Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 16 nº 1 - Jan/Mar - 2019

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Páginas 13 a 20


Fatores de risco associados ao consumo de álcool entre adolescentes de uma escola da rede pública de ensino

Risk factors associated with alcohol consumption among adolescents from a public school


Autores: Eliana Lessa Cordeiro1; Tânia Maria da Silva2; Liniker Scolfild Rodrigues da Silva3; Edinayran Ediluergyla da Silva4; Thamires Fernanda Crystina de Mesquita5; Wangela Pimenta Maia6

1. Mestrado em Neurociências pelo Programa de Pós-Graduação em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento (Posneuro) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Gestora do Curso de graduação em Enfermagem da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO). Recife, PE, Brasil
2. Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Docente do Curso de graduação em Enfermagem da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO). Recife, PE, Brasil
3. Residente no Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva pela Universidade de Pernambuco (UPE). Docente, atuando como Tutor no Curso de Graduação em Saúde Coletiva, pela Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade de Pernambuco (UPE). Recife, PE, Brasil
4. Graduação em Enfermagem pela Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO). Recife, PE, Brasil
5. Graduação em Enfermagem pela Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO). Recife, PE, Brasil
6. Graduação em Enfermagem pela Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO). Recife, PE, Brasil

Liniker Scolfild Rodrigues da Silva
Universidade de Pernambuco (UPE)/ Faculdade de Ciências Médicas (FCM) - Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva
Rua Arnóbio Marques, n.º 310 - Santo Amaro
Recife, PE, Brasil. CEP: 50100-130
liniker_14@hotmail.com

Submetido em 19/10/2018
Aprovado em 14/01/2019

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Como citar este Artigo

Descritores: Adolescente; Alcoolismo; Enfermagem; Educação.
Keywords: Adolescent; Alcoholism; Nursing; Education.

Resumo:
OBJETIVO: Verificar os fatores de risco que podem estar associados ao consumo de álcool entre adolescentes de uma escola pública da cidade de Recife, Pernambuco.
MÉTODOS: Para este estudo, foram utilizadas técnicas inferenciais através do método de avaliação quantitativa, por meio de um modelo estruturado, idealizado pelo uso do Teste de Transtorno do Álcool, ou seja, com escores nas respostas das opções fornecidas. As respostas dos questionários foram pontuadas de acordo com os níveis de consumo de álcool destacados.
RESULTADOS: O Teste de Identificação do Transtorno por Uso de Álcool apontou que em 55,7% dos casos os adolescentes tem baixo risco, 25% estão em risco, 17,3% tem alto risco e 1,9% são prováveis dependentes.
CONCLUSÃO: Os adolescentes tem feito consumo cada vez mais precoce de bebidas alcoólicas, em maiores quantidades e com fácil acesso. São necessários a intensificação de campanhas preventivas e incentivo multidisciplinar que funcionariam paralelamente a programas governamentais, trabalho nas escolas e comunidade além de conscientização sobre os malefícios que podem advir do consumo de bebidas alcoólicas.

Abstract:
OBJECTIVE: Verify the risk factors that may be associated with alcohol consumption among adolescents of a public school in the city of Recife, Pernambuco.
METHODS: For this study, inferential techniques were used using the quantitative evaluation method through a structured model, idealized by the use of alcohol Test Disorder, that is, with scores in the options provided answers. The questionnaires' responses were scored to fit the levels of alcohol consumption highlighted.
RESULTS: Use of Alcohol Use Disorder Identification Test identified that 55.7% adolescents have low risk, 25% have some risk, 17.3% have high risk and 1.9% are likely dependents.
CONCLUSION: Adolescents have made increasingly precocious consumption of alcoholic beverages, in greater quantities and with easy access. It is necessary to intensify preventive campaigns and multidisciplinary incentive that would works in parallel with government programs, school and community, plus awareness of the harm that can come from the consumption of alcoholic beverages.

INTRODUÇÃO

Não existe um fator universal que explique a etiologia do alcoolismo. Isso porque todos que consomem bebidas alcoólicas apresentam possibilidade de se tornarem dependentes, sendo esta possibilidade maior ou menor, conforme a interação de fatores de vulnerabilidade, os quais podem ser biológicos, psicológicos e sociais1.

O uso indevido de álcool produz efeitos psicológicos, sociais e econômicos que acarretam prejuízos incalculáveis para aqueles que o consomem, tais como: redução da qualidade de vida para o usuário e familiares; incapacidades biopsicossociais que levam o sujeito a perder oportunidades no processo produtivo, afetivo e familiar; bem como surgimento de práticas de ações antissociais2.

