Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 16 nº 1 - Jan/Mar - 2019

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Páginas 60 a 68


Exposição ao comportamento sedentário e fatores associados em adolescentes do estado de Sergipe, Brasil

Exposure to sedentary behavior and factors associated with adolescents of the state of Sergipe, Brazil

Exposición al comportamiento sedentario y factores asociados en adolescentes del estado de Sergipe, Brasil


Autores: Davi Soares Santos Ribeiro1; Lucas Souza Santos2; Aldemir Smith Menezes3

1. Mestrado em Educação Física pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Aracaju, SE, Brasil. Docente do Centro Universitário AGES (UniAGES). Paripiranga, BA, Brasil
2. Mestrado em Educação Física pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Docente de Educação Física pelas Redes Municipais de Educação Básica dos Municípios de Aracaju e Nossa Senhora de Lourdes. Aracaju, SE, Brasil
3. Doutorado em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Florianópolis, SC, Brasil. Docente pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Federal de Sergipe (PPGEF/UFS). Aracaju, SE, Brasil

Davi Soares Santos Ribeiro
Rua Dr. Pedro Barreto, nº 348, Centro
Simão Dias, SE, Brasil. CEP: 49480-000
profdavi@live.com

Submetido em 11/07/2018
Aprovado em 14/01/2019

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Como citar este Artigo

Descritores: Adolescente; Comportamento do Adolescente; Estudantes.
Keywords: Adolescent; Adolescent Behavior; Students.
Palabra Clave: Adolescente; Comportamiento del Adolescente; Estudiantes.

Resumo:
OBJETIVO: Identificar o nível de exposição ao comportamento sedentário (ECS) e analisar sua associação com indicadores de condição demográfica e socioeconômica em adolescentes do Estado de Sergipe nos anos 2011 e 2016.
MÉTODOS: O estudo trata de dois levantamentos epidemiológicos com delineamento transversal, realizados em 2011 e 2016, com amostra representativa de estudantes da Rede Pública Estadual de Sergipe, composta por 8.143 escolares (2011=3992; 2016=4151), com idade entre 14 e 19 anos. Foi investigada a ECS associada a indicadores de condição demográfica e socioeconômica em adolescentes. Para a análise estatística foi utilizada estatística descritiva e o qui-quadrado. Recorreu-se à regressão logística binária bruta e ajustada.
RESULTADOS: A prevalência de ECS foi de 46,2% (2011) e 44,8% (2016) e associou-se a faixa etária de 14 a 15 anos (2011= OR: 1,45; IC 95%: 1,19-1,78 / 2016 = OR: 1,58; IC 95%: 1,28-1,94); sexo feminino (2011= OR: 1,46; IC 95%: 1,27-1,68 / 2016 = OR: 1,22; IC 95%: 1,06-1,40), adolescentes residentes na área urbana (2011= OR: 1,22; IC 95%: 1,05-1,42 / 2016= OR: 1,48; IC 95%: 1,27-1,72) e que possuem mães com ensino médio (2011= OR: 1,73; IC 95%: 1,32-2,28) e com ensino superior (2016= OR: 1,57; IC 95%: 1,16-2,11).
CONCLUSÃO: Houve tendência à redução do nível de ECS. Sugere-se intervenções nas áreas urbanas e em subgrupos mais vulneráveis ao CS como nos adolescentes com faixa etária de 14 a 15 anos e do sexo feminino.

Abstract:
OBJECTIVE: Identify the level of exposure to sedentary behavior and analyze its association with demographic and socioeconomic indicators condition in adolescents from the State of Sergipe from 2011 and 2016.
METHODS: The study deals with two epidemiological surveys with a cross- conducted in 2011 and 2016, with a representative sample of students from the State Public Network of Sergipe, composed of 8,143 students (2011 = 3992, 2016 = 4151), age 14 to 19 years. Was investigated the exposure to sedentary behavior associated with demographic and socioeconomic condition indicators in adolescents. For the statistical analysis, descriptive and chi-square statistics were used. We used the raw and adjusted binary logistic regression.
RESULTS: The prevalence of SCS was 46.2% (2011) and 44.8% (2016) and it was associated with the age group of 14 to 15 years (OR = 1.45, 95% CI: 1, 19-1.78 / 2016 = OR: 1.58; 95% CI: 1.28-1.94); (95% CI: 1.27-1.68 / 2016 = OR: 1.22, 95% CI: 1.06-1.40), adolescents living in the urban area ( 2011 = OR: 1.22, 95% CI: 1.05-1.42 / 2016 = OR: 1.48, 95% CI: 1.27-1.72) and who have mothers with high school education (2011 = OR: 1.73, 95% CI: 1.32-2.28) and with higher education (2016 = OR: 1.57, 95% CI: 1.16-2.11).
CONCLUSION: There was a tendency to reduce the level of exposure to sedentary behavior. It is suggested interventions in urban areas and subgroups that are more vulnerable to CS, such as adolescents aged 14 to 15 years and females.

