Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 15 nº 2 - Abr/Jun - 2018

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Páginas: 81 a 91

Estilo de vida e saúde oral de adolescentes brasileiros residentes em assentamentos rurais

Life style and oral health of Brazilian adolescents from rural settlements

Estilo de vida y salud oral de adolescentes brasileños residentes en asentamientos rurales

Autores: Suzely Adas Saliba Moimaz1; Milene Moreira Leão2; Luis Felipe Pupim dos Santos3; Nemre Adas Saliba4; Tânia Adas Saliba5

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Descritores: Comportamento do adolescente, saúde bucal, saúde pública, população rural.
Keywords: Adolescent behavior, oral health, public health, rural population.
Palabraclave: Comportamiento del adolescente, salud bucal, salud pública, población rural.

Resumo:
OBJETIVO: Verificar o comportamento, hábitos e condição de saúde bucal de adolescentes brasileiros de assentamentos rurais frente à inequidade de acesso aos serviços odontológicos.
MÉTODOS: Neste estudo epidemiológico, transversal, foram entrevistados e examinados 179 adolescentes empregando o instrumento Global School-based Student Health Survey. Foram coletados dados sobre índice de cáries, saúde bucal, acesso aos serviços odontológicos, hábitos alimentares e de higiene, Índice de Massa Corpórea (IMC), com foco no Índice CPOD (dentes cariados, perdidos e obturados) e no Índice Peridontal Comunitário (IPC). IMC, com foco no CPOD e IPC.
RESULTADOS: 53.3% dos entrevistados consultou um dentista no último ano. Houve associação entre dor e alta prevalência de cárie (p=0.0011). A ingestão de comidas calóricas e escovação dentária realizada uma vez/dia estiveram associadas ao sangramento gengival (p =0.0465; p=0.0172, respectivamente), resultando em insatisfação com a saúde bucal (p=0.0082). Houve associação entre cárie e falta de escovação (p=0.0001), causando dificuldade para mastigar (p=0.0098) e vergonha ao sorrir (p=.0098).
CONCLUSÃO: A inequidade de acesso aos serviços odontológicos resultou em alto índice de cárie e gengivite. A obesidade e a escovação dentária em baixa frequência aumentaram os riscos destas doenças. A dificuldade no acesso culminou no agravamento das afecções dentárias, prejudicando a mastigação e a vida social dos adolescentes. Há necessidade de políticas públicas de saúde que priorizem essa população socialmente excluída assim como o aprimoramento de estratégias de promoção da saúde para ajudar a lidar com os problemas orais.

Abstract:
OBJECTIVE: Verify the behavior, habits and the oral health of Brazilian adolescents from rural settlements considering the access inequity to odontological services.
METHODS: In this cross-sectional epidemiological study, 179 adolescents were interviewed using the Global School-based Student Health Survey instrument. Data were collected on caries index, periodontal health, dental services accessibility, diet and hygiene habits, and body mass index.
RESULTS: 53.3% of the respondents had consulted a dentist in the last year. High-caloric food consumption (p = .0465) and toothbrushing only once a day (p = .0172) were associated with gingival bleeding, which was related to unsatisfactory oral health (p = .0082). The presence of caries was associated with insufficient toothbrushing (p = .0001), which was related to chewing difficulty (p = .0098) and being embarrassed to smile (p < .0001).
CONCLUSION: Inequity of access to odontological services resulted in high caries index and gingivitis. Obesity and low-frequency toothbrushing increased the risks of these diseases. The difficulty in access culminated in the aggravation of the dental affections, damaging the chew and the social life of the adolescents. Public Health Policies to prioritize socially excluded populations area a necessity, as well as Health Promotion strategies to cope oral problems.

<<<<<<< .mine ======= >>>>>>> .r17871 Resumen:
OBJETIVO: Verificar el comportamiento, hábitos y condición de salud bucal de los adolescentes brasileños de asentamientos rurales, frente a la desigualdad de acceso a los servicios odontológicos.
MÉTODOS: En este estudio epidemiológico, transversal, fueron entrevistados y examinados 179 adolescentes empleando el instrumento Global School-based Student Health Survey. Se recolectaron datos sobre índice de caries, salud bucal, acceso a los servicios odontológicos, hábitos alimenticios y de higiene, Índice de Masa Corporal (IMC), con foco en el Índice CPOD (dientes cariados, perdidos y obturados) y en el Índice Periodontal Comunitario (IPC ). IMC, con foco en el CPOD e IPC.
RESULTADOS: El 53.3% de los entrevistados consultó a un dentista en el último año. Hubo asociación entre dolor y alto predominio de caries (p = 0.0011). La ingesta de alimentos calóricos y cepillados dentales realizados una vez al día estuvieron asociados al sangrado gingival (p = 0.0465; p = 0.0172, respectivamente), resultando en insatisfacción con la salud bucal (p = 0.0082). Se observó asociación entre caries y falta de cepillado (p = 0.0001), causando dificultad para masticar (p = 0.0098) y vergüenza al sonreír (p = .0098).
CONCLUSIÓN: La desigualdad de acceso a los servicios odontológicos resultó en un alto índice de caries y gingivitis. La obesidad y el cepillado de baja frecuencia aumentaron los riesgos de estas enfermedades. La dificultad en el acceso culminó en el agravamiento de las afecciones dentales, perjudicando la masticación y la vida social de los adolescentes. Hay necesidad de políticas públicas de salud que prioricen esa población socialmente excluida así como el perfeccionamiento de estrategias de promoción de la salud para ayudar a lidiar con los problemas orales.

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