Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 15 nº 1 - Jan/Mar - 2018

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Páginas 73 a 79


Influência do fator idade sobre a modificação das curvaturas da coluna vertebral em escolares entre 10 e 16 anos

Influence of the age factor in spinal curvatures modification in students between 10 to 16 years old

Influencia del factor edad sobre la modificación de las curvaturas de la columna vertebral en escolares entre 10 y 16 años


Autores: Lucele Gonçalves Lima Araujo1; Vandilson Pinheiro Rodrigues2; Flávio Furtado de Farias3

1. Mestrado em Gestão de Programas e Serviços de Saúde pela Universidade Ceuma. Professora Adjunta do Departamento de Morfologia, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). São Luís, MA, Brasil
2. Doutorado em Odontologia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Professor Adjunto do Departamento de Morfologia, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). São Luís, MA, Brasil
3. Doutorado em Patologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Belo Horizonte, MG, Brasil. Professor Adjunto do Curso de Fisioterapia, da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Parnaíba, PI, Brasil

Correspondência:
Lucele Gonçalves Lima Araújo
Universidade Federal do Maranhão
Departamento de Morfologia
Avenida dos Portugueses, s/n, Bacanga
São Luís, MA, Brasil. CEP: 65080-805
(lucelearaujo@gmail.com)

Recebido em 07/06/2017
Aprovado em 10/07/2017

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Como citar este Artigo

Descritores: Crescimento, coluna vertebral, adolescente, postura.
Keywords: Growth, spine, adolescent, posture.
Palabra Clave: Crecimiento, columna vertebral, adolescente, postura.

Resumo:
OBJETIVO: Investigar a influência do fator idade sobre a variação das curvaturas da coluna vertebral em escolares entre 10 a 16 anos.
MÉTODOS: Foi realizado um estudo transversal com uma amostra de 240 escolares. Os dados demográficos e antropométricos foram coletados através de questionário. A mensuração dos ângulos das curvaturas da coluna vertebral foi analisada através de avaliação visual de fotografias por método digital computadorizado.
RESULTADOS: Nos estudantes do sexo masculino observou-se que o avanço da idade apresentou correlação com o aumento o ângulo da lordose cervical (R² = 0,34; β = +3,81; P < 0,001), redução da cifose torácica (R² = 0,23; β = -2,00; P < 0,001) e aumento da lordose lombar (R² = 0,07; β = +1,15; P = 0,013). Entre os escolares do sexo feminino, notou-se que o avanço da idade também influenciou no aumento da lordose cervical (R² = 0,23; β = +3,47; P < 0,001) e redução da cifose torácica (R² = 0,05; β = -0,92; P = 0,002), no entanto, não apresentou influência na variação da lordose lombar (R² = 0,00; β = -0,09; P = 0,830).
CONCLUSÃO: Os achados sugerem que o crescimento e desenvolvimento corporal pode ser um fator potencial para a modificação das curvaturas da coluna vertebral nesta faixa etária.

Abstract:
OBJECTIVE: Investigate the influence of the age factor on the variation of spinal curvatures in students between 10 and 16 years old.
METHODS: A cross-sectional study was carried out with 240 students. Demographic and anthropometric data were collected through a questionnaire. The measurement of the angles of the spinal curves were analyzed through the visual evaluation of photographs by computerized digital method.
RESULTS: In male students it was observed that age advancement was correlated with an increase in the angle of cervical lordosis (R² = 0,34; β = +3,81; P < 0,001), reduction of thoracic kyphosis (R² = 0,23; β = -2,00; P < 0,001) and increased lumbar lordosis (R² = 0,07; β = +1,15; P = 0,013). Among the female students, it was also noticed that age advancement influenced the increase of cervical lordosis (R² = 0.23, β = + 3.47, P <0.001) and reduction of thoracic kyphosis (R² = 0, P = 0.002), however, it showed no influence on the lumbar lordosis variation (R² = 0.00, β = -0.09, P = 0.830).
CONCLUSION: The findings suggest that body growth and development may be potential factors for modifying spinal curvatures in this age group.

Resumen:
OBJETIVO: Investigar la influencia Del factor edad sobre La variación de las curvaturas de La columna vertebral en escolares entre 10 a 16 años.
MÉTODOS: Fue realizado un estudio transversal con una muestra de 240 escolares. Los datos demográficos y antropométricos fueron colectados a través de cuestionario. La mensuración de los ángulos de las curvaturas de la columna vertebral fueron analizados a través de evaluación visual de fotografías por método digital computadorizado.
RESULTADOS: En los estudiantes del sexo masculino se observó que el avance de la edad presentó correlación con el aumento del ángulo de lordosis cervical (R2 = 0,34; ß = +3,81; P < 0,001), reducción de la cifosis torácica (R2 = 0,23; ß = -2,00; P < 0,001) y aumento de lordosis lumbar (R2 = 0,07; ? = +1,15; P = 0,013). Entre los escolares del sexo femenino, se notó que el avance de la edad también influenció en el aumento de lordosis cervical (R2 = 0,23; ß = +3,47; P < 0,001) y reducción de la cifosis torácica (R2 = 0,05; ß = -0,92; P = 0,002), sin embargo, no presentó influencia en la variación de lordosis lumbar (R2 = 0,00; ß = -0,09; P = 0,830).
CONCLUSIÓN: Los hallazgos sugieren que el crecimiento y desarrollo corporal puede ser un factor potencial para la modificación de las curvaturas de la columna vertebral en esta franja etaria.

