Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 16 nº 2 - Abr/Jun - 2019

Artigo de Revisao Imprimir 

Páginas 102 a 109


Avaliaçao dos níveis séricos de 25-hidroxi-vitamina D em adolescentes com excesso de peso

Evaluation of serum 25-hydroxy vitamin D levels in overweight adolescents

Evaluación de los niveles séricos de 25-hidroxi vitamina D en adolescentes con sobrepeso


Autores: Deisi Maria Vargas1; Fabrício Sbroglio Lando2; Maitê Fiegenbaum3; Nathalia Luiza Ferri Bonmann4; Clóvis Arlindo de Sousa5; Luciane Coutinho Azevedo6

1. Doutorado em Medicina e Cirurgia pela Universitat Autònoma de Barcelona (UAB - Espanha). Docente pelo Centro de Ciências da Saúde da Fundaçao Universidade Regional de Blumenau (FURB). Blumenau, SC, Brasil
2. Mestrando em Saúde Coletiva pela Fundaçao Universidade Regional de Blumenau (FURB). Blumenau, SC, Brasil
3. Residente em Pediatria no Hospital Santo Antônio. Blumenau, SC, Brasil
4. Graduanda em Medicina pela Faculdade de Medicina da Fundaçao Universidade Regional de Blumenau (FURB). Blumenau, SC, Brasil
5. Doutorado em Ciências pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Sao Paulo (USP). Docente pelo Centro de Ciências da Saúde da Fundaçao Universidade Regional de Blumenau (FURB). Blumenau, SC, Brasil
6. Doutorado em Neurociências pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Docente pelo Centro de Ciências da Saúde da Fundaçao Universidade Regional de Blumenau (FURB). Blumenau, SC, Brasil

Correspondência:
Deisi Maria Vargas
FURB - Campus 3, Sala A-302
Rua Sao Paulo, nº 2171. Itoupava Seca
Blumenau, SC, Brasil. CEP: 89030-001
(deisifurb@gmail.com)

Submetido em 16/09/2018
Aprovado em 09/02/2019

PDF Português            

Scielo

Medline

Como citar este Artigo

Descritores: Vitamina D; Adolescente; Obesidade; Sobrepeso.
Keywords: Vitamin D; Adolescent; Obesity; Overweight.
Palabra Clave: Vitamina D; Adolescente; Obesidad; Sobrepeso.

Resumo:
OBJETIVO: Avaliar os níveis séricos de 25-hidroxi-vitamina D [25(OH)D] em adolescentes com excesso de peso.
MÉTODOS: Estudo observacional com 86 adolescentes com excesso de peso acompanhados durante o serviço de atençao secundária entre agosto de 2014 a agosto de 2016. Para o diagnóstico de excesso de peso considerou-se os critérios da Organizaçao Mundial da Saúde. Os níveis séricos de 25(OH)D foram categorizados em: suficiência (≥ 30 ng/mL), insuficiência (entre 20 e 29 ng/mL) e deficiência (< 20 ng/mL). As categorias deficiência e insuficiência de vitamina D foram agrupadas na categoria hipovitaminose D em algumas análises.
RESULTADOS: Apenas 38,4% dos adolescentes tinham níveis de vitamina D acima do recomendado ,23,2% tinham níveis insuficientes e deficientes em 38,4%. Observou-se maior frequência de hipovitaminose D (71,4% versus 52,3%; p = 0,03) e níveis séricos inferiores de 25(OH)D (23,9 ± 8,7 ng/mL versus 28,1 ± 10,6; p < 0,05) nos adolescentes com obesidade em relaçao aos adolescentes com sobrepeso. Nao houve diferença dos níveis de 25(OH) D entre as categorias de sexo e faixa etária.
CONCLUSOES: A hipovitaminose D ocorreu em 61% dos adolescentes e associouse positivamente à obesidade. Observou-se relaçao inversa entre o nível sérico de 25(OH)D e o grau de excesso de peso.

