Revista Adolescência e Saúde

Revista Oficial do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente / UERJ

NESA Publicação oficial
ISSN: 2177-5281 (Online)

Vol. 16 nº 3 - Jul/Set - 2019

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Páginas: 93 a 101

Comportamento Sexual na Adolescência

Sexual Behavior in Adolescence

Comportamiento sexual en la adolescencia

Autores: Heloisa Beatriz Fuchs1; Leonardo Novo Borges2; Iolanda Maria Novadzki3; Beatriz Elizabeth Bagatin Veleda Bermudez4

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Descritores: Adolescente; Comportamento Sexual; Saúde Sexual e Reprodutiva.
Keywords: Adolescent; Sexual Behavior; Sexual and Reproductive Health.
Palabraclave: Adolescente Comportamiento sexual; Salud Sexual y Reproductiva.

Resumo:
OBJETIVO: Avaliar o comportamento sexual de pacientes de 10 a 20 anos incompletos, atendidos no ambulatório de adolescentes de um hospital universitário público.
MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo transversal por meio da coleta de dados de 1400 formulários da História do Adolescente do CLAP-OPS/OMS, aplicados na primeira consulta ambulatorial, entre 2006 e 2018. A análise estatística dos dados foi feita pelo software R Core Team 2018.
RESULTADOS: Dos 1400 pacientes, 62% eram do sexo feminino, com média de idade de 14,9 anos, com a idade mediana de menarca/espermarca de 12 anos, e 37,2% (521) referiram a sexarca na média de 15 anos de idade. O uso de preservativo em todas as relações sexuais foi relatado por 53,5% dos adolescentes e contracepção hormonal em 47,2%. Os adolescentes meninos tiveram sexarca mais precocemente (mediana 14 anos) que as moças (15 anos), 96% referiram possuir relações heterossexuais, 4% homossexuais ou bissexuais e 24 (6,7%) adolescentes tinham filhos. A necessidade de informação sobre sexualidade foi relatada por 239 (20,2%). Iniciação sexual mais precoce ocorreu no sexo masculino, filhos de mães adolescentes, problemas judiciais pessoais e/ou na família, violência intrafamiliar, transtorno psicológico pessoal e/ou familiar e trabalho.
CONCLUSÃO: Os achados observados foram compatíveis com um estudo semelhante em 59 países, incluindo o Brasil. A maioria teve sua primeira relação sexual dentro de um relacionamento estável. Ressalta-se a importância de os profissionais de saúde estimularem o diálogo sobre saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes nos diferentes âmbitos, principalmente com os pais ou responsáveis.

Abstract:
OBJECTIVE: Evaluate the sexual behavior among patients from 10 to 20 years old at an outpatient clinic of a public university hospital.
MATERIALS AND METHODS: A cross-sectional study was carried out through data collection of 1,400 forms of the CLAP-PAHO/WHO Adolescent History, applied at the first outpatient clinic, between 2006 and 2018. Statistical analysis of the data was performed by R Core Team 2018 software.
RESULTS: Of 1,400 patients, 62% were females, and the mean age was 14.9 years, with the median age of menarche/spermarche of 12 years, and 37.2% (521) reported first intercourse with the median of 15 years of age. A condom was used in all sexual relations by 53.5% of adolescents, and hormonal contraception by 47.2%. Boys had first intercourse earlier (median 14 years) than girls (15 years), 96% reported to have heterosexual relations, 4% homosexual or bisexual, and 24 (6.7%) adolescents had children. The need for information on sexuality was reported by 239 (20.2%). Earlier sexual initiation occurred in males, children of adolescent mothers, individual and/or family legal problems, intrafamily violence, personal and/or family psychological disorder and work.
CONCLUSION: The findings were compatible with a similar study in 59 countries, including Brazil. Most had their first sexual relationship in a stable relationship. It is essential to emphasize the importance of health professionals to stimulate dialogue on sexual and reproductive health among adolescents in different settings, mainly parents.

<<<<<<< .mine ======= >>>>>>> .r17871 Resumen:
OBJETIVO: evaluar el comportamiento sexual de pacientes de 10 a 20 años que fueron tratados en la clínica ambulatoria de un hospital universitario público.
MATERIALES Y MÉTODOS: estudio transversal mediante la recopilación de datos de 1400 formularios de historia adolescente de CLAP-OPS/OMS, aplicados en la primera consulta ambulatoria entre 2006 y 2018. El análisis estadístico de los datos fue realizado por el software R Core Team 2018.
RESULTADOS: De los 1.400 pacientes, el 62% eran mujeres, con una edad media de 14,9 años, con una edad media de menarquia/espermarquia de 12 años, y el 37,2% (521) se referían a una sexarquia de 15 años de edad. El uso del condón en todas las relaciones sexuales fue reportado por el 53.5% de los adolescentes y la anticoncepción hormonal en el 47.2%. Los adolescentes tenían una sexarca anterior (mediana de 14 años) que las niñas (15 años), el 96% informó tener relaciones heterosexuales, el 4% fue homosexual o bisexual y 24 (6,7%) adolescentes tuvieron hijos. La necesidad de información sobre sexualidad fue reportada por 239 (20.2%). La iniciación sexual anterior se produjo en varones, hijos de madres adolescentes, problemas judiciales personales y / o familiares, violencia intrafamiliar, trastorno psicológico personal y/o familiar y laboral.
CONCLUSIÓN: Los resultados fueron consistentes con un estudio similar en 59 países, incluido Brasil. La mayoría tuvo su primera relación sexual dentro de una relación estable. Se enfatiza la importancia de los profesionales de la salud para estimular el diálogo sobre la salud sexual y reproductiva de los adolescentes en diferentes áreas, especialmente con los padres o tutores.

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