INTRODUÇÃO

A manutenção do equilíbrio harmônico na postura corporal pressupõe a incidência de uma sobrecarga mínima das estruturas musculoesqueléticas relacionadas à coluna vertebral para se obter o máximo de eficiência funcional. Perturbações nesta condição podem favorecer o desenvolvimento das alterações posturais funcionais ou estruturais durante a fase de crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes1-3. Levantamentos realizados em diversos países têm revelado uma alta prevalência de alterações posturais em crianças e adolescentes4-7 .

Em decorrência do crescimento acelerado dos componentes musculoesquelético, variações fisiológicas podem ocorrer nos ângulos das curvaturas da coluna durante a infância e adolescência8. Os primeiros cinco anos de vida e a faixa etária entre 11 e 14 anos representam os períodos de pico para modificação dos ângulos de lordose lombar9. Deste modo, alterações no alinhamento sagital da coluna vertebral em torno dos surtos de crescimento podem desempenhar um papel importante na iniciação e progressão de desordens na postura10. Portanto, é importante avaliar e acompanhar o desenvolvimento da morfologia da coluna vertebral para detecção precoce de possíveis alterações e condições predisponentes, visando a adoção de estratégias educativas, preventivas e intervenções profissionais quando necessário11.

Estudos prévios já avaliaram a configuração do perfil da coluna vertebral em indivíduos jovens10,12-15. No entanto, nenhum destes estudos abordou as mudanças dos ângulos de lordose cervical, cifose torácica e lordose lombar, categorizados por sexo através de modelo de regressão linear. Estas informações podem auxiliar na compreensão da biomecânica envolvida no desenvolvimento da coluna vertebral e na etiopatogenia das deformidades na faixa etária entre 10 e 16 anos. Dessa forma, o objetivo do presente estudo é estimar a influência do incremento da idade sobre a variação das curvaturas da coluna vertebral em um grupo de escolares.


MÉTODOS

O presente estudo transversal foi conduzido no Colégio Universitário da Universidade Federal do Maranhão-COLUN, no período de maio a junho de 2015. O protocolo de pesquisa foi previamente aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Ceuma (Parecer nº 44770615.8.0000.5084/2014). Os responsáveis legais e os estudantes foram informados sobre objetivos e procedimentos da pesquisa e após ciência, os responsáveis assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e os estudantes assinaram o Termo de Assentimento Livre e Esclarecido (TALE).

Foram incluídos na amostra estudantes de ambos os sexos, na faixa etária entre 10 a 16 anos. Os critérios de exclusão englobaram a presença de alterações posturais congênitas e/ou traumáticas, portadores de distúrbios da motricidade, com desordens cognitivas, como Autismo e Síndrome de Down e gestação conhecida.

Para o cálculo amostral, utilizou-se a fórmula para amostra aleatória simples, adotando-se os seguintes parâmetros: total de escolares entre 10 e 16 anos de ambos os sexos, matriculados no COLUN em 2015 (n = 643), erro amostral de 5%, nível de confiança de 95%, e a prevalência da variável de interesse de 50%, medida utilizada para maximizar o tamanho da amostra. Dessa forma, o número mínimo necessário para a realização do estudo foi de 240 escolares. Os participantes da pesquisa foram selecionados por sorteio mediante a utilização de uma tabela de números aleatórios, para evitar viés de amostragem.

As informações relativas a características demográficas foram obtidas a partir de um questionário semiestruturado elaborado e preenchido pelos pesquisadores. As variáveis antropométricas peso, altura e índice de massa corporal [peso (kg)/estatura (m)²] foram aferidas através do uso de uma balança digital eletrônica com capacidade de até 150kg e precisão de 100g, e com estadiômetro, com precisão de 1mm e exatidão de 0,5cm. No estadiômetro, os escolares permaneceram em posição ereta, descalços, com os membros superiores pendentes ao longo do corpo, os calcanhares, o dorso tocando na haste vertical e a cabeça tocando a barra horizontal, e olhando para frente.

