Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 14 nº 4 - Out/Dez - 2017

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Páginas 16 a 23


Risco de síndrome metabólica em adolescentes com baixo peso ao nascimento

Risk of metabolic syndrome in low birth weight adolescents

Riesgo de síndrome metabólico en adolescentes con bajo peso al nacer


Autores: Luis Paulo Gomes Mascarenhas1; Antonio Stabelini Neto2; Cristiane Petra Miculis3; Lilian Messias Sampaio Brito4; William Cordeiro de Souza5; Margaret Cristina da Silva Boguszewski6

1. Pós-Doutorado. Doutorado em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Curitiba, PR, Brasil. Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Comunitário, do Departamento de Ciências da Saúde, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO). Irati, PR, Brasil
2. Doutor em Educação Física pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Curitiba, PR, Brasil. Diretor do Departamento de Ciências da Saúde, da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Jacarezinho, PR, Brasil
3. Doutorado em Saúde da Criança e do Adolescente. Pesquisadora do Departamento de Pediatria, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Curitiba, PR, Brasil
4. Doutoranda em Saúde da Criança e do Adolescente pelo Programa de Pós-graduação em Saúde da Infância e Adolescência. Mestre em Atividade Física e Saúde pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Curitiba, PR, Brasil
5. Mestrando em Desenvolvimento Comunitário da Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO). Irati, PR, Brasil
6. Doutorado em Endocrinologia Pediátrica pela Universidade de Gotemburgo (GU). Gotemburgo, Suécia. Professora do Programa de Pós- Graduação em Saúde da Infância e Adolescência do Departamento de Pediatria, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Curitiba, PR, Brasil

Correspondência:
Luis Paulo Gomes Mascarenhas
Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO)
Campus de Irati, PR 153 Km 7, Riozinho
Irati, PR, Brasil. CEP: 84500-000
luismsk@gmail.com

Recebido em 12/02/2016
Aprovado em 11/04/2017

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Como citar este Artigo

Descritores: Adolescente, doenças metabólicas, idade gestacional.
Keywords: Adolescent, metabolic diseases, gestational age.
Palabra Clave: Adolescente, enfermedades metabólicas, edad gestacional.

Resumo:
OBJETIVO: Verificar a prevalência de síndrome metabólica (SM) em adolescentes nascidos com baixo peso.
MÉTODOS: A amostra constitui-se de 791 adolescentes de 10 a 18 anos de idade. Adotou-se como tendo baixo peso ao nascimento (BPN) aqueles percentil abaixo do 10º, e aqueles como tendo peso adequado ao nascimento (APN) entre o 10º e 90º percentil. SM foi diagnosticada se três ou mais fatores de risco estivessem presentes.
RESULTADOS: A prevalência de SM em meninos BPN foi de 14,8% e nas meninas foi de 6,3%; contra 4,3% nos meninos APN e 5,0% nas meninas APN. Os meninos nascidos BPN revelaram uma razão de chance de 3,84 (IC: 1,14 - 12,86) de apresentarem SM.
CONCLUSÃO: Alta prevalência de SM foi observada em adolescentes masculinos nascidos com baixo peso, neste sentido, estratégias de prevenção e cuidados a esta população devem ser dados desde a infância.

Abstract:
OBJECTIVE: Verify the prevalence of metabolic syndrome (MS) in adolescents born with low weight.
METHODS: The sample consisted of 791 adolescents between 10 to 18 years of age. Is was adopted as having low weight born (LWB) those below of the 10th percentile and those having appropriate weight at birth (AWB) between the 10th and 90th percentile. MS was diagnosed if three or more risk factors were present.
RESULTS: The prevalence of MS in LWB was 14.8% in boys and 6.3% in girls, against AWB on 4.3% in boys and 5.0% in girls. Boys born with LWB showed an odds ratio of 3.84 (CI: 1.14 to 12.86) of having MS.
CONCLUSION: High prevalence of MS was observed in male adolescents born LWB, in this sense, strategies for prevention and care for this population should be given since childhood.