Abstract:
OBJECTIVE: Evaluate the serum 25-hydroxy-vitamin D levels [25(OH)D] in adolescents with weight excess.
METHODS: Observational study with 86 adolescents with overweight followed during secondary healthcare service between August 2014 and August 2016. To diagnostic the overweight we used the World Health Organization criteria. The serum levels of 25(OH)D were categorized as: sufficiency (≥ 30 ng/mL), insufficiency (between 20 and 29 ng/mL) and deficiency (< 20 ng/mL). In some analysis, the deficiency and insufficiency categories of vitamin D were grouped into hypovitaminosis D category.
RESULTS: Only 38.4% of the adolescents had serum levels of vitamin D above the recommended level, 23.2% showed insufficiency, and 38.4% deficiency of vitamin D. There was a higher frequency of hypovitaminosis D (71.4% versus 52.3%, p = 0.03) and lower serum levels of 25 (OH) D (23.9 ± 8.7 ng / mL versus 28.1% ± 10.6, p <0.05) in adolescents with obesity in relation to overweight adolescents. There was no difference in 25(OH)D levels between sex and age groups.
CONCLUSIONS: Hypovitaminosis D occurred in 61% of adolescents and was positively associated to obesity. There was an inverse relationship between serum 25(OH)D levels and of weight excess degree.

Resumen:
OBJETIVO: Evaluar los niveles séricos de 25-hidroxi-vitamina D [25(OH)D] en adolescentes con exceso de peso.
MÉTODOS: Estudio observacional con 86 adolescentes con exceso de peso acompañados durante el servicio de atención secundaria entre agosto de 2014 y agosto de 2016. Para el diagnóstico de exceso de peso se consideraron los criterios de la Organización Mundial de Salud. Los niveles séricos de 25(OH)D fueron categorizados en: suficiencia (≥ 30 ng/mL), insuficiencia (entre 20 y 29 ng/mL) y deficiencia (< 20 ng/mL). Las categorías deficiencia e insuficiencia de vitamina D fueron agrupadas en la categoría hipovitaminosis D en algunos análisis.
RESULTADOS: Apenas 38,4% de los adolescentes tenían niveles de vitamina D arriba de lo recomendado, 23,2% tenían niveles  insuficientes y deficientes en 38,4%. Se observó mayor frecuencia de hipovitaminosis D (71,4% versus 52,3%; p = 0,03) y niveles séricos inferiores de 25(OH)D (23,9 ± 8,7 ng/mL versus 28,1 ± 10,6; p < 0,05) en los adolescentes con obesidad en relación a los adolescentes con sobrepeso. No hubo diferencia de los niveles de 25(OH)D entre las categorías de sexo y franja etaria.
CONCLUSIONES: La hipovitaminosis D ocurrió en 61% de los adolescentes y se asoció positivamente a la obesidad. Se observó relación inversa entre el nivel sérico de 25(OH)D y el grado de exceso de peso.

INTRODUÇAO

A deficiência de vitamina D está atingindo proporçoes epidêmicas em todo o mundo e em todas as faixas de idade. Evidências atuais sugerem que exista uma potencial ligaçao entre a obesidade e a deficiência de vitamina D nas populaçoes globais1.

A vitamina D é um pró-hormônio com duas formas principais: o ergocalciferol e o colecalciferol. Ambos sao metabolizados pelo fígado para produzir a 25-hidroxi-vitamina D, que é transformada posteriormente pelo rim em 1,25-di-hidroxi- -viamina D, a sua forma ativa. A forma bioativa da vitamina D tem inúmeras funçoes no organismo e está envolvida no controle da expressao gênica em vários tipos de células e tecidos, regulando a proliferaçao, diferenciaçao e sobrevivência celular. Assim, os efeitos biológicos da vitamina D vao além da regulaçao da homeostase mineral e do metabolismo ósseo1.

Nesse contexto, o interesse sobre o estudo da associaçao entre os níveis séricos de vitamina D e doenças metabólicas têm ganhado destaque na atualidade, especialmente aquelas relacionadas à obesidade2. A hipovitaminose D é frequente em diversos países, independentemente do estado nutricional. Na faixa etária pediátrica, sua magnitude parece ser maior em crianças e adolescentes com excesso de peso e naquelas com doenças crônicas3,4.