A mensuração dos ângulos das curvaturas da coluna vertebral foi realizada através de um instrumento adaptado do método de Yi et al.16. Para mensurar os ângulos da coluna vertebral (lordose cervical, cifose torácica e lordose lombar), pequenas bolas de isopor foram preparadas com fita adesiva dupla face, e utilizadas como marcadores. A curvatura da lordose cervical foi mensurada através de um ângulo formado pelo trágus da orelha, sétima vértebra cervical (C7) e acrômio da escápula, sendo o acrômio o vértice do ângulo. A curvatura da cifose torácica foi mensurada através do ângulo foi formado do acrômio da escápula, sétima vértebra torácica (T7) e a primeira vértebra lombar (L1), sendo a L1 o vértice do ângulo. Enquanto que a curvatura da lordose lombar foi quantificada através do ângulo formado pela primeira vértebra lombar (L1), espinha ilíaca ântero-superior (EIAS) e trocânter maior do fêmur, sendo a EIAS o vértice do ângulo.

Foram realizadas fotografias dos escolares na posição ortostática estática em vista lateral direita, descalços, com os pés ligeiramente unidos e paralelos entre si, cotovelos em flexão e antebraços apoiados no abdome superior, e cabelos presos quando necessário para permitir a visualização da curvatura da região cervical. Os estudantes foram orientados a manter os olhos abertos, olhando para o horizonte e em silêncio durante o exame clínico. As fotografias foram registradas diante de um simetrográfo tipo Banner - tela plástica transparente em fundo branco - Fisiobras, com o auxílio de uma máquina do tipo Canon Power Short SX30IS, equipada com sensor CCD de 14 megapixels - mede 1/2, a 33 polegadas a 3,0m, um tripé com 1m de altura em ângulo de 90º, sobre uma superfície plana para garantir a horizontalidade, posicionada à uma distância de 3m do escolar. Os ângulos das curvaturas da coluna vertebral foram analisados por método digital utilizando os recursos do programa Corel DRAW Graphics Suite, versão X7.

O erro do método foi calculado através da fórmula de Dahlberg para garantir reprodutibilidade e concordância do intraexaminador para a medida dos ângulos da coluna vertebral. Para este fim, 25 fotografias foram selecionadas aleatoriamente da amostra do presente estudo e analisadas em dois momentos com intervalo de 10 dias, obtendo um nível de erro de 0,5º.

Os dados foram analisados pelo programa estatístico SPSS (versão 17.0). As variáveis dependentes representaram os ângulos da lordose cervical, cifose torácica, lordose lombar e a altura, peso e IMC. A variável independente foi a idade. A estatística descritiva das variáveis foi realizada através de medidas de frequência, média e desvio padrão. A distribuição das faixas etárias entre os escolares do sexo masculino e feminino foi analisada pelo teste Qui-quadrado. A normalidade das variáveis numéricas foi analisada através do teste Lilliefors. Após este procedimento, um modelo linear foi construído para estimar a influência da idade nas medidas antropométricas e angulares. Nesta última análise, foram mensurados os coeficientes de determinação (R²) e de regressão (β). O nível de significância adotado foi de 5%.


RESULTADOS

Um total de 240 escolares foram avaliados no presente estudo, onde a distribuição amostral por idade e sexo está expressa na Tabela 1. A maioria da amostra era do sexo feminino (67,1%) e as idades com maiores percentuais de participantes foram 15 anos (19,2%), 10 anos (17,1%) e 11 anos (16,3%). As amostras do sexo masculino e feminino não diferiram na composição por idade (P = 0,380).




A Tabela 2 apresenta as medidas referentes aos dados antropométricos e a análise da influência do fator idade sobre estas variáveis. Entre os escolares do sexo masculino, observou-se que a idade influenciou no incremento do peso (R2 = 0,54; β = +5,46; P< 0,001), altura (R2 = 0,63; β = +0,05; P< 0,001), IMC (R2 = 0,17; β = +0,67; P< 0,001). Entre os escolares do sexo feminino, observou-se que o avanço da idade também influenciou no incremento de todos os valores de dados antropométricos: peso (R2 = 0,46; β = +3,97; P < 0,001), altura (R2 = 0,46; β = +0,03; P < 0,001), IMC (R2 = 0,25; β = +0,89; P < 0,001).




Enquanto que a Tabela 3 expressa as medidas de tendência central, dispersão e variação das curvaturas espinhais na faixa etária de 10 a 16 anos entre os estudantes avaliados. Notou-se também que o avanço da idade estava correlacionado ao aumento o ângulo da lordose cervical (R2 = 0,34; β = +3,81; P < 0,001), redução da cifose torácica (R2 = 0,23; β = -2,00; P < 0,001) e aumento da lordose lombar (R2 = 0,07; β = +1,15; P = 0,013). Com relação às medidas angulares, o avanço da idade nas meninas, na mesma faixa etária mencionada a cima, apresentou efeito no aumento da lordose cervical (R2 = 0,23; β = +3,47; P < 0,001), redução da cifose torácica (R2 = 0,05; β = -0,92; P = 0,002), e não apresentou influência na lordose lombar (R2 = 0,00; β = -0,09; P =0,830).




