Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 15 nº 1 - Jan/Mar - 2018

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Páginas: 80 a 88

Síndrome Metabólica em adolescentes com Lúpus Eritematoso Sistêmico

Metabolic Syndrome in Adolescents with Systemic Lupus Erythematosus

Síndrome Metabólico en adolescentes con Lupus Eritematoso Sistémico

Autores: Jorgiane das Graças Vilar de Araujo1; Flavio Sztajnbok2; Denise Tavares Giannini3

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Descritores: Lúpus Eritematoso Sistêmico, síndrome X metabólica, adolescente.
Keywords: Lupus Erythematosus, Systemic, metabolic syndrome X, adolescent.
Palabraclave: Lúpus Eritematoso Sistémico, síndrome X metabólica, adolescente.

Resumo:
OBJETIVO: Determinar a frequência de síndrome metabólica e de seus componentes em adolescentes com lúpus eritematoso sistêmico.
MÉTODOS: Foi realizado um estudo transversal no ambulatório de reumatologia do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente do Hospital Universitário Pedro Ernesto. Foram analisados adolescentes de 10 a 19 anos com diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico. A síndrome metabólica foi diagnosticada através dos critérios do International Diabetes Federation. Foram analisadas variáveis clínicas, sociodemográficas, laboratoriais e atividade física.
RESULTADOS: O estudo avaliou 42 adolescentes com média de idade de 16,8 ± 1,5 anos, sendo 37 (88%) do sexo feminino e cinco (12%) do sexo masculino. A Síndrome Metabólica foi diagnosticada em sete pacientes lúpicos (16,7%), sendo todos estes da faixa etária entre 17 a 19 anos. Sedentarismo, atividade de doença e condições socioeconômicas desfavoráveis foram as variáveis mais associadas à presença de síndrome metabólica nos adolescentes. Dentre os componentes que a integram, a circunferência da cintura elevada, hipertensão e HDL-c baixo foram os mais prevalentes.
CONCLUSÃO: Este estudo possibilitou concluir que os adolescentes que apresentaram maior prevalência de síndrome metabólica pertenciam ao sexo feminino, com faixa etária entre 17 a 19 anos, cursando ensino médio, com renda familiar menor que três salários mínimos. As características clínicas mais frequentes foram a obesidade, uso de antimaláricos, sedentários e com tempo de diagnóstico de doença no período de 1 a 3 anos.

Abstract:
OBJECTIVE: Determine the frequency of metabolic syndrome and its components in adolescents with systemic lupus erythematosus.
METHODS: A cross-sectional study was carried out at the Rheumatology Outpatient Clinic of the Center for the Study of Adolescent Health at Pedro Ernesto University Hospital. We analyzed adolescents from 10 to 19 years old with diagnosis of systemic lupus erythematosus. Metabolic syndrome was diagnosed through the criteria of the Internation Diabetes Federation. Were analyzed Clinical, sociodemographic, laboratorial variables, and physical activity.
RESULTS: The study evaluated 42 adolescents with a mean age of 16.8 ± 1.5 years, of which 37 (88%) were female and five (12%) were male. The Metabolic Syndrome was diagnosed in seven lupus patients (16.7%), all of whom were between 17 and 19 years old. Sedentarism, disease activity and unfavorable socioeconomic conditions were the variables most associated with the presence of metabolic syndrome in adolescents. Among the components that integrate it, high waist circumference, hypertension and low HDL-c were the most prevalent.
CONCLUSION: This study made it possible to conclude that the adolescents with the highest prevalence of metabolic syndrome belonged to the female sex, with ages ranging from 17 to 19 years old, attending high school, with a family income of less than three minimum wages. The most frequent clinical features were obesity, use of antimalarials, sedentary and with time of disease diagnosis in the period of 1 to 3 years.

<<<<<<< .mine ======= >>>>>>> .r17871 Resumen:
OBJETIVO: Determinar La frecuencia de síndrome metabólico y de sus componentes en adolescentes con lupus eritematoso sistémico.
MÉTODOS: Fue realizado un estudio transversal en el ambulatorio de reumatología del Núcleo de Estudios de Salud del Adolescente del Hospital Universitario Pedro Ernesto. Fueron analizados adolescentes de 10 a 19 años con diagnóstico de lupus eritematoso sistémico. El síndrome metabólico fue diagnosticado a través de los criterios del International Diabetes Federation. Fueron analizadas variables clínicas, sociodemográficas, de laboratorio y actividad física.
RESULTADOS: El estudio evaluó 42 adolescentes con media de edad de 16,8 ± 1,5 años, siendo 37 (88%) del sexo femenino y cinco (12%) del sexo masculino. El Síndrome Metabólico fue diagnosticado en siete pacientes con lupus (16,7%), siendo todos éstos de la franja etaria entre 17 a 19 años. Sedentarismo, actividad de enfermedad y condiciones socioeconómicas desfavorables fueron las variables más asociadas a la presencia de síndrome metabólico en los adolescentes. Entre los componentes que la integran, la circunferencia de cintura elevada, hipertensión y HDL-c bajo fueron los más prevalentes.
CONCLUSIÓN: Este estudio posibilitó concluir que los adolescentes que presentaron mayor prevalencia de síndrome metabólico pertenecían al sexo femenino, con franja etaria entre 17 a 19 años, cursando enseñanza media, con renta familiar menor a tres salarios mínimos. Las características clínicas más frecuentes fueron la obesidad, uso de antimaláricos, sedentarios y con tiempo de diagnóstico de enfermedad en el período de 1 a 3 años.

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