Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 14 nº 4 - Out/Dez - 2017

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Páginas 184 a 194


O consumo de álcool na adolescência: uma revisão literária

Alcohol consumption in adolescence: a literature review

El consumo de alcohol en la adolescencia: una revisión literaria


Autores: Gisely Giacometti Valim1; Priscila Simionato2; Maria Rita Polo Gascon3

1. Bacharel em Psicologia pela Faculdade de Psicologia da Universidade São Judas Tadeu (USJT). São Paulo, SP, Brasil
2. Bacharel em Psicologia pela Faculdade de Psicologia da Universidade São Judas Tadeu (USJT). São Paulo, SP, Brasil
3. Doutorado em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde (CCD-SSP). São Paulo, SP, Brasil. Psicóloga do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo (HC/FMUSP). São Paulo, SP, Brasil. Docente da Universidade São Judas Tadeu (USJT). São Paulo, SP, Brasil

Correspondência
Maria Rita Polo Gascon
Rua Saturnino dos Santos, 224, Ipiranga
São Paulo, SP, Brasil. CEP: 04124-150
mariaritapolo@yahoo.com.br

Recebido em 20/12/2016
Aprovado em 07/04/2017

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Scielo

Medline

Como citar este Artigo

Descritores: Adolescente, alcoolismo, comportamento autodestrutivo, comportamento de ingestão de líquido.
Keywords: Adolescent, alcoholism, self-injurious behavior, drinking behavior.
Palabra Clave: Adolescente, alcoholismo, comportamiento autodestructivo, comportamiento de ingestión de líquido.

Resumo:
OBJETIVO: O objetivo do presente estudo foi analisar a produção científica sobre o consumo de álcool na adolescência.
FONTES DE DADOS: Revisão literária realizada no mês de setembro de 2016 com busca na base de dados SciELO (Scientific Eletronic Library Online) e LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), por meio das palavraschave: adolescente e alcoolismo; adolescência e alcoolismo; adolescente e álcool e adolescência e álcool. Os critérios de inclusão utilizados para seleção da amostra foram: artigos científicos que abordassem o consumo de álcool na adolescência assim como o uso abusivo e descontrolado da substância, disponíveis na íntegra, eletronicamente, escritos em português e publicados no Brasil, no período de 2006 a setembro de 2016. Os critérios de exclusão utilizados foram: artigos não condizentes com o tema abordado, que estivessem publicados em outros idiomas e países, outras fases da vida que não fosse à adolescência e artigos que contemplassem o consumo de outras drogas.
SÍNTESE DOS DADOS: Foram localizados 24 artigos que se enquadraram nos critérios de inclusão.
CONCLUSÃO: O consumo de álcool se dá cada vez mais precocemente e, com isso, traz consequências negativas e comportamentos de risco. Como tentativa de frear esse consumo descontrolado e abusivo nesta população, sugere-se maior controle parental, campanhas de conscientização, políticas públicas mais eficazes no que se refere ao controle e fiscalização da comercialização de bebidas alcoólicas e publicidade.

Abstract:
OBJECTIVE: The main goal of the present study was to analyze the scientific production about teenage alcohol consumption.
DATA SOURCES: Literature review conducted in September 2016 by searching the SciELO (Scientific Electronic Library Online) and LILACS (Latin American and Caribbean Health Sciences) database, through the keywords: teenager and alcoholism; adolescence and alcoholism; teenager and alcohol; adolescence and alcohol. The inclusion criteria adopted for sample selection were: scientific papers that addressed alcohol consumption in adolescence, as well as abusive use of the substance, fully available electronically, written in Portuguese and published in Brazil between 2006 and September 2016. The exclusion criteria adopted were: scientific papers at odds with the topic of investigation, published in another language and countries, other life phases rather than adolescence, and papers about the use of another substances.
DATA SYNTHESIS: 24 articles that fit the inclusion criteria were found.
CONCLUSION: Alcohol consumption is occurring more and more precocious and has negative consequences and risk behavior. As an attempt to stop this abusive consumption in this population, the present study suggests more parental control, awareness campaigns, more efficient public policy regarding control and supervision of publicity and sale of alcohol.