Estes resultados sugerem que o incremento idade influenciou na alteração dos valores das medidas antropométricas e nas curvaturas na coluna vertebral. O avanço da idade foi um
fator que contribuiu para o incremento das medidas de peso, altura e IMC, como efeito do crescimento nesta faixa etária em ambos os sexos.


DISCUSSÃO

Em ambos os sexos, observou-se um aumento do ângulo de lordose cervical dos 10 aos 16 anos, levando a uma mudança do alinhamento da coluna com a aquisição de posição mais anterior da cabeça. Abelin-Genevois et al.17 concluíram que o aumento da lordose cervical durante a fase de crescimento é derivado principalmente das mudanças na orientação crânio-cervical, como o ângulo formado pelo osso occipital e vertebra C2, enquanto que o ângulo cervical global (C1-C7) permanece estável. Este fato pode explicar o achado do presente estudo, visto que a medida de lordose cervical foi aferida utilizando um ponto na região de cabeça (trágus da orelha).

No presente estudo, notou-se uma redução no ângulo da cifose torácica com o avançar da idade, onde observou-se na amostra uma inclinação mais posterior do segmento torácico. Schlösser et al.10 também observaram uma redução na cifose torácica durante o surto de crescimento puberal, como diferenças na inclinação das vértebras T6 e T7 de acordo com o estágio de crescimento. Além disso, observou-se na amostra do presente estudo uma tendência do sexo masculino em possuir um ângulo mais elevado de cifose torácica em todas as faixas etárias estudada quando comparado ao sexo feminino, determinando, assim, uma postura com inclinação mais ventral. Achado similar foi detectado por Wang et al.12 que revelaram, num estudo radiográfico, inclinações mais anteriores nas vertebras torácica em indivíduos do sexo masculino na faixa etária de 10 a 18 anos. É importante destacar que as variações nas angulações no segmento torácico podem estar correlacionadas com as modificações nos ângulos da lordose cervical17 e lordose lombar18.

Outro achado do presente estudo foi o crescimento linear do ângulo de lordose lombar apenas no sexo masculino na faixa etária estudada, com tendência a retificação lombar. Cil et al.15 revelaram que a lordose lombar aumenta durante o crescimento, entretanto o estabelecimento de sua curvatura é determinado em estágios mais precoces. Somado a isto, as meninas iniciam seu período de crescimento puberal cerca de 2 anos mais cedo do que os meninos19. Dessa forma, a ausência de variação linear no ângulo de lordose lombar observados neste estudo no sexo feminino, pode ter ocorrido pelo estabelecimento mais precoce de sua posição. Além disso, Graup et al.20, encontraram prevalência mais elevada de retificação da curvatura lombar entre os adolescentes do sexo masculino.

Alguns pontos importantes do presente estudo devem ser destacados. O emprego de uma metodologia não invasiva reduz a precisão que seria obtida através de uma avaliação por exames de imagem. Entretanto, esta não expôs os escolares à radiação ionizante, e permitiu a redução do custo do estudo, além de representar um método que pode ser facilmente empregado para o diagnóstico precoce de possíveis alterações posturais. Ressalta-se também, que a distribuição da variável sexo nos grupos etários na amostra avaliada foi estatisticamente semelhante, tornando os grupos comparáveis. Estudos com desenhos longitudinais e com a inclusão de escolares menores que 10 anos são necessários para investigar as variações das curvaturas espinhais em faixas etárias mais precoces.


CONCLUSÃO

Os achados do presente estudo sugerem que durante a faixa etária de 10 e 16 anos ocorrem modificações nos ângulos das curvaturas da coluna vertebral. Com relação às variações na curvatura da coluna vertebral, os dados revelaram que no sexo masculino a idade cronológica influenciou no aumento dos ângulos de lordose cervical e lombar, e na redução do ângulo da cifose torácica. Enquanto que no sexo feminino, o crescimento nesta faixa etária, influenciou no aumento do ângulo da lordose cervical e redução da cifose torácica, sem causar efeitos sobre a variação do ângulo da lordose lombar.

Estes resultados reforçam a necessidade de acompanhar do desenvolvimento postural dos escolares, visando à detecção precoce de alterações da coluna vertebral, além da adoção de medidas educativas e preventivas como prevenção da aquisição e agravos destas desordens.


NOTA DE AGRADECIMENTOS

À Diretoria e aos professores do Colégio Universitário da Universidade Federal do Maranhão que auxiliaram na logística da coleta de dados, aos responsáveis e escolares que aceitaram participar do estudo.


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