual é reduzido para 4%. Essa disparidade é reflexo do avanço tecnológico recente, associado a características sociodemográficas da população, reconfigurações nas relações interpessoais, além da praticidade do uso pelas gerações atuais1,2.

Esse é um cenário que se destaca pela forma organizacional de contínua interação, sem fronteiras, sendo responsável pela socialização, principalmente por meio das redes sociais2,3. Observa-se que essa nova geração de adolescentes tem grande proximidade com esses recursos tecnológicos, podendo até mesmo ocorrer a inversão de papeis na família, onde passam a ensinar o seu manuseio aos pais4.

Contudo, o uso da internet pode se tornar prejudicial ao desenvolvimento saudável de adolescentes e jovens, podendo estar associado a problemas com o sono, de humor5,6, e sentimentos de dependência7. Diante do exposto, o objetivo desta pesquisa foi verificar a associação entre o uso de aparelhos tecnológicos com indicadores de problemas comportamentais entre estudantes adolescentes.


MÉTODOS

Foi adotado o delineamento de um estudo transversal, de caráter exploratório. A amostra não probabilística foi constituída 264 estudantes de ambos os sexos, matriculados em uma escola da rede pública estadual da Região Metropolitana do Recife. Para este estudo, foi adotado o critério de adolescência conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS) que delimita a idade entre 10 a 19 anos.

Os dados foram coletados através de um questionário construído com base nas categorias propostas por Agosto e Hughes-Hassell (2006)8. Este foi composto por 17 questões, incluindo informações sobre idade, sexo, IMC, acessibilidade, tipos de aparelho e sua utilização, sentimentos pela proibição, agravos a saúde pelo uso excessivo. As variáveis sociodemográficas utilizadas foram: idade, categorizada em 10 a 12 anos, 13 a 15 anos e 17 a 19 anos; sexo; escolaridade; utilização de aparelhos tecnológicos e o uso da internet; dependência e sentimento em relação ao aparelho, buscando correlacionar aos agravos comportamentais. A coleta de dados ocorreu no mês de maio de 2015, onde a média de alunos por sala foi de 25 e o tempo de aplicação variou de 20 a 30 minutos.

As questões relacionadas aos indicadores de problemas comportamentais incluíram: Avaliação frente ao uso de aparelhos tecnológicos, categorizado como: dependente, pouco dependente, consigo viver sem este(s) aparelho(s), não faz diferença na minha vida. Caracterização do sentimento pela proibição do uso de aparelhos tecnológicos, tendo como a pergunta norteadora "Ao ser proibido de usar este(s) aparelho(s), como se sente?" E as opções de resposta: ansioso, irritado, entediado, perco a concentração nas outras coisas, não interfere no meu dia-a-dia. Caracterização do sentimento por ficar longe do aparelho eletrônico tendo como a pergunta norteadora "Ao ficar longe deste(s) aparelho(s), como se sente?" E as opções de resposta: Ansioso, irritado, apreensivo para usá-lo logo, entediado, perco a concentração nas outras coisas, não interfere no meu dia-a-dia. Caracterização da agressividade pela proibição do uso do aparelho eletrônico, com respostas entre sim ou não.

A tabulação dos dados por dupla entrada foi efetuada com o programa Epidata 3.1 (Epidata Assoc., Odense, Dinamarca), e os erros encontrados na validação foram corrigidos. Os cálculos estatísticos foram realizados por meio do software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 21.0. (SPSS Inc., Chicago, Estados Unidos). A análise descritiva incluiu distribuição de frequências para os dados categóricos e média e desvio-padrão para os dados numéricos. Na análise inferencial foi utilizado o teste do Qui-quadrado, admitindo-se valor de p≤0,05. Para análise dos dados, as variáveis dependentes foram dicotomizadas.

Essa pesquisa está de acordo com os preceitos estabelecidos pelo Comitê de Ética em Pesquisa e a resolução 466/12, sendo submetida e aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade de Pernambuco sob o CAAE: 43210815.3.0000.5192.


RESULTADOS

Participaram dessa pesquisa 264 estudantes, sendo a maioria do sexo feminino (52,3%) com idade média de 15,64 (mínima de 11 e máxima de 19 anos). Em relação ao uso de tecnologias, quase a totalidade dos estudantes tem acesso à internet (99,6%), com relação a idade do primeiro uso de aparelhos tecnológicos, a média foi de 10,42 anos (mínima 4 e máxima 16 anos). Diante dos aparelhos tecnológicos listados, o mais utilizado foi o smartphone (65,2%), onde mais da metade dos participantes relataram um período superior a 10 horas diárias de tempo de uso desse aparelho (Tabela 1).




Dentre os participantes, seis em cada dez se consideram dependentes do uso do aparelho tecnológico. Cerca de 70% referem algum sentimento pela proibição do uso e consideram que ficar longe do aparelho interfere no dia a dia. Um pouco mais de um quarto dos estudantes relataram agressividade ou irritabilidade pela proibição do uso desses aparelhos.