Resumen:
Objetivo: El objetivo del presente estudio fue analizar la producción científica sobre el consumo de alcohol en la adolescencia.
Fuente de datos: Revisión literaria realizada en el mes de septiembre de 2016 con búsqueda en la base de datos SciELO (Scientific Eletronic Library Online) y LILACS (Literatura Latino-Americana y del Caribe en Ciencias de la Salud), por medio de las palabras clave: adolescente y alcoholismo; adolescencia y alcoholismo; adolescente y alcohol y adolescencia y alcohol. Los criterios de inclusión utilizados para selección de la muestra fueron: artículos científicos que abordaran el consumo de alcohol en la adolescencia así como el uso abusivo y descontrolado de la sustancia, disponibles en la íntegra, electrónicamente, escritos en portugués y publicados en Brasil, en el periodo de 2006 a septiembre de 2016. Los criterios de exclusión utilizados fueron: artículos no condecentes con el tema abordado, que estuviera publicado en otros idiomas y países, otras fases de la vida que no fuera la adolescencia y artículos que contemplaran el consumo de otras drogas.
Síntesis de los datos: Fueron localizados 24 artículos que se encuadraron en os criterios de inclusión.
Conclusión: El consumo de alcohol se da cada vez más precoz y con eso, trae consecuencias negativas y comportamientos de riesgo. Como intento de frenar ese consumo descontrolado y abusivo en esta población, se sugiere mayor control parental, campañas de concientización, políticas públicas más eficaces en lo que se refiere al control y fiscalización del comercio de bebidas alcohólicas y publicidad.

INTRODUÇÃO

A adolescência é o período em que ocorre a transformação de criança para adulto. Nessa fase o indivíduo passa por mudanças em diversos setores da vida, como no social, fisiológico, psicológico e sexual. A adolescência tem início com a puberdade e finaliza quando o indivíduo estabelece sua personalidade, sua independência emocional e econômica além de sua inserção em seu meio social1.

Apesar do adolescente já ter atingido bom nível de maturidade, a sociedade ainda lhe impõe algumas restrições, que por sua vez, causam efeitos colaterais e um comportamento muitas vezes rebelde. O consumo de álcool e fumo, além de possuir algum encanto, promete satisfação garantida, assim como, representa uma forma de se aproximarem do modo de vida dos adultos que eles conhecem e admiram2.

Os tempos modernos trazem um fato preocupante: o álcool é a substância mais consumida entre os jovens e adolescentes. Ao mesmo tempo em que a sociedade proíbe a venda de álcool para menores de 18 anos, temos por outro lado, uma permissividade no que toca ao consumo do álcool. A droga é amplamente consumida em diversos locais sociais e desde crianças somos influenciados direta ou indiretamente a consumir a substância. As propagandas de bebida alcoólica trazem comumente referências ao relaxamento, vida social ativa e bom humor3.

Um estudo aponta resultados significativos de alto consumo de álcool entre adolescentes do nono ano do Ensino Fundamental de escolas públicas e privadas do Brasil. Verificou-se que estudantes do sexo masculino e de escolas públicas tem o maior percentual de experimentação e embriaguez causada por álcool. A pesquisa ainda revela o fácil acesso que esses estudantes têm ao álcool, onde cerca de 40% adquiriu a bebida em festas, seguido de compras em supermercados e lojas ou bares (20%). Observou-se que no sexo feminino uma das formas mais comuns de obtenção da bebida é dentro de suas próprias casas4.


MÉTODO

Com o propósito de atingir o objetivo da pesquisa foi feito um levantamento de artigos publicados nas bases de dados SciELO (Scientific Eletronic Library Online) e LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), via acesso à Internet, compreendendo o período de 2006 a setembro de 2016. As palavras-chave utilizadas para localização dos artigos foram: adolescente e alcoolismo, adolescência e alcoolismo, álcool e adolescência e álcool e adolescente.

A SciELO é uma biblioteca digital que engloba um acervo selecionado de periódicos científicos nacionais. A plataforma está em atividade desde 1998 e é resultante de um projeto de pesquisa da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), associada a BIREME (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde. A LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) é o mais abrangente índice da literatura científica e técnica da América Latina. Contém toda a literatura pertinente as ciências da saúde, produzida por autores latino-americanos e publicados a partir de 1982. Pertence à base de dados BIREME à BVS (Biblioteca Virtual em Saúde).

A partir do levantamento dos artigos, executou-se a leitura dos resumos das publicações e foram apartados os artigos condizentes ao propósito da pesquisa. Os artigos apartados foram lidos na íntegra pelas pesquisadoras e foram categorizados de acordo com os seguintes critérios: quantidade de artigos publicados no período, delineamento de pesquisa dos artigos e formação acadêmica dos pesquisadores. Com relação à temática proposta pelo estudo, foram considerados para a amostra estudos que contemplaram o consumo de álcool na adolescência. Os estudos acerca do consumo de álcool em outras fases da vida foram excluídos, assim como artigos que contemplaram o consumo de outras substâncias que não fossem o álcool, conforme figura 1 a seguir.


Figura 1. Método de seleção utilizada.