Resumen:
OBJETIVO: Identificar el nivel de exposición al comportamiento sedentario (ECS) y analizar su asociación con indicadores de condición demográfica y socioeconómica en adolescentes del Estado de Sergipe en los años 2011 y 2016.
MÉTODOS: El estudio trata de dos estudios epidemiológicos con delineamiento transversal, realizados en 2011 y 2016, con muestra representativa de estudiantes de la Red Pública Estadual de Sergipe, compuesta por 8.143 escolares (2011=3992; 2016=4151), con edad entre 14 y 19 años. Fue investigada la ECS asociada a indicadores de condición demográfica y socioeconómica en adolescentes. Para el análisis estadístico fue utilizada estadística descriptiva y el chi-cuadrado. Se recurrió a la regresión logística binaria bruta y ajustada.
RESULTADOS: La prevalencia de ECS fue de 46,2% (2011) y 44,8% (2016) y se asoció a franja etaria de 14 a 15 años (2011=OR: 1,45; IC 95%: 1,19-1,78 / 2016 = OR: 1,58; IC 95%: 1,28-1,94); sexo femenino (2011=OR: 1,46; IC 95%: 1,27-1,68/2016=OR: 1,22; IC 95%: 1,06-1,40), adolescentes residentes en el área urbana (2011=OR: 1,22; IC 95%: 1,05-1,42/2016=OR: 1,48; IC 95%: 1,27-1,72) y que poseen madres con enseñanza media (2011=OR: 1,73; IC 95%: 1,32-2,28) y con enseñanza superior (2016=OR: 1,57; IC 95%: 1,16-2,11).
CONCLUSIÓN: Hubo tendencia a la reducción del nivel de ECS. Se sugiere intervenciones en las áreas urbanas y en subgrupos más vulnerables al CS como en los adolescentes con franja etaria de 14 a 15 años y del sexo femenino.

INTRODUÇÃO

O comportamento sedentário refere-se a um conjunto de atividades realizadas com o corpo em posição sentada ou reclinada e com gasto energético próximo aos valores de repouso (<1,5 MET)1. Recomendações internacionais preconizam que crianças e adolescentes devem limitar a duas horas por dia, no máximo, o tempo dedicado a comportamentos sedentários como assistir televisão, utilizar o computador, jogar videogame, conversar com os amigos ou similares2.

O comportamento sedentário é reconhecido como uma questão de saúde pública3 e está relacionada com efeitos deletérios para a saúde4. Estudos tem demonstrado que a exposição ao comportamento sedentário (ECS), além de associar a obesidade5, síndrome metabólica6, diabetes mellitus7 e doenças cardiovasculares4,8 pode ser um fator de risco para a mortalidade independentemente do nível de atividade física das pessoas9. Uma pesquisa nacional mostrou que 59,8% dos adolescentes foram expostos a pelo menos duas horas diárias de televisão10.

Nesse contexto, verifica-se que, apesar do reconhecimento sobre a importância da baixa ECS como fator de promoção da saúde e prevenção de doenças, vários adolescentes não conseguem atingir os níveis de ECS recomendados pelas instituições internacionais11. Além disso, estudos mostram que jovens tendem a estender esse comportamento até a vida adulta12.

Sendo assim, este estudo justifica-se pela necessidade de identificar o nível de atividade física e de ECS e fatores associados em adolescentes. As características demográficas e socioeconômicas podem justificar a possibilidade de desfechos diferenciados entre os estados brasileiros e subsidiar a elaboração de políticas públicas de promoção de saúde para adoção de estilos de vida saudáveis em adolescentes do Estado de Sergipe, Brasil.

Desse modo, este estudo teve o objetivo de verificar a prevalência da ECS e analisar sua associação com indicadores de condições demográficas e socioeconômicas em adolescentes do Estado de Sergipe nos anos 2011 e 2016.


MÉTODOS

Foram realizados estudos epidemiológicos de tendência secular, com delineamento transversal, em estudantes do Ensino Médio da rede estadual de ensino, residentes no Estado de Sergipe, Brasil. Para tanto, foram conduzidos dois inquéritos intitulados "Tendência secular sobre comportamentos de risco à saúde em adolescentes: Estudo CRiS_Adolescentes" desenvolvidos pelo Grupo de pesquisa em Educação Física e Saúde do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe (GPEFiS/IFS).

