Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 15 nº 4 - Out/Dez - 2018

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Páginas: 65 a 72

Análise epidemiológica de hanseníase em menores de 15 anos em um centro de referência na região nordeste do Brasil

Epidemiological analysis of leprosy in children under 15 years at a reference center in region of Brazil

Análisis epidemiológico de hanseniasis en menores de 15 años en un centro de referencia en la región noreste de Brasil

Autores: Erilaine de Freitas Corpes1; Natália Braga Hortêncio Jucá2; Ana Caroline Lima Vasconcelos3; Maria Araci de Andrade Pontes4; Anamaria Cavalcante e Silva5; Paulo César de Almeida6

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Descritores: Hanseníase, epidemiologia, saúde pública, saúde da criança, saúde do adolescente.
Keywords: Leprosy, epidemiology, public health, child health, adolescent health.
Palabraclave: Hanseniasis, epidemiología, salud pública, salud del niño, salud del adolescente.

Resumo:
OBJETIVO: Análise da distribuição dos casos de hanseníase em menores de 15 anos, segundo as características clínicas e epidemiológicas.
MÉTODOS: Estudo analítico e retrospectivo com abordagem quantitativa do tipo série de casos. Amostra constituída por 313 prontuários de casos novos de hanseníase no período de 2009 a 2015. A análise contemplou testes estatísticos descritivos, frequências relativas e médias, considerando o valor de p ≤ 0.05. Para a associação entre variáveis categóricas, utilizou-se o teste qui-quadrado (χ2) e o p de Fisher-Freeman-Halton.
RESULTADOS: Nesse estudo, a maioria das crianças e adolescentes eram do sexo masculino (57,7%), com idades entre 10 a 14 anos (66,1%) e 77,7% eram pardos. Predominou a forma clínica tuberculóide (39,6%), seguida pela forma dimorfa (39%), indeterminada (11,7%) e virchowiana (9,7%). Quanto à classificação operacional, (57,3%) era paucibacilar e (42,7%) multibacilar. A análise dos casos revelou que a forma clínica tuberculoide foi a mais frequente entre a faixa etária de 1 a 9 anos (52,8%), e a dimorfa, de 10 a 14 anos (41,8%). Essas diferenças foram estatisticamente significantes (p = 0,004). Em relação ao grau de incapacidade, observaram-se 24 casos (7,9%), o que sinaliza atraso no diagnóstico.
CONCLUSÃO: A prevalência de crianças e adolescentes com hanseníase ainda é alta. Para isso, é preciso capacitar os profissionais de saúde para que esses possam realizar o diagnóstico precoce e adequado, além de implementar ações de educação em saúde para a população.

Abstract:
OBJECTIVE: Analysis of the distribution of leprosy cases in children under 15 years, according to clinical and epidemiological characteristics.
METHODS: Analytical and retrospective study with a quantitative approach of case type series. Samples consisting of 313 records of new cases of leprosy in the period from 2009 to 2015. The data analysis included descriptive statistical tests, relative frequencies and averages, considering the value of p ≤ 0.05. To determine the association between categorical variables, the chi-square test (χ2) and Fisher-Freeman-Halton test were used.
RESULTS: In this study, the majority of the children and adolescents were male (57.7%), with ages between 10 to 14 years old (66.1%) and 77.7% were brown. The tuberculoid clinical form predominated (39.6%), followed by dimorphous (39%), undetermined form (11.7%) and virchowian (9.7%). Regarding the operational classification, 57.3% cases were paucibacillary and 42.7% multibacillary. The cases' analysis revealed that the tuberculoid clinical form as the most frequent among the age group from 1 to 9 years (52.8%), and the dimorphic from 10 to 14 years old (41.8%). These differences were statistically significant (p = 0.004). In relation to the degree of incapacity, 24 cases (7.9%) were observed, which indicates delay in diagnosis.
CONCLUSION: The prevalence of children and adolescents with leprosy is still high. To this end, it is necessary to train health professionals so that they can make an early and adequate diagnosis, as well as implement health education actions for the population.

<<<<<<< .mine ======= >>>>>>> .r17871 Resumen:
OBJETIVO: Análisis de la distribución de los casos de hanseniasis en menores de 15 años, según las características clínicas y epidemiológicas.
MÉTODOS: Estudio analítico y retrospectivo con abordaje cuantitativo del tipo serie de casos. Muestra de 313 registros médicos de los nuevos casos de hanseniasis en el período de 2009 a 2015. El análisis incluyó pruebas descriptivas estadísticas, frecuencias relativas y medias, teniendo en cuenta el valor de p £ 0:05. Para la asociación de variables categóricas, elo test chi-cuadrado (χ2) y p Fisher-Freeman Halton.
RESULTADOS: En ese estudio, la mayoría de los niños y adolescentes eran del sexo masculino (57,7%), con edades entre 10 a 14 años (66,1%) y 77,7% eran pardos. Predominó la forma clínica tuberculoide (39,6%), seguido por dimorfa (39%), indeterminada (11,7%) y virchowiana (9,7%). En cuanto a la clasificación operacional, (57,3%) fueron paucibacilar y (42,7%) multibacilar. El análisis de los casos clínicos mostró que la forma tuberculoide fue más común entre las edades de 1 a 9 años (52,8%), y en el límite, de 10 a 14 años (41,8%). Estas diferencias fueron estadísticamente significativas (p = 0,004). En relación al grado de incapacidad, se observaron 24 casos (7,9%), lo que indica retraso en el diagnóstico.
CONCLUSIÓN: La prevalencia de niños y adolescentes con hanseniasis sigue siendo alta. Para ello, es necesario capacitar a los profesionales de salud para que éstos puedan realizar el diagnóstico precoz y adecuado, además de implementar acciones de educación en salud para la población.

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