Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 16 nº 3 - Jul/Set - 2019

Artigo Original Imprimir 

Páginas: 70 a 79

Trombose venosa profunda dos membros inferiores na adolescência - uma perspectiva de 12 anos

Deep vein thrombosis of the lower limbs in adolescence - a 12 years' perspective

Trombosis venosa profunda de las extremidades inferiores en la adolescencia: una perspectiva de 12 años

Autores: Isabel Ayres Pereira1; Andreia Ribeiro2; Cátia Vilas Boas Leitão3; Ana Catarina Maia4; Isabel Carvalho5; Ana Sofia Garrido6

PDF Português            

Descritores: Trombose Venosa; Adolescente; Fatores de Risco; Trombofilia.
Keywords: Venous Thrombosis; Adolescent; Risk Factors; Thrombophilia
Palabraclave: Trombosis venosa; Adolescente; Factores de riesgo; Trombofilia

Resumo:
OBJETIVO DO TRABALHO: Realizar a análise descritiva clínico-epidemiológica dos casos de Trombose venosa profunda (TVP) dos membros inferiores de pacientes internados no serviço de Pediatria de um hospital português nível II entre 20042016. Caracterização da apresentação, abordagem diagnóstica e terapêutica e evolução.
MÉTODOS: Estudo observacional retrospectivo longitudinal. Os casos foram pesquisados através da codificação ICD-10 para trombose venosa, sendo selecionados os casos de trombose venosa profunda dos membros inferiores em crianças com idade maior que 1 mês, internados no hospital em causa entre 2004-2016.
RESULTADOS: Foram analisados oito casos, todos relativos à adolescentes (média 16,4 anos), sendo 75% sexo feminino. Todos apresentavam ao menos um fator de risco: anticoncepcionais orais (75%), história familiar de trombose venosa (37,5%), trombofilia hereditária (37,5% - déficit de proteína S, mutações do fator V de Leiden e Protrombina), imobilização (25%), tabagismo (25%), Síndrome antifosfolipídico (12,5%), infecção (12,5%), cirurgia recente (12,5%) e obesidade (12,5%). O ecodoppler confirmou trombose proximal em todos os casos, e em 25% foi diagnosticado tromboembolismo pulmonar bilateral à admissão. Iniciou-se enoxaparina e varfarina sem complicações, suspendendo-se a primeira após INR adequado; todos introduziram meia elástica e suspenderam os anticoncepcionais orais, e 37,5% mobilizaram precocemente o membro. O tempo mínimo de tratamento foram seis meses, mantendo-se indefinidamente nos casos de Síndroma antifosfolipídico e déficit PS. A média de seguimento na cirurgia vascular foi de 18 meses; um caso apresentou Síndrome pós-trombótica aos 12 meses, e ocorreu recorrência no caso. A TVP recorreu no caso de Síndroma antifosfolipídico.
CONCLUSÃO: Os adolescentes são um subgrupo com fatores de risco próprios para trombose que devem ser considerados nas consultas de rotina, na orientação de estilos de vida saudáveis e na prescrição de anticoncepcionais orais. Salientam-se as medidas adjuvantes e o seguimento a longo prazo com pesquisa regular de complicações.