RESULTADOS

Foram encontrados 24 (vinte e quatro) artigos publicados na última décadaem ambas as bases de dados, 19 (dezenove) na SciELO e 5 (cinco) na LILACS. A disposição anual das publicações nesse período é apresentada no gráfico 1. A partir do levantamento bibliográfico foi observado que no ano de 2011 concentrou-se a maior quantidade de artigos publicados no período de dez anos (2006 a setembro de 2016), o que indica que a publicação de artigos com o tema em questão é relativamente recente. A distribuição de artigos nesse período, com exceção do ano de 2011, apresentou pouca variação, de 0 (zero) a 3 (três) artigos por ano. A disposição dos estudos que abordaram o consumo de álcool na adolescência está demonstrada na tabela 1.






Com relação à área de formação dos pesquisadores, notamos um alto índice de profissionais da Medicina, seguido de profissionais da área da Enfermagem e em terceiro lugar profissionais da Psicologia, conforme tabela 2.




Esses dados foram obtidos através da consulta ao Currículo Lattes dos pesquisadores, acessível no site CNPQ. Todas as publicações são de autoria múltipla.

Os estudos acerca do consumo de álcool na adolescência estão publicados em diversas revistas da área da saúde, enfermagem e psicologia. A disposição das revistas de publicação pode ser visualizada na tabela 3.




A revista Saúde Pública apresentou o maior número de estudos sobre o tema, com 6 (seis) publicações. Em seguida, a revista Caderno Saúde Pública apresentou 3 (três) estudos com o tema. Os estudos estão dispersos em 15 (quinze) revistas. Sendo assim, não há grande concentração de publicações em revistas específicas ou especializadas no assunto.

O predomínio de pesquisas acerca do tema abordado é esperado na área da saúde, visto que o consumo descontrolado e em excesso de álcool nessa fase da vida tornou-se um problema de saúde pública, ocasionando prejuízos à vida destes indivíduos, como maior probabilidade ao alcoolismo na vida adulta, propensão a vários tipos de comportamentos de risco (exposição ao sexo sem preservativo, contaminação por DST's - Doenças Sexualmente Transmissíveis, acidentes de trânsito, baixo rendimento acadêmico, entre outros. No âmbito da saúde pública, todos os estudos selecionados sobre o consumo de álcool na adolescência demonstram caráter preventivo e de conscientização, explanando a necessidade de políticas públicas, controle parental e fiscalização da venda da substância7-25.

A maioria dos estudos analisados foi realizado na região Sul do Brasil. No entanto, esta não apresentou diferença significativa em número de publicações entre as demais regiões estudadas. Não foi observado um consenso quanto a condição econômica como fator propulsor ao consumo de álcool entre adolescentes, onde quatro estudos não apresentaram relação entre nível socioeconômico e consumo de álcool9,11,16,26,27,28 e dois estudos evidenciaram que o maior consumo alcóolico tem relação com o maior nível socioeconômico19,30.

Do total de artigos pesquisados, dois são revisões de literatura publicadas em 2012 e 2014, e 22 são derivados de pesquisas de campo. As publicações derivadas de estudos de campo apresentaram em sua maioria amostras grandes (a partir de 100 participantes), um estudo foi baseado em 80 participantes29, dois artigos de mesma autoria tiveram amostras de 40 participantes18,20, e quatro estudos apresentaram amostras com apenas 10 participantes7 .

No presente levantamento, os estudos foram realizados predominantemente com participantes de ambos os gêneros. Apenas um artigo investigou somente o sexo feminino25. Não há uma concordância entre os autores com relação ao gênero que mais consome álcool. Entretanto, há uma tendência ao maior risco de beber no sexo masculino24. Doze estudos apresentaram amostras com participantes na faixa etária de até 18 anos, dois estudos com faixa etária até 19 anos, três estudos com faixa etária até 20 anos, um estudo com faixa etária até 21 anos, dois estudos com faixa etária de até 25 anos e um estudo com a faixa etária de até 28 anos. Sobre o período escolar que os participantes estavam, pesquisou-se mais o período do Ensino Fundamental e Médio, período este em que se concentram o público adolescente.

Comportamentos de risco associados ao consumo de álcool e consequências negativas ocasionadas pelo uso da substância apareceram em dezenove artigos pesquisados. Entre os riscos, destacam-se acidentes de trânsito, comportamento sexual de risco (contaminação de DST's pela falta do uso de preservativo, gravidez indesejada, violência e prejuízos acadêmicos) 5,7,9,14,15,18,19,21,22,24,27.

Outro fator de suma relevância discutido nos periódicos encontrados foi a influência da família como fator protetivo ou incentivador para o consumo de álcool na adolescência. A família é o primeiro ambiente social com o qual temos contato. É através do ambiente familiar que o indivíduo aprende valores éticos, morais, de conduta e habilidades para o enfrentamento das adversidades cotidianas. Sendo assim, a família pode tanto proteger o adolescente do consumo do álcool, como também o expor à substância11,14,16,17,19,20,22,25.