OBJETIVOS

A escassez de artigos nacionais abordando a hipovitaminose D em adolescentes com excesso de peso5,6 motivou a realizaçao deste estudo. Este tem por objetivo avaliar os níveis de vitamina D em adolescentes com excesso de peso, e suas variaçoes conforme o sexo, a faixa etária e o grau de excesso de peso.


MÉTODOS

O presente estudo é do tipo observacional, e foi realizado com 86 adolescentes caucasianos com excesso de peso acompanhados pelo serviço de atençao secundária à saúde vinculado ao SUS, no período de agosto de 2014 e agosto de 2016. Foram incluídos no estudo, de forma sequencial, os adolescentes com as seguintes características: excesso de peso, estatura normal para a idade (escore-Z>-2), desenvolvimento neuropsicomotor adequado para a idade e sem suplementaçao de vitamina D.

As variáveis de estudo foram sexo, idade, peso, estatura, IMC, grau de excesso de peso e 25-hidroxi-vitamina D sérica [(25OH)D]. Para o diagnóstico de excesso de peso utilizou-se os critérios preconizados pela Organizaçao Mundial da Saúde (OMS) que considera sobrepeso um escore-Z de IMC entre +1 e < +2, obesidade um escore-Z entre ≥ +2 e < +3 e obesidade grave, ≥ +37. Na categorizaçao dos níveis séricos de 25(OH) D utilizou-se os seguintes pontos de corte: suficiência (valores > 30 ng/mL); insuficiência (valores entre 20 e 29 ng/mL); e deficiência (valores < 20 ng/mL)8. A coleta de sangue para as análises bioquímicas ocorreu entre a primavera e o verao. A classificaçao de hipovitaminose D compreendeu as categorias insuficiência e deficiência.

Na análise estatística foi aplicado o teste de Kolmogorov-Smirnov para avaliar a distribuiçao das variáveis numéricas em relaçao à normalidade. IMC, 25(OH)D e idade apresentaram distribuiçao paramétrica e foram expressas em média e desvio-padrao da média. Para comparar os níveis séricos de vitamina D entre categorias de sexo, faixa etária e grau de excesso de peso utilizou-se teste t de Student. O teste de qui-quadrado foi utilizado para estudar associaçoes entre a frequência de hipovitaminose D e os graus de excesso de peso. O nível de significância adotado foi p <0,05. O banco de dados foi construído no programa EXCELr e as análises estatísticas foram realizadas no programa StatPlusr. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em humanos da Fundaçao Hospitalar de Blumenau (parecer 2.090.278).


RESULTADOS

Entre agosto de 2014 e agosto de 2016 foram atendidos no serviço de atençao secundária à saúde 102 adolescentes com excesso de peso. Destes, 86 (47 masculinos) preencheram os critérios de inclusao. A descriçao dos dados numéricos e categóricos consta na Tabela 1. A média de idade foi 13,2 ± 2,1 anos, sendo que a maioria dos adolescentes estudados encontrava-se na faixa etária de 10-14 anos e 51,2% apresentavam sobrepeso. Seis dos 42 adolescentes da categoria obesidade apresentavam obesidade grave.




O valor de 25(OH)D variou de 11,5 a 50,1 ng/ mL, com média de 26,1 ± 9,7 ng/mL. A maioria dos adolescentes (61,6%) apresentou níveis séricos de 25(OH)D abaixo de 30 ng/mL, e 38,4% foram classificados como deficientes. Nao se observou diferença significante dos níveis de 25(OH)D entre o sexo masculino e feminino (25,6 ±9,9 versus 26,6 ±9,5 respectivamente; p = 0,820) e entre as à faixas etárias (grupo 10-14 anos 25,9 ±9,8 versus grupo 15 e 19 anos 26,6 ±9,8; p = 0,770). Entretanto, observou-se diferença dos valores médios de 25(OH)D entre as categorias de excesso de peso, com 25(OH)D inferior nos adolescentes com obesidade (Figura 1).


Figura 1. Valores médios e desvio-padrao de Vitamina D conforme o grau de excesso de peso (* teste t de Student).



