Abstract
Exclusive breastfeeding until six months of age and adequate complementary feeding are fundamental pillars for healthy development in early childhood and for the prevention of nutritional and metabolic problems throughout life. Scientific evidence demonstrates that the absence of breastfeeding or its early interruption, associated with inadequate complementary feeding practices, significantly increases the risk of childhood morbidities, such as infections, anemia, and metabolic disorders, in addition to favoring the development of obesity and diabetes in adulthood. This study conducted an integrative literature review in the SciELO, PubMed, Ministry of Health, WHO, and specialized literature databases, using the descriptors: breastfeeding, complementary feeding, eating habits, food consumption, and micronutrients. The selected articles reinforce the nutritional, immunological, and metabolic relevance of exclusive breastfeeding, capable of guaranteeing all the nutrients necessary for child growth and contributing to the maturation of the immune and metabolic systems. The results indicate that adequate, diversified, and natural food-based complementary feeding complements the protective role of breast milk, reducing the likelihood of developing chronic non-communicable diseases. However, the growing influence of advertising for ultra-processed foods was also observed, which uses visual and narrative strategies to stimulate the consumption of products with low nutritional value, contributing to inadequate eating habits among children and their caregivers. It is concluded that strengthening actions to promote, protect, and support breastfeeding, as well as providing adequate guidance on the introduction of solid foods, is essential to prevent metabolic problems and ensure a more balanced health trajectory from the earliest years of life.
RESUMO
O aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e a introdução alimentar adequada constituem pilares fundamentais para o desenvolvimento saudável na primeira infância e para a prevenção de agravos nutricionais e metabólicos ao longo da vida. Evidências científicas demonstram que a ausência do aleitamento materno ou sua interrupção precoce, associada a práticas inadequadas de alimentação complementar, aumenta significativamente o risco de morbidades infantis, como infecções, anemia e distúrbios metabólicos, além de favorecer o desenvolvimento de obesidade e diabetes na vida adulta. Este estudo realizou uma revisão bibliográfica integrativa nas bases SciELO, PubMed, Ministério da Saúde, OMS e literatura especializada, utilizando os descritores: aleitamento materno, alimentação complementar, hábitos alimentares, consumo alimentar e micronutrientes. Os artigos selecionados reforçam a relevância nutricional, imunológica e metabólica do aleitamento materno exclusivo, capaz de garantir todos os nutrientes necessários para o crescimento infantil e contribuir para a maturação do sistema imunológico e metabólico. Os resultados indicam que a introdução alimentar adequada, diversificada e baseada em alimentos naturais complementa o papel protetor do leite materno, reduzindo a probabilidade de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis. Entretanto, observou-se também a crescente influência da publicidade de alimentos ultraprocessados, que utiliza estratégias visuais e narrativas para estimular o consumo de produtos com baixo valor nutricional, contribuindo para práticas alimentares inadequadas entre crianças e seus responsáveis. Conclui-se que fortalecer ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, bem como orientar adequadamente sobre a introdução alimentar, é essencial para prevenir agravos metabólicos e garantir uma trajetória de saúde mais equilibrada desde os primeiros anos de vida.