Resumen:
OBJETIVO: Verificar la prevalencia de síndrome metabólico (SM) en adolescentes nascidos con bajo peso.
MÉTODOS: La muestra se constituye de 791 adolescentes de 10 a 18 años de edad. Se adoptó como teniendo bajo peso al nacer (BPN) aquellos de percentil abajo del 10º, y aquellos como teniendo peso adecuado al nacer (APN) entre el 10º y 90º percentil. SM fue diagnosticada si tres o más factores de riesgo estuvieran presentes.
RESULTADOS: La prevalencia de SM en niños BPN fue de 14,8% y en las niñas de 6,3%; contra 4,3% en los niños APN y 5,0% en las niñas APN. Los niños nacidos BPN revelaron una razón de posibilidad de 3,84 (IC: 1,14 - 12,86) de presentar SM.
CONCLUSIÓN: Alta prevalencia de SM fue observada en adolescentes masculinos nacidos con bajo peso; en este sentido, estrategias de prevención y cuidados a esta población deben ser dados desde la infancia.

INTRODUÇÃO

O baixo peso ao nascimento ocorre tanto em países industrializados como em desenvolvimento podendo variar de 9% a 26% dos nascimentos vivos dependendo da região do mundo, contribuindo com problemas de saúde pública a curto e longo prazo (riscos metabólicos)1,2. Durante as últimas décadas, evidências emergiram demonstrando que o tamanho ao nascimento está associado a uma elevada prevalência de doenças metabólicas e cardiovasculares, incluindo hipertensão arterial, intolerância a glicose, diabetes mellitus e dislipidemias na idade adulta3,4, assim como uma associação com o aumento e distribuição do tecido adiposo e redução na massa magra5 e com aumento dos lipídios sanguíneos6. Entretanto, estes achados não encontraram sustentação em outros estudos7,8. Desta forma, o presente estudo teve como objetivo avaliar a prevalência de síndrome metabólica em adolescentes de ambos os sexos com diferentes tamanhos ao nascimento.


MÉTODOS

A amostra foi composta por 1152 adolescentes de ambos os gêneros entre 10 e 18 anos. Na ocasião da devolução do Termo de Consentimento, um questionário era entregue para ser preenchido com informações sobre condições ao nascimento (idade gestacional, peso e comprimento ao nascimento) e histórico de doenças do jovem e familiar. Foram considerados critérios de exclusão: não retorno do questionário preenchido, indivíduos classificados como grande para a idade gestacional, história familiar de doença metabólica (hipercolesterolemias hereditárias familiares) ou cardiovascular, presença de diabetes mellitus tipo 1 ou outra doença que pudesse influenciar nas avaliações, medicamentos de uso continuo, desconhecimento das condições ao nascimento, prematuridade.

Dos 1152 jovens que receberam o questionário, 352 foram excluídos ou não quiseram participar de todas as etapas da pesquisa, restando 800 adolescentes com questionários completos. Destes, foram excluídos nove adolescentes por apresentarem o hormônio estimulador da tireoide (TSH) elevado os quais foram encaminhados para tratamento. Assim, 791 adolescentes compuseram a amostra final do estudo.

O presente estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa em seres humanos do Hospital de Clinicas atendendo a resolução CNS 196/96 e a Declarações de Helsinque, sobre o registro 1466.131/2007.

Foram realizadas avaliações físicas dos alunos nas próprias escolas. Todos foram avaliados descalços e com roupas leves. As medidas de estatura foram realizadas em estadiômetro vertical portátil (WCS®, Brasil), escalonado em 0,1 cm. O peso foi avaliado com balança digital portátil (Filizola®, Brasil), com resolução de 100 gramas. A circunferência da cintura foi realizada em duplicata no ponto médio entre o último arco costal e a crista ilíaca9. Os sujeitos foram classificados conforme a proposta de Freedman et al.10. A pressão arterial foi aferida por método auscultatório, adotando-se como referência os valores do The Fourth Report on the Diagnosis, Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure in Children and Adolescents11.