A distribuiçao do status de vitamina D conforme o grau de excesso de peso é apresentado na figura 2. A hipovitaminose D foi mais frequente nos adolescentes com obesidade (Figura 2 - Painel A). Ao se analisar o status de vitamina D considerando as três categorias (suficiência, insuficiência e deficiência), nao se observou diferença significativa. No entanto, a deficiência de vitamina D acometeu quase 50% dos adolescentes com obesidade e 30% dos adolescentes com sobrepeso (Figura 2 - Painel B).


Figura 2. Distribuiçao do status de Vitamina D conforme o grau de excesso de peso (*teste qui-quadrado; número de participantes identificado nas barras).



DISCUSSAO

As taxas de ocorrência de hipovitaminose D em adolescentes com excesso de peso descritas na literatura internacional e nacional apresentam ampla variaçao4,5,9-14. Nos EUA, descreve-se ocorrência de 29%9 e 43%10 de deficiência de vitamina D e 79,8%10 de hipovitaminose D em adolescentes com obesidade. Na Etiópia11, encontrou-se deficiência em 77,8% dos adolescentes com excesso de peso, enquanto que na Polônia, comum a inclusao somente de adolescentes e a regiao geográfica.

Alguns dos fatores de risco para a hipovitaminose D descritos na literatura sao: inverno, pouco tempo de atividades ao ar livre, pele escura, maior idade, estágio puberal mais avançado, presença de obesidade, baixa ingestao de leite, baixo padrao socioeconômico e sexo feminino13,15. Neste estudo, evidenciamos uma associaçao entre a presença de obesidade e a hipovitaminose D e nao encontramos associaçao com o sexo feminino ou com a faixa etária mais velha. Williams10 e Vierucci16 também nao observaram diferença nos níveis de vitamina D entre os sexos. No entanto, um estudo nacional realizado em Joao Pessoa-PB mostrou maior ocorrência de hipovitaminose D em adolescentes do gênero feminino6. Adolescentes do sexo masculino tendem a praticar mais atividade ao ar livre com maior exposiçao solar e consequente maior síntese de vitamina D. Por outro lado, adolescentes do sexo feminino apresentam maior taxa de gordura corporal17 e a frequência do uso de protetor solar pelos adolescentes geralmente é maior nas meninas16. Estes sao possíveis fatores que justificariam uma 25(OH)D inferior no sexo feminino.

Nao observamos diferença na ocorrência de hipovitaminose D entre as faixas etárias. Um estudo americano demonstrou associaçao inversa entre a faixa etária e a hipovitaminose D em adolescentes obesos com ocorrências de 64% e 42% nas faixas etárias de 15 a 19 anos e de 10 a 14 anos, respectivamente. A dieta e menor exposiçao solar foram considerados os possíveis fatores relacionados a esta diferença10.

A regiao de Blumenau possui a terceira maior incidência mundial de melanoma maligno18, o que constitui um problema de saúde pública regional. Os fatores predisponentes para a doença sao: maioria da populaçao caucasiana composta por descendentes alemaes e italianos, e radiaçao ultravioleta considerada muito alta pela OMS. Assim, açoes de prevençao costumam ser realizada com frequencia18. Este contexto poderia explicar a ausência de diferença de valores de 25(OH)D de acordo com o sexo e a faixa etária, uma vez que o hábito de se proteger contra o câncer de pele está presente na maior parte da populaçao local.

Os adolescentes com obesidade parecem estar mais predispostos a apresentar valores inferiores de 25(OH)D. Neste estudo, tanto a hipovitaminose D como a deficiência de vitamina D foram mais frequentes nos adolescentes com obesidade. Esta associaçao inversa entre o grau de excesso de peso e os valores séricos de 25(OH) D foi evidenciada em outros países, embora em magnitudes diferentes4,12.

Além de fatores comportamentais, como baixa ingestao de precursores e exposiçao solar reduzida19, a hipovitaminose D em pessoas com excesso de peso pode estar relacionada a fatores intrínsecos. Os fatores que podem estar envolvidos na fisiopatologia da hipovitaminose D relacionada excesso de peso sao: a presença de receptores no tecido adiposo com sequestro da vitamina D e reduçao de sua biodisponibilidade para os tecidos-alvo20, assim como aumento dos níveis séricos de leptina com inibiçao da síntese renal da forma ativa da vitamina D21.