Abstract:
OBJECTIVE: Assess a clinical and epidemiological descriptive analysis of Deep venous thrombosis (VTE) cases of lower limbs, of patients admitted to the Pediatric Service Portuguese hospital, between 2004-2016.
METHODS: Observational retrospective longitudinal study the deep vein thrombosis of the lower limbs in children with over one month old month admitted in a level II hospital from 2004-2016.
RESULTS: Eight cases were analyzed, all of them related to adolescents (mean age 16.4 years), 75% female. All had = 1 risk factor: oral contraceptive (75%), family history of deep vein thrombosis (37.5%), hereditary thrombophilia (37.5% - protein S deficiency, factor V Leiden and prothrombin mutations), immobility (25.0%), smoking (25%), Antiphospholipid syndrome (12.5%), infection (12.5%), recent major surgery (12.5%) and obesity (12.5%). Doppler sonography confirmed the diagnosis of proximal thrombosis in all; 25% had the diagnosis of a pulmonary embolism at admission. Therapy was started uneventfully with enoxaparin and warfarin, with discontinuation of the first after adjusted INR. Oral contraceptives were discontinued and compression stockings were introduced in all; 37.5% had early ambulation. Minimum time of anticoagulation was six months, and it was maintained indefinitely in the Antiphospholipid syndrome and PS deficiency subjects. Meantime of follow-up on vascular surgery consultation was 18 months; one case suggests post-thrombotic syndrome and thrombosis recurred on the Antiphospholipid syndrome case at 12 months of follow-up.
CONCLUSION: Adolescents are a population with intrinsic risk factors for deep vein thrombosis and should be consider in regular health consultations, promoting healthy lifestyles and prescribing oral contraceptives. The authors emphasize adjunctive therapies and long-term follow-up.

<<<<<<< .mine ======= >>>>>>> .r17871 Resumen:
OBJETIVO: realizar el análisis descriptivo clínico y epidemiológico de los casos de trombosis venosa profunda (TVP) de las extremidades inferiores de pacientes ingresados en el Servicio de Pediatría de un hospital portugués de nivel II entre 2004-2016. Caracterización de la presentación, enfoque diagnóstico y terapéutico y evolución.
MÉTODOS: estudio observacional longitudinal retrospectivo. Se buscaron casos usando la codificación ICD-10 para trombosis venosa, y se seleccionaron casos de trombosis venosa profunda de las extremidades inferiores en niños mayores de 1 mes, ingresados en el hospital en cuestión entre 2004-2016.
RESULTADOS: Se analizaron ocho casos, todos relacionados con adolescentes (promedio 16.4 años), siendo 75% mujeres. Todos tenían al menos un factor de riesgo: anticonceptivos orales (75%), antecedentes familiares de trombosis venosa (37.5%), trombofilia hereditaria (37.5% - déficit de proteína S, mutaciones del factor V de Leiden y protrombina) , inmovilización (25%), tabaquismo (25%), síndrome antifosfolípido (12.5%), infección (12.5%), cirugía reciente (12.5%) y obesidad (12.5%). La ecografía Doppler confirmó la trombosis proximal en todos los casos, y en el 25% se diagnosticó tromboembolismo pulmonar bilateral al ingreso. La enoxaparina y la warfarina se iniciaron sin complicaciones, la primera se suspendió después de una INR adecuada; todos introdujeron medias elásticas y anticonceptivos orales suspendidos, y el 37.5% movilizó la extremidad temprano. El tiempo mínimo de tratamiento fue de seis meses, permaneciendo indefinidamente para el síndrome antifosfolípido y el déficit de PS. El seguimiento promedio en cirugía vascular fue de 18 meses; un caso presentó síndrome post-trombótico a los 12 meses, y la recurrencia ocurrió en el caso. La TVP ha recurrido al síndrome antifosfolípido. El seguimiento promedio en cirugía vascular fue de 18 meses; un caso presentó síndrome post-trombótico a los 12 meses, y la recurrencia ocurrió en el caso. La TVP ha recurrido al síndrome antifosfolípido.
CONCLUSIÓN: los adolescentes son un subgrupo con sus propios factores de riesgo de trombosis que deben considerarse en consultas de rutina, orientación para estilos de vida saludables y prescripción de anticonceptivos orales. Se destacan las medidas adyuvantes y el seguimiento a largo plazo con búsqueda regular de complicaciones.

GN1 © 2004-2020 Revista Adolescência e Saúde. Fone: (21) 2868-8456 / 2868-8457
Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente - NESA - UERJ
Boulevard 28 de Setembro, 109 - Fundos - Pavilhão Floriano Stoffel - Vila Isabel, Rio de Janeiro, RJ. CEP: 20551-030.
E-mail: revista@adolescenciaesaude.com