Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 13 nº 4 - Out/Dez - 2016

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Páginas: 7 a 14

Consumo de alimentos ultraprocessados e corantes alimentares por adolescentes de uma escola pública

Consumption of ultra-processed food and food coloring agents by adolescents from a public school

Consumo de alimentos ultraprocesados y colorantes alimenticios por adolescentes de una escuela pública

Autores: Cristhiane Maria Bazílio de Omena Messias1; Havena Mariana dos Santos Souza2; Ingrid Rafaella Mauricio Silva Reis3

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Descritores: Adolescente, consumo de alimentos, alimentos industrializados, corantes de alimentos.
Keywords: Adolescent, food consumption, industrialized foods, food coloring agents.
Palabraclave: Adolescente, consumo de alimentos, alimentos industrializados, colorantes de alimentos.

Resumo:
OBJETIVO: Este trabalho teve como objetivo verificar o consumo de alimentos ultraprocessados e corantes de alimentos por adolescentes de uma escola pública.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal realizado com alunos matriculados no ano de 2013 na faixa etária de 10-17 anos de idade, de ambos os sexos (n=526) de uma escola pública em Petrolina-PE. O instrumento de pesquisa utilizado para a avaliação do consumo alimentar foi o Recordatório 24 horas. A partir do recordatório, apresentou-se o consumo de alimentos ultraprocessados e corantes de alimentos por sexo. Os dados foram descritos utilizando estatística descritiva.
RESULTADOS: Ao verificar o consumo alimentar dos adolescentes, observou-se que todos apresentaram uma ingestão significativa de alimentos ricos em gorduras, açúcares, sódio e corantes de alimentos. Dentre os alimentos ricos em sódio mais citados por ambos os sexos estão os embutidos (1.117,3mg em média), pizzas (736,7-762 mg). Já os ricos em açúcares foram o achocolatado em pó (77,39g), biscoitos recheados (40,62g), e por fim, os ricos em gorduras saturadas e trans foram margarinas (16,7/25,8g), embutidos (9,25/0,55g). Quanto aos corantes do tipo natural mais citados por ambos os sexos destacam-se o Urucum (80,98%) e Caramelo IV (77,94%), quanto aos artificiais: Vermelho Bordeaux (49,24%), Vermelho 40/allura (30,42%).
CONCLUSÃO: O consumo elevado de alimentos ultraprocessados está relacionado com o possível desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, bem como, reações adversas quanto a exposição aos corantes de alimentos que incluem, em geral, reações tóxicas no metabolismo (alergias) e carcinogenicidade, sendo esta última uma consequência a longo prazo.

Abstract:
OBJECTIVE: The purpose of this study was to evaluate the consumption of ultra-processed foods and food coloring agents by adolescents from a public school.
METHODS: This is a cross-sectional study conducted with students enrolled in 2013 with 10-17 year old, of both genders (n = 526) from a public school in Petrolina-PE, The research instrument used to assess dietary intake was the 24-hour dietary recall. From this recall, the consumption of ultra-processed food and of food coloring agents was presented by sex. Data were described using descriptive statistics.
RESULTS: it was observed that all adolescents had high intake of foods rich in fats, sugars, sodium and dyes. Among the foods high in sodium, the most cited by both sexes were sausages (1117.3 mg on average) and pizzas (736.7 to 762 mg). The one rich in sugars were chocolate powder (77.39g), stuffed cookies (40.62g) and finally, those rich in saturated and trans fats were margarine (16.7 / 25.8 g) and sausages (9.25 / 0.55g). As for the natural colorants, the most often cited by both sexes were Urucum (80.98%), Caramel IV (77.94%), and the artificial colorants: Red Bordeaux (49.24%), Red 40 / Allura (30.42%). CONCLUSION: The high consumption of ultra-processed food is related to the possible development of chronic diseases as well as adverse reactions to the exposure of food coloring agents, which generally include toxic metabolism reactions (allergies) and carcinogenicity, the latter being a long-term consequence.

<<<<<<< .mine ======= >>>>>>> .r17871 Resumen:
OBJETIVO: Este trabajo tuvo como objetivo verificar el consumo de alimentos ultraprocesados y colorantes de alimentos por adolescentes de una escuela pública.
MÉTODOS: Se trata de un estudio transversal realizado con alumnos matriculados en el año 2013 en la franja etaria de 10-17 años de edad, de ambos sexos (n=526) de una escuela pública en Petrolina-PE. El instrumento de pesquisa utilizado para la evaluación del consumo alimenticio fue el Recordatorio 24 horas. A partir del recordatorio, se presentó el consumo de alimentos ultraprocesados y colorantes de alimentos por sexo. Los datos fueron descritos utilizando estadística descriptiva.
RESULTADOS: Al verificar el consumo alimenticio de los adolescentes, se observó que todos presentaron una ingestión significativa de alimentos ricos en grasas, azúcares, sodio y colorantes de alimentos. De entre los alimentos ricos en sodio más citados por ambos sexos están los embutidos (1.117,3mg en promedio), pizzas (736,7-762 mg). Ya los ricos en azúcares fueron el chocolate en polvo (77,39g), bizcochos rellenos (40,62g), y finalmente, los ricos en grasas saturadas y trans fueron margarinas (16,7/25,8g), embutidos (9,25/0,55g). En relación a los colorantes del tipo natural más citados por ambos sexos se destacan el Urucú (80,98%) y Caramelo IV (77,94%), en cuanto a los artificiales: Rojo Bordeaux (49,24%), Rojo 40/allura (30,42%).
CONCLUSIÓN: El consumo alto de alimentos ultraprocesados está relacionado con el posible desarrollo de enfermedades crónicas no transmisibles, así como reacciones adversas en relación a exposición a los colorantes de alimentos que incluyen, en general, reacciones tóxicas en el metabolismo (alergias) y carcinogenicidad, siendo esta última una consecuencia a largo plazo.

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