Os estudantes que relataram utilizar os aparelhos tecnológicos por mais de 10 horas diárias são os que mais apresentam algum sentimento em relação a proibição do mesmo (76,8%). Destes, 75,2% são do sexo feminino (p= 0,012) e 71,5% utilizam smartphones e tablets (p= 0,043). Já no quesito sentimento por ficar longe, daqueles que usam o aparelho por mais de 10 horas, 76,1% sentem interferência no seu dia a dia (p=0,001) (Tabela 2).




Nota-se que independentemente da quantidade de horas de uso, existe algum sentimento negativo quando proibidos de usá-los. Assim como ficar longe do aparelho traz alguma interferência no seu dia a dia. Contudo, o tempo de uso não interferiu de forma significativa nas relações interpessoais.

Foi observado que o tempo de uso também influenciou na forma como o adolescente avalia sua relação com os aparelhos, onde foi demonstrado um sentimento de dependência do aparelho. Outro fator investigado foi a agressividade, onde os adolescentes que usam por mais de 10 horas são os que mais apresentam sintomas agressivos (Tabela 2). Em relação às interações interpessoais com familiares, relacionamentos amorosos, amizades, os alunos referem não sentir a interferência comunicativa como um problema (Tabela 2).


DISCUSSÃO

Os resultados do presente estudo sugerem que há interferência comportamental nos estudantes adolescentes pelo uso excessivo de tecnologias, visto que sua fácil acessibilidade de manipulação, privacidade, liberdade e autonomia podem favorecer certa labilidade emocional quando privados do uso. De acordo com Barossi (2009)9:

"Os pais ou responsáveis por adolescentes relatam com frequência a influência do uso excessivo da Internet em seus filhos, bem como os déficits de comportamentos manifestados em suas rotinas, refletindo-se nas áreas familiar, acadêmica/ profissional, social e na saúde física. Acrescentam-se dificuldades pela labilidade de humor, comportamento depressivo e reações emocionais impulsivas quando são restringidos no uso da rede mundial."


Verificou-se que os adolescentes utilizavam com mais frequência o aparelho smartphone, com um tempo de uso acima de 10 horas por dia. A preferência pelos aparelhos pode ser explicada pelos avanços nos softwares para smartphones que permitem uma maior praticidade de transporte e acessibilidade, quando comparados aos usados no notebook ou computador de mesa. Além disso, as redes sociais e os jogos são outros fatores atrativos importantes para a popularização desses aparelhos10, 11.

Ficar longe do aparelho e a proibição do seu uso refletem na relação de dependência relatada pela maioria dos adolescentes, o que pode ser visto por duas vertentes: uma positiva, pois esses adolescentes estão assumindo que possuem um problema, o que é o primeiro passo para solucioná-lo; e uma negativa, pois ao assumirem que se sentem dependentes desses aparelhos, assumem também os riscos que essa dependência provoca ou provocará em vários aspectos de suas vidas. Essa dependência pode ser reflexo da relação que o adolescente tem com o aparelho, podendo vê-lo como um confidente, disponível 24 horas por dia, com uma relação de afeto, onde se pode ser alguém diferente do mundo real, mais bonito e mais feliz7.

Assim como há conflitos nas relações do mundo real, sugere-se que esses conflitos se replicam na vida virtual. A agressividade frente ao uso foi um fator interessante e ao mesmo tempo preocupante, pois pode refletir essa premissa, ou a relação de dependência com o aparelho e a internet11. O uso de tecnologias e suas consequências é um assunto muito recente e amplo que precisa ser investigado continuamente, visto que a tecnologia não é estática e a cada dia surge uma nova forma de usá-la. Se bem utilizada, pode ser uma grande aliada, e diante da situação de dependência, os pais devem procurar estar sempre atentos na sua forma de utilização.

As conclusões dessa pesquisa estão longe de revolucionar os questionamentos que envolvem os adolescentes com suas relações tecnológicas. Este é apenas um panorama do que muitos jovens perpassam, dando assim uma dimensão para que outros estudos possam ser realizados e medidas preventivas sejam tomadas. Esse estudo apresentou algumas limitações, por se tratar de um estudo exploratório. Como mais da metade dos estudantes relataram tempo de uso de aparelhos acima de 10 horas/dia, outros indicadores poderiam ser complementados quanto a investigação de sintomas depressivos, insônia, rendimento escolar, sedentarismo.


CONCLUSÃO

Os adolescentes dessa pesquisa utilizam os aparelhos tecnológicos de forma excessiva, relatando problemas comportamentais relacionados ao sentimento de dependência do aparelho e agressividade, principalmente entre aqueles com tempo de uso superior a 10 horas por dia.


REFERÊNCIAS

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