Na mesma ocasião, foi coletada amostra de sangue de cada indivíduo. Os participantes estavam em jejum e receberam orientações sobre os cuidados a serem tomados no dia anterior. As amostras foram centrifugadas e mantidas congeladas para posterior avaliação de colesterol total, colesterol-HDL, triglicérides, insulina e TSH. A dosagem de glicemia foi realizada no local, através do glicosimetro (®abbott). Os valores de referência para o perfi l lipídico seguiram a proposta da I Diretriz de Prevenção da Aterosclerose na Infância e Adolescência12.

Para o diagnóstico de síndrome metabólica (SM) adotou-se a proposta de Cook et al.13, quando a presença de alterações em três ou mais dos seguintes componentes definem a síndrome: pressão arterial sistólica (PAS) e/ou pressão arterial diastólica (PAD), triglicerídeos, HDL-colesterol, glicemia de jejum, circunferência da cintura.

Os dados dos indivíduos foram divididos de acordo com o peso ao nascimento em dois grupos, baixo peso ao nascimento (BPN) e peso adequado ao nascimento (PAN), variando entre 36 e 44 semanas de gestação. Na ausência de uma tabela nacional de distribuição do peso ao nascimento, optou-se por realizar a distribuição percentilica da própria amostra, sendo considerado BPN os indivíduos com peso ao nascimento ≤ ao 10º percentil e PAN aqueles entre os percentis 10º e 90º. Indivíduos com peso ao nascimento acima do percentil 90º foram excluídos (tabela 1).




Os dados foram expressos como média, desvio padrão e percentual, aonde o teste de qui-quadrado foi aplicado. Para comparação entre os grupos foi aplicado o teste t de Student e o Mann-Whitney U-test para amostras independentes, respeitando o pressuposto do Levene's test para assumir a igualdade de variância quando necessário. O teste de Odd Ratio foi utilizado para identifi car o risco relativo entre o grupo BPN e APN a presença de síndrome metabólica. As análises foram realizadas no software estatístico SPSS 13.0, adotando-se um nível de significância de p < 0,05 para todas as análises.


RESULTADOS

A idade gestacional foi de 39,42 ± 2,25 semanas entre os meninos e 39,38 ± 2,28 semanas entre as meninas (p=0,77). Os valores respectivos do peso ao nascimento foram 3,29 ± 0,58
kg e 3,12 ± 0,55 kg (p=0,001). Dos 322 indivíduos do gênero masculino, 33 foram considerados baixo peso ao nascimento (BPN) e 289 com peso adequado ao nascimento (PAN). Entre os 469 indivíduos do gênero feminino, 67 BPN e 402 PAN. As tabelas 2 e 3 apresentam as características dos meninos e meninas conforme o peso ao nascimento, respectivamente. Não foram encontradas diferenças signifi cativas nas proporções de participantes com valores elevados para as variáveis de síndrome metabólica em relação ao peso ao nascimento.






A figura 1 apresenta os percentuais encontrados de síndrome metabólica em adolescentes nascidos com BP e AP. Foi observada uma maior prevalência de síndrome metabólica nos meninos com BPN (14,8%) do que com PAN (4,3%) x2= 5,42 e p=0,02. Não foram encontradas diferenças significativas (x2= 0,89 e p=0,34) entre as meninas e o BPN (6,3%) e PAN (5,0%).



Figura 1. Percentual de indivíduos com síndrome metabólica por gênero e peso ao nascimento.



Na tabela 4 são apresentados os riscos relativos entre peso ao nascimento e síndrome metabólica. Observa-se um risco elevado de meninos nascidos com baixo peso de apresentarem síndrome metabólica já na adolescência.