A vitamina D exerce inúmeras funçoes no organismo. A mais tradicionalmente conhecida é sua açao sobre o esqueleto. É um micronutriente essencial para a saúde óssea tendo papel relevante na aquisiçao e manutençao da massa óssea ao longo dos ciclos vitais, sendo um dos fatores de proteçao contra a osteoporose22. No entanto, em funçao de seus efeitos extra-esqueléticos, a hipovitaminose D parece relacionar-se a outros tipos de doenças crônicas, como diabetes, dislipidemia e asma10. Assim, a hipovitaminose D poderia desempenhar um efeito sinérgico na gênese de comorbidades associadas ao excesso de peso como hipertensao arterial, dislipidemia e diabetes mellitus, implicando em maior morbi-mortalidade nesta populaçao23,24. O consenso global para a faixa etária pediátrica define níveis séricos de 25(OH)D acima de 20 ng/mL como suficiência de vitamina D. Este nível de corte foi definido considerando suas açoes esqueléticas. No entanto, há recomendaçoes para a manutençao de um nível sérico de vitamina D ≥ 30 ng/mL para a ocorrência de açoes extra-esqueléticas8.

Em termos de aplicaçao na prática clínica, sugere-se a inclusao da avaliaçao do status da vitamina D nos adolescentes com excesso de peso, especialmente naqueles com obesidade. A manutençao de uma vitamina D sérica acima de 30 ng/mL poderia ser considerada uma meta de tratamento neste grupo populacional.

Como fatores limitadores deste estudo tem-se o baixo número de adolescentes com obesidade grave, impossibilitando a análise dos níveis de vitamina D desta categoria em relaçao às demais categorias de excesso de peso; e a ausência de informaçoes a respeito de condiçoes que podem interferir na síntese de vitamina D, como o uso de protetor solar e a prática de atividades ao ar livre.


CONCLUSOES

A hipovitaminose D acometeu uma parcela significativa dos adolescentes estudados, sendo que mais da metade dos adolescentes com obesidade apresentou níveis de vitamina D abaixo do recomendado para açoes extra-esqueléticas. Nao houve associaçao entre os níveis de vitamina D e o sexo, assim como com a faixa etária. Observou-se associaçao entre a 25(OH)D sérica e o grau de excesso de peso, com valores inferiores no grupo de adolescentes com obesidade.


REFERENCIAS

1. Holick MF. Vitamin D deficiency. N Engl J Med. 2007;357:266-81.

2. Cunha KA, Magalhaes EIS, Loureiro LMR, Sant'Ana LFR, Ribeiro AQ, Novaes JF. Ingestao de cálcio, níveis séricos de vitamina D e obesidade infantil: existe associaçao? Rev Paul Pediatr. 2015;33(2):222-9.

3. Lee JY, So TY, Thackray J. A Review on Vitamin D Deficiency Treatment in Pediatric Patients. J Pediatr Pharmacol Ther. 2013;18(4):277-91.

4. Turer CB, Lin H, Flores G. Prevalence of Vitamin D Deficiency Among Overweight and Obese US Children. Pediatrics. 2013;131;e152.

5. Oliveira RM, Novaes JF, Azeredo LM, Cândido AP, Leite IC. Association of vitamin D insufficiency with adiposity and metabolic disorders in Brazilian adolescents. Public Health Nutr. 2014;17(4):787-94.

6. Araújo EPS, Queiroz DJM, Neves JPR, Lacerda LM, Gonçalves MCR, Carvalho AT. Prevalence of hypovitaminosis D and association factors in adolescent students of a capital of northeastern Brazil. Nutr Hosp. 2017;34(6):1416-23.

7. BRASIL. Protocolos do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional - SISVAN na assistência à saúde. Secretaria de Atençao Básica. 2008; Brasília. Ministério da Saúde: 61. (OMS)

8. Holick MF, Binkley NC, Bischoff-Ferrari HA, Gordon CM, Hanley DA, Heaney RP et al. Evaluation, treatment, and prevention of vitamin D deficiency: an Endocrine Society clinical practice guideline. J Clin Endocrinol Metab. 2011 Jul;96(7):1911-30

9. Lenders CM, Feldman HA, von Scheven E, Merewood A, Sweeney C, Wilson DM et al. Relation of body fat indexes to vitamin D status and deficiency among obese adolescents. Am J Clin Nutr. 2009;90:459-67.

