Violência de todos os dias

Authors

  • Evelyn Eisenstein

DOI:

https://doi.org/10.67440/ahj.v11i2.469

Abstract

Saúde é o tema central de nossa Revista e a promoção de uma adolescência saudável é o compromisso
profi ssional de todos nós. Por isso, nossos esforços estão sempre sendo multiplicados ao procurar dividir o
melhor de nossos conhecimentos com todos os nossos colegas e leitores e também com os profi ssionais que
acessam nossa Revista na Internet http://www.adolescenciaesaude.com ou através da Rede ADOLEC da Biblio
teca Virtual de Saúde, http://www.adolec.br
Pois chegou a hora de mais uma vez estarmos unidos e conscientes sobre a prevenção da violência em
nosso país! As taxas de mortalidade devido a acidentes de trânsito, principalmente causadas por motociclistas,
em “brincadeiras de roleta russa” e dirigindo em alta velocidade, sem licença e sem o uso de capacetes prote
tores, atingem índices vergonhosos de traumas durante a adolescência e o aumento dos atendimentos e hospi
talizações. Também os episódios de brigas, “balas perdidas” e homicídios, nas principais capitais aumentam as
taxas de mortalidade por “causas externas” e que poderiam ter sido evitadas, se houvesse uma consciência de
educação e promoção da saúde, além do respeito a simples regras de convivência em centros urbanos (http://
www.mapadaviolencia.org.br/mapa2012_cor.php).
A violência de todos os dias, que é banalizada nos meios de comunicação, em fi lmes, novelas e também
nos meios digitais, nunca se dá como um ato isolado, mas aparece como um nó em uma rede de muitos fi os
que integram uma trama social, de fatos interligados e encobertos com o silêncio e a omissão de uns e outros,
que vão se tornando “cúmplices” passivos de tragédias sem fi m, como se o valor humano fosse desprezível ou
parte de uma engrenagem da máquina de consumo, onde o ter substitui o ser e o deixar morrer é preferível ao
viver. É necessário refl etir sobre o sentido de nossas vidas, da importância do afeto e do apego e dos cuidados
necessários ao crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes. Todos nós queremos a liberdade
de nos sentirmos bem, livres, saudáveis e com mais chances de construir um país melhor, com paz e sem atos
de vandalismo! O site www.mdgfund.org é excelente opção de pesquisa.
O Brasil está dando um basta a tantas violências e aprimorando cada vez mais as nossas leis de proteção
à vida e à saúde de crianças e adolescentes (www.comitenacional.org.br). Chega de violência, de exploração
sexual, de atos abusivos de intolerância e discriminação! “A pior violência é proibir a gente de sonhar com o
futuro melhor”, dizia o poeta Cazuza.
Reconhecer a violência é mais difícil do que se imagina. É preciso identifi car o que ocorre e possibilita os
episódios de violência que se observam ou se constatam no cotidiano. Isso faz parte de nossa consciência social
de cidadania. Saber de nossos direitos como cidadão é um aprendizado e assegurar os direitos à saúde de todas
as crianças e adolescentes é a tarefa mais importante de nossas atitudes profi ssionais. O Estatuto da Criança
e do Adolescente, ECA, foi atualizado em Junho de 2014. O crime de exploração sexual é considerado atual
mente um crime hediondo, na Lei brasileira. A lei 13010 do Menino Bernardo foi sancionada e já está sendo
aplicada em todo o país. A campanha Proteja Brasil (www.protejabrasil.com.br) deve ser conhecida de todos
e multiplicada em qualquer ocasião, nas escolas, nas comunidades, nas unidades de saúde e também junto às
famílias de crianças e adolescentes, ou em oportunidades na mídia. Consultemos o site da Secretaria Nacional
dos Direitos da Criança e do Adolescente em http://www.sdh.gov.br/assuntos/criancas-e-adolescentes
O silêncio ou a banalidade do mal é a pior violência! A violência contra criança e adolescente é conside
rada CRIME na Lei brasileira. Denunciar é preciso no DISQUE-DENÚNCIA: 100. Uma questão de direitos e prio
ridade absoluta! Nossa revista mantém seus compromissos de publicação dos artigos de promoção à saúde,
prevenção da violência e programas de educação e informações à saúde da população de adolescentes e de
jovens brasileiros. Abrir as portas e as mentes para divulgar os conhecimentos sobre saúde, paz, justiça social e
viver sempre melhor e com mais qualidade de vida é a nossa meta principal!

Published

2014-04-22

How to Cite

Eisenstein, E. (2014). Violência de todos os dias. Adolescência E Saúde, 11(2), 6. https://doi.org/10.67440/ahj.v11i2.469

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