DISCUSSÃO

A classificação de baixo peso (2,500 gramas) utilizado no presente estudo é preconizada pela Organização Mundial de Saúde14 para definição de crianças nascidas com baixo peso. Ao redor do mundo, estima-se que entre 8 a 26% das crianças nascem com baixo peso15, sendo que as taxas esperadas para o Brasil giram ao redor de 8,19%. Em Curitiba e região metropolitana, a última avaliação demonstrou uma taxa de 9,5% de crianças nascidas com baixo peso16. Os achados de estatura e massa corporal semelhante sugerem que os nascidos BP tenham apresentado recuperação do crescimento nos primeiros anos de vida. Outros autores demonstraram a recuperação do crescimento em nascidos BP já aos 4 anos de idade5, 17.

Não foram encontradas diferenças significativas nos níveis de pressão arterial sistólica e diastólica entre os indivíduos do gênero masculino nascidos BP e AP, discordando de outros estudos que evidenciaram valores pressóricos elevados em jovens18. Quanto ao perfil lipídico, observou-se diferenças significativas nos níveis de triglicerídeos, mais elevados nos rapazes nascidos com BP, como descrito por Reinehr, Kleber e Toschke18 e Cianfarani, Germani e Branca19. Já Tenhola et al.20 e Veening et al.21 não encontraram diferenças significativas para nenhuma variável lipídica entre meninos pequenos para a idade gestacional e adequados para a idade gestacional. A concentração elevada de triglicerídeos, principalmente pós-prandial, tem sido associada ao processo de aterogênese mesmo em adolescentes saudáveis22, sendo um fator de risco a mais para os meninos nascidos com baixo peso.

Alguns estudos apresentaram achados semelhantes21,23, enquanto outros mostram que adolescentes nascidas com baixo peso tendem a acumular mais gordura na região do tronco24 ou aumento da circunferência da cintura25. No entanto, não foram encontradas diferenças significativas entre as variáveis antropométricas, pressão arterial e perfil lipídico entre as meninas nascidas adequadas e de baixo peso no presente estudo. Apesar dos valores glicêmicos não diferirem significativamente em valores medianos, nem no percentual de valores elevados entre os grupos. Estes achados contradizem a literatura que indica valores maiores de glicemia em nascidos com baixo peso em comparação aos seus pares de peso adequado26.

Os resultados encontrados demonstraram que o baixo peso ao nascimento em meninos é um fator importante a ser considerado na avaliação de adolescentes em risco de desenvolvimento da síndrome metabólica corroborando com os achados de Chiavaroli et al.26. Estudos observaram que os meninos apresentam percentual de síndrome metabólica superiores as moças corroborando os achados do presente estudo27,28.

A frequência de síndrome metabólica neste estudo foi relativamente alta. Cook et al.13 observaram uma prevalência de síndrome metabólica em adolescentes americanos de 4,2% para a população estudada, enquanto que Agirbasli et al.29 identificaram a presença de síndrome metabólica em 2,2% dos adolescentes turcos. Resultados semelhantes ao deste estudo foram encontrados por outros pesquisadores, como o estudo de Ferreira, Oliveira e França30, em que 17,3% das crianças obesas avaliadas apresentaram síndrome metabólica, e de Buff et al.31, em que a síndrome metabólica foi encontrada em 42,4% dos indivíduos obesos. A falta de dicotomização da amostra pelo estado nutricional pode ser um agente de influência nos resultados encontrados. Outro fator importante a ser comentado são os diferentes critérios para a definição de síndrome metabólica que dificultam as comparações entre os estudos8,27, além das dosagens sanguínea realizadas uma única vez podendo acarretar em falsos negativos.

O presente estudo identificou uma maior predisposição do sexo masculino quando nascidos com baixo peso em manifestarem síndrome metabólica, direcionando a uma maior atenção e cuidado a esta população.


NOTA DE AGRADECIMENTOS

Nós os autores agradecemos a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná - Brasil.


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