Nesta discussão, sabe-se que o acesso dos adolescentes à bebida alcoólica é facilitado, o que os tornam mais suscetíveis às diferentes situações de riscos e às possíveis consequências, sendo elas: consumo precoce do álcool, gravidez precoce, Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), hipertensão arterial, acidentes, mau desempenho escolar, consumo de tabaco e outras drogas, conflito na relação social, profissional e familiar, dentre outros agravos3.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que tanto em países em desenvolvimento quanto nos desenvolvidos, o álcool é a droga preferida pelos jovens. Ele é a substância psicoativa mais consumida em qualquer faixa etária e seu consumo vem crescendo entre os adolescentes de 12 a 15 anos de idade. No Brasil, essa realidade não é diferente, embora haja uma lei (nº 9.294, de 15 de julho de 1996), que estabeleça a proibição da venda de bebidas alcoólicas a menor de 18 anos4.

De acordo com o V Levantamento Nacional com Estudantes, realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas5, 65,2% dos estudantes relataram uso de álcool em algum momento de sua vida; 44,3% nos trinta dias anteriores à pesquisa; 11,7% afirmaram fazer uso frequente; e 6,7% disseram fazer ingestão constante de bebidas alcoólicas, ou seja, 20 ou mais vezes no mês que antecedeu a investigação6.

Os adolescentes ainda são influenciados negativamente pelos meios de comunicação atuais, como a televisão, o rádio, o jornal e, principalmente, a internet, que facilita o acesso a inúmeras drogas lícitas e ilícitas, pornografias e outros agravos7.

Com relação à convivência familiar, estudos evidenciam que a qualidade da interação do adolescente com os pais é considerada como um marco fundamental para a aproximação do jovem ao consumo do álcool e/ou outras drogas, uma vez que os jovens que afirmam possuir relacionamento regular e/ou ruim com os pais apresentam uma taxa maior de consumo de bebidas alcoólicas8.

Há evidências de que os pais influenciam seus filhos adolescentes a consumir bebidas alcoólicas, seja pelo exemplo de conduta, seja por um ambiente conjugal feliz. Pois, ao observarem os comportamentos deles, percebem situações de alegria e prazer relacionadas ao consumo do álcool e, consequentemente, poderão repeti-los relacionando-os a momentos de descontração, desafio e coragem, não enxergando como um malefício9.

Nesse sentido, a Assistência de Enfermagem, ao lidar com questões relacionadas ao consumo excessivo de álcool entre os adolescentes e jovens, deve incluir os familiares na participação de entrevistas individuais e de grupos de apoio para orientação e acolhimento, pois a família pode ser importante no auxílio às mudanças de comportamento e desenvolvimento de um estilo de vida mais saudável2.

Dentro desta discussão, a problemática que se propõe para esse estudo é: que fatores de risco podem ser associados ao consumo de álcool entre os adolescentes que estudam numa escola pública da cidade de Recife, Pernambuco. Esta questão torna-se relevante, tendo em vista que o consumo abusivo de álcool entre os jovens parece ser cada vez mais crescente e precoce.

Dessa forma, cabe também ao profissional de Enfermagem evidenciar, por meio de ações de Educação em Saúde, os fatores de riscos que podem ser associados a tal consumo, a fim de minimizar possíveis problemas.


OBJETIVO

Verificar os fatores de risco que podem estar associados ao consumo de álcool entre adolescentes de uma escola pública da cidade de Recife, Pernambuco.


MÉTODOS

As pesquisas quantitativas são consideradas as mais adequadas para apurar opiniões e atitudes explícitas e conscientes dos entrevistados, pois utilizam instrumentos padronizados (questionários) e, devem ser realizadas quando se sabe exatamente o que deve ser perguntado para atingir os objetivos da pesquisa10.

Nesse sentido, podem ser realizados quantitativos-descritivos que visam à exata descrição de certas características quantitativas da população como um todo, organizações ou outras coletividades específicas e, quando se pesquisa aspectos qualitativos como atitudes e opiniões, empregam-se escalas que permitam sua quantificação11.

Na realização desta pesquisa, foram utilizadas técnicas estatísticas avançadas inferenciais, que podem criar modelos capazes de predizer se uma pessoa terá uma determinada opinião ou agirá de determinada forma, com base em características observáveis12.

A população estudada foi constituída por 52 alunos que estavam matriculados no 3º Ano do Ensino Médio (no período vespertino) de uma escola da Rede Pública de Ensino localizada na cidade de Recife-PE, no ano de 2015. Para a escolha da instituição levou-se em consideração o fato de ela ser uma Escola de Referência e oferecer fácil acesso como campo de pesquisa.

