Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 14 nº 2 - Abr/Jun - 2017

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Páginas: 104 a 113

Estratégias de coping em adolescentes

Coping strategies on adolescents

Estrategias de coping en adolescentes

Autores: Manuela Amaral-Bastos1; Beatriz Araújo2

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Descritores: Adolescente, adaptação psicológica, características da família.
Keywords: Adolescent, Adaptation, Psychological, family characteristics.
Palabraclave: Adolescente, adaptación psicológica, características de la familia.

Resumo:
OBJETIVO: Relacionar as estrategias de coping do adolescente com as variáveis de caracterização (sexo, idade, retenção escolar), a configuração familiar e situação laboral da família.
MÉTODOS: Realizamos um estudo do tipo correlacional e transversal de paradigma quantitativo, com uma amostra de 291 adolescentes de dois agrupamentos escolares do norte de Portugal. Na coleta de dados utilizamos a Escala Toulousiana de Coping, tendo sido considerados os aspectos éticos inerentes à investigação em grupos vulneráveis.
RESULTADOS: As estratégias de coping mais evidenciadas pelos adolescentes foram as de "Controlo" e as menos utilizadas as de "Recusa". Esta estratégia apresenta diferenças com significância estatística quando relacionada com as variáveis: sexo, favorável aos rapazes (t=4.571 ; gl =289; p <.001); e retenção escolar para adolescentes com pelo menos uma experiência de retenção (t=2.142; gl =280; p=.033). Por sua vez, o grupo etário, a configuração familiar e a situação laboral dos pais/cuidadores parecem não influenciar significativamente as estratégias de coping usadas pelos adolescentes. No entanto, as raparigas, face ao desemprego da mãe/cuidadora, apresentam resultados com significância estatística na utilização de estratégias de "Retraimento, Conversão e Aditividade" (t=-2.291 ; gl =159; p=.023).
CONCLUSÃO: A Escala Toulousiana de Coping possibilita a identificação das estratégias usadas pelos adolescentes na resposta às adversidades, permitindo aos profissionais de saúde e de educação, adequar as suas intervenções para a promoção de estratégias mais adaptativas.

Abstract:
OBJECTIVE: Relate teenagers' Coping Strategies with character variables (gender, age, school retention), with its family configuration and with its family working conditions.
METHODS: We carried out a correlational and transversal study with a quantitative paradigm, with a sample of 291 teenagers of two school groups from North of Portugal. In this data gathering we used the Tolousiane Scale of Coping, with consideration to the ethical aspects that are inherent to the investigation within vulnerable groups.
RESULTS: The Coping Strategies most evidenced by adolescents are the "Control" ones and the least used are the "Denial" ones. These strategies have significant differences when related with the variables: gender, that is favourable to boys (t=4.571; gl=289;p<.001); and school retention for teenagers with at least one retention experience (t=2.142; gl=280; p=.033). On its turn, age group, family configuration and working situation of parents/carers seem not to have a significant influence in Coping Strategies used by teenagers. However, the girls present significant statistic results in the use of "Restraint, Conversion and Addiction" face to the mother/carer unemployment situation (t=-2.291; gl=159; p=.023).
CONCLUSION: The Tolousaine Scale of Coping makes it possible to identify the strategies used by teenagers in the answer to adversities, allowing health and education professionals to adequate their interventions to promote more adaptive strategies.

<<<<<<< .mine ======= >>>>>>> .r17871 Resumen:
OBJETIVO: Relacionar las estrategias de coping del adolescente con las variables de caracterización (sexo, edad, retención escolar), la configuración familiar y situación laboral de la familia.
MÉTODOS: Realizamos un estudio del tipo correlacional y transversal de paradigma cuantitativo, con una muestra de 291 adolescentes de dos agrupaciones escolares del norte de Portugal. En la recolección de datos utilizamos la Escala Toulousiana de Coping, habiendo sido considerados los aspectos éticos inherentes a la averiguación en grupos vulnerables.
RESULTADOS: Las estrategias de coping más evidenciadas por los adolescentes fueron las de "Control" y las menos utilizadas las de "Recusa". Esta estrategia presenta diferencias con significancia estadística cuando se relaciona con las variables: sexo, favorable a las muchachos (t=4.571; gl=289; p <.001); y retención escolar para adolescentes con por lo menos una experiencia de retención (t=2.142; gl=280; p=.033). A su vez, el grupo etario, la configuración familiar y la situación laboral de los padres/cuidadores parecen no influenciar significativamente las estrategias de coping usadas por los adolescentes. Sin embargo, las jóvenes, pese al desempleo de la madre/cuidadora, presentan resultados con significancia estadística en la utilización de estrategias de "Retraimiento, Conversión y Adicción" (t=-2.291; gl=159; p=.023).
CONCLUSIÓN: La Escala Toulousiana de Coping posibilita la identificación de estrategias usadas por los adolescentes en respuesta a las adversidades, permitiendo a los profesionales de salud y de educación adecuar sus intervenciones para promoción de estrategias más adaptativas.

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