Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 14 nº 3 - Jul/Set - 2017

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Páginas: 16 a 23

Gravidez na adolescência e aborto: Implicações da ausência de apoio familiar

Adolescent pregnancy and abortion: Implications of absence of family support

Embarazo en la adolescencia y aborto: Implicaciones de la ausencia de apoyo familiar

Autores: Eleomar Vilela de Moraes1; Olegário Rosa de Toledo2; Flávia Lúcia David3; Mariza Martins Avelino4; Rodolfo Nunes Campos5

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Descritores: Relações materno-fetais, drogas ilícitas, consumo de bebidas alcoólicas.
Keywords: Maternal-Fetal Relations, street drugs, alcohol drinking.
Palabraclave: Relaciones materno-fetales, drogas ilícitas, consumo de bebidas alcohólicas.

Resumo:
OBJETIVO: Investigar as características socioculturais e as chances de ocorrência de aborto entre adolescentes grávidas de 10 a 19 anos.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico transversal, descritivo e não probabilístico. Foram investigadas 101 adolescentes grávidas atendidas pelo Sistema Único de Saúde do Médio Araguaia. Os dados foram analisados por meio do teste de qui-quadrado e a ocorrência dos eventos calculada pela Razão de Prevalência.
RESULTADOS: A mediana da idade foi 17 anos e 11% das entrevistadas tinham até 14 anos e aproximadamente metade estudou até a oitava série. A ocorrência de aborto aumentou significativamente conforme a rejeição da gravidez pela família (RP=17,30), ter mais de dois parceiros (RP=8,52), usar drogas ilícitas (RP=5,39) e fumar durante a gravidez (RP=4,62).
CONCLUSÕES: A falta de apoio da família, a ausência de vínculo com o companheiro, a baixa autoestima e o desapego à criança em formação, parecem desestabilizar profundamente a adolescente que passa a considerar o aborto como uma alternativa viável.

Abstract:
OBJECTIVE: Investigate the socio-cultural characteristics and risk factors related to abortion among pregnant adolescents with 10-19 years-old, assisted by the Unique Health System from Medium Araguaia.
METHODS: This is a cross seccional, descriptive and non probabilistic epidemiological study. We investigated 101 pregnant adolescents assisted by the Medium Araguaia Unified Health System. The data were analyzed using the chi-square test and the occurrence of the events calculated by odds ratio.
RESULTS: The median age was 17 years and 11% from the interviewees had up to 14 years and approximately half of them studied until the eighth grade. Abortion incidence increased significantly according to the rejection of pregnancy by the family (OR = 23.33), having more than two partners (OR = 10.22), illicit drug use (OR = 9.77) and smoking during pregnancy (OR = 6.69).
CONCLUSIONS: The lack of support, the absence of bonding with the partner, the low self-esteem and detachment to the child in formation, seem destabilize deeply the adolescent, who now consider abortion as a viable alternative.

<<<<<<< .mine ======= >>>>>>> .r17871 Resumen:
OBJETIVO: Investigar las características socioculturales y las posibilidades de ocurrencia de aborto entre adolescentes embarazadas de 10 a 19 años.
MÉTODOS: se trata de un estudio epidemiológico transversal, descriptivo y no probabilístico. Fueron investigadas 101 adolescentes embarazadas atendidas por el Sistema Único de Salud del Meio Araguaia. Los datos fueron analizados por medio del test Chi-Cuadrado y la ocurrencia de los eventos calculada por la Razón de Prevalencia.
RESULTADOS: El promedio de edad fue 17 años y 11% de las entrevistadas tenían hasta 14 años, y aproximadamente la mitad estudió hasta la octava serie. La ocurrencia de aborto aumentó significativamente conforme el rechazo del embarazo por la familia (RP=17,30), tener más de dos compañeros (RP=8,52), usar drogas ilícitas (RP=5,39) y fumar durante el embarazo (RP=4,62).
CONCLUSIONES: La falta de apoyo de la familia, la ausencia de vínculo con el compañero, la baja autoestima y el desapego al niño en formación parecen desestabilizar profundamente a la adolescente que pasa a considerar el aborto como una alternativa viable.

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