Os critérios de inclusão que foram adotados para realização desta pesquisa foram: ser menor de 18 anos de idade e estar cursando o 3° ano do Ensino Médio. Foram excluídos da pesquisa os alunos que não estiveram presentes no momento da visita dos pesquisadores, e que não apresentaram os termos de assentimento e o de consentimento livre e esclarecido assinados pelos pais ou responsáveis.

Foi aplicado um questionário idealizado pela AUDIT (Alcohol Use Disorder Identification Test), o qual está estruturado com pontuações que aparecem nas opções de respostas, que foram somadas após os adolescentes e jovens responderem aos questionamentos. Os scores finais promoveram o enquadramento do mesmo de acordo com os níveis de consumo destacados a seguir:

▪ Consumo de baixo risco = 0 a 7 pontos;

▪ Consumo de risco = 8 a 15 pontos;

▪ Uso nocivo ou consumo de alto risco = 16 a 19 pontos;

▪ Provável dependência = 20 ou mais pontos (Máximo = 35 pontos).


Os dados foram coletados de modo individual e, posteriormente, foi realizada análise estatística por tabulações, utilizando software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) e o Microsoft Excel® para apresentação das variáveis.

Este estudo atendeu a resolução nº 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, que se fundamenta nos principais documentos internacionais que emanam declarações e diretrizes sobre pesquisas que envolvem seres humanos. Foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), recebendo parecer de aprovação nº 1.220.332, e sob o n. do CAAE: 48544615.2.0000.5289.


RESULTADOS

Os resultados do teste do AUDIT foram apresentados nas tabelas, de acordo com o número de consumidores de bebidas alcoólicas, idade da primeira experiência, a influência no início do consumo e a frequência de consumo.

A tabela 1 evidencia que 61,5% dos alunos entrevistados relataram que nunca se sentiram indispostos ao ingerir bebida alcoólica, e 76,9%, nunca deixaram de realizar tarefas em decorrência do uso de álcool. De acordo com os dados levantados, a maioria dos alunos entrevistados afirma nunca ter passado mal, e que esse consumo nunca afetou suas atividades diárias.




A tabela 2 mostra os dados relacionados com fatores de risco associados ao consumo de álcool entre adolescentes, onde 53,8% dos adolescentes são do sexo masculino e 46,1% são do sexo feminino. Evidenciou-se um consumo de bebida alcoólica entre os adolescentes na faixa etária entre 14 anos (30,7%) e 16 anos (38,4%), mostrando que o consumo desta substância tem sido cada vez mais frequente no cotidiano destes adolescentes.




Verificou-se ainda que 28,8% dos adolescentes consomem bebidas alcoólicas menos de uma vez por mês, podendo ser considerados como bebedores sociais. Contudo, esse consumo de álcool pode se tornar abusivo e se converter em alcoolismo13.

O teste AUDIT aplicado entre adolescentes identificou a frequência do consumo de bebidas alcoólicas bem como fatores relativos a esse consumo. Preconizado pela Organização Mundial de Saúde para este fim, o teste AUDIT é um instrumento de fácil aplicação e validação transcultural utilizado em diferentes serviços.

Para cada resposta do teste existe uma pontuação, a soma das pontuações de todas as questões, dá origem ao score final de cada adolescente. O teste AUDIT considera que se somado sete ou mais pontos existe a possibilidade do adolescente estar consumindo bebida alcoólica de maneira perigosa.

Entre os 52 participantes do teste AUDIT 55,7% dos adolescentes são consumidores de baixo risco (score = 0 a 7), 25% consumidores de risco (score = 8 a 15), 17,3% consumidores de alto risco (score = 16 a 19) e 1,9% são prováveis dependentes (score = 20 a 35).


DISCUSSÃO

Deve-se considerar que os adolescentes se encontram em um período da vida em que estão se processando mudanças biológicas, sociais e psicológicas e, tais mudanças tornam estes jovens mais vulneráveis, incluindo-os, muitas vezes, no grupo de risco para o início ao consumo de drogas lícitas e ilícitas2-14.

O uso problemático de álcool por adolescentes está associado a uma série de prejuízos no desenvolvimento da própria adolescência e em seus resultados posteriores. Os prejuízos decorrentes do uso de álcool em um adolescente são diferentes dos prejuízos evidenciados em um adulto, seja por especificidades existenciais desta etapa da vida, seja por questões neuroquímicas deste momento do amadurecimento cerebral15.

O consumo de álcool na adolescência também está associado a uma série de prejuízos escolares, sabendo-se que a memória é função fundamental no processo de aprendizagem, e que esta se compromete com o consumo de álcool16.