A população foi constituída por escolares de 14 a19 anos de ambos os sexos, regularmente matriculados no Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino, nos turnos diurno e noturno. Para o cálculo amostral da pesquisa foi utilizado o Stat-Calc disponível no software Epi Info.

Para a estimativa do tamanho da amostra na análise da prevalência considerou-se o tamanho da população, a prevalência estimada em 50% como a maior esperada, o intervalo de confiança em 95% e erro amostral tolerável de 5%. Para a análise de associação foi considerado, além das informações descritas anteriormente, poder estatístico de 80% e Odds Ratio (OR) de 1,2. Para não perder a representatividade amostral foram acrescentados 20% de escolares devido a vários motivos, como: recusa do participante, idade maior ou menor do que a estabelecida nesse estudo, não responder a questões importantes como sexo e idade.

Foi utilizada a amostragem estratificada em dois estágios: (1) processo de amostragem estratificada proporcional ao tamanho da região, de acordo com o porte da unidade de ensino (1= até 199 alunos; 2= 200-499 estudantes; 3= 500 alunos ou mais). Assim, considerando o porte das escolas foi estabelecida como critério aleatório a seleção de 25% das unidades estaduais de ensino (155 unidades de ensino), totalizando 39 (2011) e 42 (2016) escolas; (2) as classes foram selecionadas proporcionalmente de acordo com a série e o turno da escola, mediante o processo aleatório simples, considerando 20 alunos por classe. A amostra final foi composta por 8.143 adolescentes (2011= 3.992 adolescentes; 2016 = 4.151 adolescentes).

Os critérios adotados para inclusão dos participantes na pesquisa foram os seguintes: estar regularmente matriculado nas turmas de 1º ao 3º ano do Ensino Médio das escolas selecionadas; estar presente no momento da aplicação do instrumento; preencher adequadamente o questionário distribuído. A participação dos adolescentes no estudo foi voluntária e anônima.

Quanto aos aspectos éticos, a pesquisa foi autorizada pelo Secretário Estadual de Educação, os diretores das Diretorias Regionais de Educação e dos diretores das Unidades de Ensino pesquisadas. Além disso, assinatura do Termo Negativo de Consentimento Livre e Esclarecido pelos pais dos alunos e assinatura de Termo de Assentimento dos alunos. Os inquéritos foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos CEP/CONEP/CNS, sob o protocolo nº 177/2010 CEP/HU/UFS e n° 1.522.876/2016 CEP/IFS, respectivamente.

O questionário utilizado foi uma versão do Global School-based Student Health Survey, proposto pela Organização Mundial de Saúde (GSHS/ OMS) para coleta das informações referentes ao aspecto sócio demográfico e econômico, nível de atividade física, exposição ao comportamento sedentário. A coleta de dados foi realizada mediante aplicação de questionário por dois pesquisadores devidamente treinados. O tempo médio de aplicação em cada turma foi de 45 minutos.

A variável desfecho do estudo foi ECS; e as variáveis independentes foram: idade, sexo, local de residência, escolaridade materna, renda familiar mensal (salário mínimo) e fonte de renda. Foram considerados "expostos ao comportamento sedentário", os adolescentes que passaram tempo maior ou igual a duas horas em tela, como assistir televisão, utilizar o computador, jogar videogame, conversar com os amigos ou similares2.

Para o tratamento estatístico, as variáveis foram analisadas com procedimentos descritivos e inferenciais. Na análise de associação bivariada, foi utilizado o teste do qui-quadrado para heterogeneidade. Na análise multivariada foi usada a regressão logística binária bruta, ajustada para os desfechos do estudo.

As variáveis com p<0,20 na análise bruta foram inseridas no modelo ajustado e o nível de significância adotado foi 5%. Foi utilizado o programa estatístico SPSS 22.0.


RESULTADOS

Responderam ao instrumento de pesquisa 9.438 adolescentes (2011= 4.717; 2016= 4.721). Foram excluídos da amostra pessoas com idade superior a 19 anos (2011= 709; 2016= 549), com idade inferior a 14 anos (2011= 08; 2016= 12), que não informaram a idade (2011= 02; 2016= 06), que não informaram o sexo (2011= 03; 2016= 12) e que deixaram de preencher várias questões no instrumento de coleta (2011= 11; 2016= 03). A amostra final foi composta por 8143 (2011= 3.992; 2016= 4.151).