10. Williams R, Novick M, Lehman E. Prevalence of hypovitaminosis D and its association with comorbidities of childhood obesity. Perm J. 2014;18(4):32-9.

11. Wakayo T, Whiting SJ, Belachew T. Vitamin D Deficiencyis Associated with Overweight and/or Obesity among School children in Central Ethiopia: A Cross-Sectional Study. Nutrients. 2016;8(4):190. Doi: 10.3390/ nu8040190.

12. Durá-Travé T, Gallinas-Victoriano F, Chueca-Guindulain MJ, Berrade-Zubiri S. Prevalence of hypovitaminosis D and associated factors in obese Spanish children. Nutrition & Diabetes. 2017;7,e248. Doi:10.1038/ nutd.2016.50.

13. Harel Z, Flanagan P, Forcier M, Harel D. Low vitamin D status among obese adolescents: prevalence and response to treatment. J Adolesc Health. 2011;48:448-52.

14. Wojcik M, Janus D, Kalicka-Kasperczyk A, Sztefko K, Starzyk JB. The potential impact of the hypovitaminosis D on metabolic complications in obese adolescents - preliminary results. Ann Agric Environ Med. 2017;24(4):636-9.

15. Tolppanen AM, Fraser A, Fraser WD, Lawlor DA. Risk factors for variation in 25-hydroxyvitamin D3 and D2 concentrations and vitamin D deficiency in children. J Clin Endocrinol Metab. 2012; 97(4):1202-10.

16. Vierucci F, Del Pistoia M, Fanos M, Gori M, Carlone G, Erba P et al. Vitamin D status and predictors of hypovitaminosis D in Italian children and adolescentes: a cross-sectional study. Eur J Pediatr. 2013;172:1607-17.

17. Alvarez MM, Vieira AC, Sichieri R, Veiga GV. Association between central body anthropometric measures and metabolic syndrome components in a probabilistic sample of adolescents from public schools. Arq Bras Endocrinol Metab. 2008;52:649-57.

18. Nasser N. Melanoma cutâneo - estudo epidemiológico de 30 anos em cidade do Sul do Brasil, de 1980- 2009. An Bras Dermatol. 2011;86(5):932-41.

19. Kull M, Kallikorm R, Lember M. Body mass index determines sunbathing habits: implications on vitamin D levels. Intern Med J. 2009;39(4):256-8.

20. Worstman J, Matsuoka LY, Chen TC, Lu Z, Holick MF. Decreased bioavailability of vitamin D in obesity. Am J Clin Nutr. 2000;72(3):690-3.

21. Tsuji K, Maeda T, Kawane T, Maysunuma A, Horiuchi N. Leptin stimulates fibroblast growth factor 23 expression in bone and suppresses renal 1 alpha,25 dihydroxyvitamin D3 synthesis in leptin-deficientmice. J Bone Miner Res. 2010;25:1711-23.

22. Winzenberg T, Jones G. Vitamin D and bone health in childhood and adolescence. Calcif Tissue Int. 2013;92(2):140-50.

23. Daraghmeh AH, Bertoia ML, Al-Qadi MO, Abdulbaki AM, Roberts MB, Eaton CB. Evidence for the vitamin D hypothesis: The NHANES III extended mortality follow-up. Atherosclerosis. 2016; 255:96-101.

24. Challa AS, Makariou SE, Siomou EC. The relation of vitamin D status with metabolic syndrome in childhood and adolescence: an update. J Pediatr Endocrinol Metab. 2015;28(11-12):1235-45.
adolescencia adolescencia adolescencia
GN1 © 2004-2019 Revista Adolescência e Saúde. Fone: (21) 2868-8456 / 2868-8457
Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente - NESA - UERJ
Boulevard 28 de Setembro, 109 - Fundos - Pavilhão Floriano Stoffel - Vila Isabel, Rio de Janeiro, RJ. CEP: 20551-030.
E-mail: revista@adolescenciaesaude.com