Doze estudos apontaram a relação do consumo do álcool com a influência da veiculação de propaganda, bem como o fácil acesso que os adolescentes têm para adquirir a substância7,10-14,16-18,20-22. O adolescente encontra-se em uma fase mais susceptível às novas experiências, por isso, ao ver uma propaganda disseminando prazer, apelo sexual e felicidade, começa a crer na veracidade do que está sendo veiculado, e torna-se mais propenso ao consumo do álcool12. Há certa preocupação com o acesso facilitado que o adolescente tem para obter álcool, mesmo sendo esta, uma substância cuja venda é proibida para menores de 18 anos23.

Os adolescentes têm uma percepção positiva dos efeitos do álcool, não vislumbrando os reais e perigosos efeitos que a substância pode ocasionar. Dentre os fatores motivadores para o consumo do álcool, os adolescentes consideram a busca por status de autonomia, experimentação, sentimento de onipotência, sensação de prazer e construção de nova identidade8.


DISCUSSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS

A literatura científica analisada nesse estudo sugere que o primeiro contato com o álcool entre a população adolescente se dá cada vez mais precocemente, entre 10 e 12 anos de idade, o que torna a questão preocupante, já que quanto mais cedo se inicia o consumo de álcool, maior será a probabilidade de desenvolver dependência e consumo de drogas ilícitas5,11,14-17,19,21,24.

Não há consenso entre os autores sobre o gênero que mais consome a substância, apresentando certo equilíbrio entre o sexo masculino e o feminino. Também não foi possível identificar uma concordância dentre as pesquisas encontradas no que se refere ao nível socioeconômico dos adolescentes participantes dos estudos que mais consumem álcool. Um estudo que indicou maior consumo nas melhores condições socioeconômicas atribuiu o fato dos indivíduos possuírem mais recursos para a aquisição do álcool14. Na contramão deste estudo, outro artigo mostrou evidência de maior frequência do consumo de álcool nos mais baixos níveis socioeconômicos9 e atribuiu a influência familiar como fator incentivador ao consumo precoce da substância.

É inegável a influência familiar no consumo de álcool entre os adolescentes tanto como fator protetivo, como fator motivador. Todos os artigos que debateram esse fator concordaram que a família é o primeiro ambiente social e ao apresentar hábitos de consumo abusivo e transmitir normalidade ao uso de bebidas alcoólicas, crianças e adolescentes que convivem nesse ambiente tendem a ter a mesma crença de normalidade e consomem o álcool cada vez mais precocemente. Por outro lado, famílias que não apresentam estes hábitos, apresentam influência protetiva. Pesquisas apontaram que o primeiro contato com o álcool muitas vezes se dá dentro das próprias casas dos adolescentes ou por oferta dos pais e parentes, ou pelo acesso fácil às bebidas11,14,16,17,19,20,22,25.

O fácil acesso ao álcool também é um fator alarmante para o consumo entre adolescentes. Notou-se que apesar da venda da substância ser proibida para menores de 18 anos23, a obtenção do álcool por essa população se dá de forma fácil e indiscriminada. Ressalta-se a falta de fiscalização adequada e a falta de políticas públicas mais eficazes para o combate dessa prática que é absurdamente nociva para a saúde11,13,14,16,18,20-22.

Propagandas de bebidas alcoólicas também podem ser incentivadoras ao consumo do álcool por adolescentes. À medida que as empresas veiculam cenas de alegria, diversão, relaxamento, satisfação e sensação de bem-estar relacionado com o consumo do álcool nas mídias, mais adolescentes sentem-se atraídos por essas imagens e iniciam o contato com a droga7,10,12,14,17. O consumo do álcool é comumente aceito pela sociedade e muitas vezes, o álcool nem é considerado como uma droga. Contudo, devemos considerar as diversas consequências negativas que o consumo da substância causa. Os adolescentes que consomem bebidas alcoólicas de forma abusiva e descontrolada tendem a exibir comportamentos de risco e estão mais susceptíveis às situações perigosas como acidentes de trânsito, brigas, reduzir seu desempenho acadêmico e praticar sexo sem uso de preservativo, desprotegendo-se de doenças sexualmente transmissíveis. Diversos são os prejuízos ocasionados pelo consumo do álcool5,7,9,14,15,17-19,21,22,24.

Maior e efetiva fiscalização na comercialização de álcool, veiculação controlada de propagandas de bebidas alcoólicas, conscientização para as consequências negativas do consumo do álcool dentro do seio familiar e no ambiente escolar são sugestões de medidas protetivas contra o consumo desta silenciosa e perigosa droga que afeta cada vez mais adolescentes no Brasil.


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