A tabela 1 mostra as características demográficas e socioeconômicas da amostra. A maioria dos estudantes se encontravam com 16 e 17 anos, eram do sexo feminino, residiam em área urbana, possuíam mães com o ensino fundamental e apresentavam fonte de renda proveniente do trabalho do pai e/ou mãe. Verificou-se uma redução no poder aquisitivo das famílias com renda mensal acima de 1 salário mínimo.




A tabela 2 mostra a relação da ECS com características demográficas e socioeconômicas. Verificou-se maior prevalência nos adolescentes com faixa etária de 14 e 15 anos, do sexo feminino, residentes na área urbana, que possuem mães com ensino médio e superior, que possuem renda familiar mensal acima de dois salários mínimos e fonte de renda proveniente de pensão em ambos os inquéritos.




A tabela 3 mostra a associação bruta e ajustada entre a ECS e condições demográficas e socioeconômicas. Na análise ajustada, constatou-se a associação com a idade, sexo, local de residência, escolaridade materna e renda familiar mensal em ambos os inquéritos.




DISCUSSÃO

O estudo apresentou a prevalência de adolescentes com ECS, além da associação desse comportamento a indicadores socioeconômicos e demográficos no Estado de Sergipe. Foi observada uma prevalência considerável de adolescentes expostos ao comportamento sedentário, sendo maior nos escolares com faixa etária de 14 e 15 anos, do sexo feminino, residentes na área urbana, que possuem mães com ensino médio e/ou superior, com renda familiar mensal acima de dois salários mínimos e fonte de renda proveniente de pensão em ambos os inquéritos.

Verificou-se que 46,2% (2011) e 44,8% (2016) entre os adolescentes foram expostos a mais de duas horas sentados, assistindo TV, usando computador, conversando com os amigos, jogando cartas ou dominó. O desfecho é consistente com investigação internacional que relatou alta prevalência de jovens em tempo de tela em 34 países do continente americano13. Estudos nacionais também mostraram em Pernambuco 40,9% de escolares14, em Pelotas-RS com 79,7% dos adolescentes15 e em todo o país com 60% dos adolescentes expostos ao comportamento sedentário10.

Os adolescentes com faixa etária de 14 e 15 anos apresentaram maior prevalência para a ECS (2011=52,7%; 2016 = 51,1%) e chances superiores a ECS quando comparados as demais idades. Percebeu-se que a porcentagem dos adolescentes para a exposição ao comportamento diminui à medida que envelhecem, diferente de investigações na Grécia-Chipre16 e em Pernambuco, Brasil14.

As moças apresentaram alta prevalência (2011 = 48,8% / 2016 = 46,7%) para a ECS, conforme estudos na Grécia-Chipre16 e no sul do Brasil17. Verificou-se também que os adolescentes do sexo feminino possuem chances superiores de ECS quando comparados aos meninos18. Isso pode ser explicado pelos aspectos socioculturais que reduzem as possibilidades das moças de praticarem atividade física19.

Os adolescentes residentes na área urbana apresentaram maior prevalência (2011= 50%; 2016 = 49,7%) e maiores chances para a ECS em relação aos residentes na área rural, diferente de investigações em Portugal20 e na Arábia Saudita21.

Houve uma relação entre maior escolaridade materna (ensino médio e superior) e aumento do comportamento sedentário, conforme estudo no Reino Unido22. O fato dos pais com maior nível de ensino incentivarem um maior tempo de estudos nos adolescentes23 pode contribuir nas atividades sedentárias.

Também foi verificada uma relação entre maior renda familiar mensal (acima de dois salários mínimos) e o aumento do comportamento sedentário. A associação do comportamento sedentário com o nível socioeconômico também foi verificada em estudo transversal do Mato Grosso24.

O aumento do poder aquisitivo familiar é um fator importante de comportamento sedentário em crianças e adolescentes15,25,26, como na compra de aparelhos eletrônicos para os adolescentes22, favorecendo as atividades sedentárias. Neste sentido, um estudo de tendência mostrou aumento na prevalência do uso de computador e videogame entre 2001 e 2011 em adolescentes de Santa Catarina27.


CONCLUSÃO

Concluiu-se que houve uma tendência na redução da ECS em adolescentes de um Estado do nordeste do Brasil nos anos 2011 e 2016. Percebeu-se maior prevalência da ECS nos adolescentes com faixa etária de 14 a 15 anos, do sexo feminino e residentes na área urbana. A ECS nos adolescentes associou-se com a idade, sexo, local de residência e escolaridade materna em ambos os inquéritos. Deste modo, sugere-se a elaboração de políticas públicas para reduzir a ECS e oportunizar a construção de estilos de vida saudáveis aos adolescentes.


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