A queda no rendimento escolar, por sua vez, pode diminuir a autoestima do jovem, o que representa um conhecido fator de risco para maior envolvimento com experimentação, consumo e abuso de substâncias psicoativas. Assim, a consequência do uso abusivo de álcool para o adolescente poderia levá-lo a aumentar o consumo em uma cadeia de retroalimentação, ao invés de motivá-lo a diminuir ou interromper o uso17. Cabe à enfermagem realizar ações de educação em saúde, investigar sinais e sintomas, aliviar o nível atual de ansiedade e elaborar estratégias para promover a socialização efetiva, a fim de minimizar futuros danos a saúde18.

Observou-se que grande parte dos jovens consome álcool após os 14 anos, idade na qual o consumo da bebida alcoólica é ilegal no Brasil. Isso mostra que os adolescentes têm acesso à droga de alguma forma, mesmo que a comercialização e distribuição de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos de idade sejam proibidas pela Lei nº 8.069 de 1990 do Estatuto da Criança e do Adolescente19.

Outro fator importante é a influência acentuada dos amigos em relação ao início do consumo de bebidas alcoólicas. Este padrão pode ser explicado pelo fato de a adolescência ser a fase na qual ocorre a busca da identidade e para fazer parte do mesmo grupo ao qual outros adolescentes pertencem, realizam práticas justificadas pela necessidade de se sentirem parte integrante da turma20.

O enfermeiro tem um papel fundamental frente às ações preventivas para este público, pois é agente-chave no processo de transformação social. Faz-se necessário, no entanto, o preparo de profissionais para atuarem junto a essa clientela, pois a assistência deve voltar-se para a necessidade de diagnosticar precocemente o abuso do uso do álcool e os prejuízos causados por ele à vida do adolescente18.

As atividades de promoção à saúde tendem a motivar o indivíduo a agir de forma positiva para alcançar um nível superior de saúde e bem-estar. As atividades de prevenção de doenças são destinadas a motivar o indivíduo a evitar uma condição negativa, mais do que assumir uma ação positiva com o objetivo de manutenção do nível de saúde18.

A Política Nacional Sobre o Álcool possui pressupostos de acordo com a PNAD (Políticas Nacionais Sobre Álcool e Outras Drogas)4, sendo as principais medidas: estimular a condução de pesquisas que realizem o diagnóstico situacional e epidemiológico sobre o consumo de bebidas alcoólicas no Brasil; conscientizar a população quanto ao malefício do álcool por meio de campanhas educativas; reduzir a demanda de álcool nas populações vulneráveis, como as crianças e adolescentes; prevenir os acidentes de trânsito relacionados ao alcoolismo; e, por fim, incentivar a regulamentação, monitoramento e fiscalização das bebidas alcoólicas.

Tais estratégias de prevenção e redução do consumo alcoólico por menores de idade devem envolver políticas públicas, campanhas, escolas e intervenções nos Serviços de Emergência5.

O processo educacional, além de gerar e disseminar conhecimentos, possibilita uma ampliação do saber na dimensão humana e de melhoria da qualidade de vida. No ambiente escolar, deve-se também "aprender a ser" e "aprender a conviver". Com isso, entendemos que a promoção da saúde é uma ação com grande potencial para ser implementada nos espaços escolares, já que estes são locais de diálogos privilegiados para troca de saberes e expressão da diversidade cultural, lembrando que a educação em saúde auxilia na construção de indivíduos e coletividades que constituem a sociedade17.

Diante deste contexto, torna-se necessário analisar o papel da família pela importância que adquire nesta fase da vida. A família pode ter papéis diferenciados, seja na indução do uso e abuso de álcool na adolescência, seja, ao contrário, como uma instituição protetora para a saúde dos adolescentes, acolhendo, apoiando e orientando-os.


CONCLUSÃO

O presente trabalho evidenciou que os adolescentes têm feito consumo cada vez mais precoce de bebidas alcoólicas, em maiores quantidades e com fácil acesso. O primeiro uso geralmente ocorre em casa, na presença de familiares e de amigos. Adolescentes que bebem apresentam maiores chances de terem comportamento de risco à saúde, como o envolvimento em brigas, acidentes, absenteísmo escolar e comportamento sexual de risco. Vale ressaltar que a publicidade é um importante incentivador do consumo e que no Brasil há necessidade de medidas regulatórias da mesma.

Os adolescentes devem ter um acompanhamento especial por representarem um grupo mais vulnerável a experimentação de bebida alcoólica, tabaco e outras drogas. Hábitos como estes, adquiridos nesta fase da vida, tendem a ser fixados na vida adulta.

Tendo em vista a magnitude e complexidade do problema, é notável a importância da implantação de programas de prevenção direcionada aos adolescentes e seus familiares, e que ocorra uma fiscalização mais efetiva da venda de bebidas alcoólicas, julgando necessário maior conscientização, para assim minimizar os males causados pelo consumo abusivo do álcool ao longo da vida.


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